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Economia

Senador Rogério Carvalho defende CPI do Crime Organizado e critica uso eleitoral da segurança pública

O senador Rogério Carvalho (PT-SE) afirmou, em entrevista concedida na manhã desta quinta-feira (6) ao portal Brasil 247, que a recém-instalada CPI do Crime Organizado pretende traçar um panorama nacional da atuação de facções e das políticas de segurança pública no País. Primeiros passos da comissão De acordo com o parlamentar, que integra o colegiado, […]

06/11/2025 · 14h38
Senador Rogério Carvalho defende CPI do Crime Organizado e critica uso eleitoral da segurança pública

O senador Rogério Carvalho (PT-SE) afirmou, em entrevista concedida na manhã desta quinta-feira (6) ao portal Brasil 247, que a recém-instalada CPI do Crime Organizado pretende traçar um panorama nacional da atuação de facções e das políticas de segurança pública no País.

Primeiros passos da comissão

De acordo com o parlamentar, que integra o colegiado, a CPI realizou apenas a instalação, a eleição da presidência e a indicação da relatoria. O próximo encontro servirá para elaborar e aprovar o plano de trabalho. “Precisamos estruturar a agenda de investigação e definir prioridades”, explicou.

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Mapeamento do crime

Carvalho disse que a comissão fará uma “cartografia” da segurança pública, investigando de que maneira o crime organizado ocupa territórios, movimenta recursos e influencia instituições. O grupo pretende ouvir governadores, autoridades policiais e do Judiciário para entender o funcionamento dessas redes.

Crítica ao modelo de confronto

O senador destacou que o enfrentamento baseado exclusivamente na força mostrou-se ineficaz e tem sido explorado politicamente. Como exemplo, citou operações no Rio de Janeiro. Para ele, a discussão necessária é se o combate às facções pode prescindir de ações de inteligência e articulação federativa.

“Espetáculo” nas operações

Carvalho acusou governadores alinhados à oposição de transformar ações policiais em palanque. Segundo ele, o objetivo seria criar um novo eixo de confronto com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Quando o enfrentamento vira espetáculo, perde-se o foco nos resultados”, afirmou.

Integração com a Polícia Federal

A comissão, informou o senador, deverá trabalhar em cooperação com a Polícia Federal, compartilhando informações sem sobreposição de funções. Episódios recentes, como a operação no Rio, devem entrar na pauta de investigação.

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Disputa de narrativas

O parlamentar prevê que setores da direita tentarão transformar a CPI em palco de embate ideológico. Ainda assim, acredita que o debate pode evidenciar a ineficácia de políticas de confronto que, segundo ele, não reduziram o poder das facções.

Eleições de 2026 no horizonte

Carvalho avaliou que a direita planeja disputar as próximas eleições presidenciais com discurso focado em medo, violência e ódio. A estratégia da esquerda, diz ele, será demonstrar que é possível combater o crime com inteligência, cooperação entre forças policiais e respeito à vida.

Cooperação entre entes federativos

O senador lamentou a falta de integração de alguns governadores oposicionistas com a Polícia Federal. Para ele, ações coordenadas, como as registradas recentemente na Bahia e no Piauí, mostram que é possível obter resultados concretos sem alta letalidade.

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No encerramento da entrevista, Rogério Carvalho afirmou que a CPI tem o dever de romper o ciclo de violência alimentado por abordagens exclusivamente armadas e devolver o debate à sociedade com transparência e responsabilidade.

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O senador Rogério Carvalho (PT-SE) afirmou, em entrevista concedida na manhã desta quinta-feira (6) ao portal Brasil 247, que a recém-instalada CPI do Crime Organizado pretende traçar um panorama nacional da atuação de facções e das políticas de segurança pública no País.

Primeiros passos da comissão

De acordo com o parlamentar, que integra o colegiado, a CPI realizou apenas a instalação, a eleição da presidência e a indicação da relatoria. O próximo encontro servirá para elaborar e aprovar o plano de trabalho. “Precisamos estruturar a agenda de investigação e definir prioridades”, explicou.

Mapeamento do crime

Carvalho disse que a comissão fará uma “cartografia” da segurança pública, investigando de que maneira o crime organizado ocupa territórios, movimenta recursos e influencia instituições. O grupo pretende ouvir governadores, autoridades policiais e do Judiciário para entender o funcionamento dessas redes.

Crítica ao modelo de confronto

O senador destacou que o enfrentamento baseado exclusivamente na força mostrou-se ineficaz e tem sido explorado politicamente. Como exemplo, citou operações no Rio de Janeiro. Para ele, a discussão necessária é se o combate às facções pode prescindir de ações de inteligência e articulação federativa.

“Espetáculo” nas operações

Carvalho acusou governadores alinhados à oposição de transformar ações policiais em palanque. Segundo ele, o objetivo seria criar um novo eixo de confronto com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Quando o enfrentamento vira espetáculo, perde-se o foco nos resultados”, afirmou.

Integração com a Polícia Federal

A comissão, informou o senador, deverá trabalhar em cooperação com a Polícia Federal, compartilhando informações sem sobreposição de funções. Episódios recentes, como a operação no Rio, devem entrar na pauta de investigação.

Disputa de narrativas

O parlamentar prevê que setores da direita tentarão transformar a CPI em palco de embate ideológico. Ainda assim, acredita que o debate pode evidenciar a ineficácia de políticas de confronto que, segundo ele, não reduziram o poder das facções.

Eleições de 2026 no horizonte

Carvalho avaliou que a direita planeja disputar as próximas eleições presidenciais com discurso focado em medo, violência e ódio. A estratégia da esquerda, diz ele, será demonstrar que é possível combater o crime com inteligência, cooperação entre forças policiais e respeito à vida.

Cooperação entre entes federativos

O senador lamentou a falta de integração de alguns governadores oposicionistas com a Polícia Federal. Para ele, ações coordenadas, como as registradas recentemente na Bahia e no Piauí, mostram que é possível obter resultados concretos sem alta letalidade.

No encerramento da entrevista, Rogério Carvalho afirmou que a CPI tem o dever de romper o ciclo de violência alimentado por abordagens exclusivamente armadas e devolver o debate à sociedade com transparência e responsabilidade.

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