Sergipe apresentou em 2025 a menor taxa anual de desocupação já registrada na série histórica da PNAD Contínua: 7,9%. O indicador estadual ficou acima da média nacional, de 5,6%, e igualou a média do Nordeste, também de 7,9%, segundo dados divulgados pelo IBGE.
Na comparação entre os estados da região Nordeste, Sergipe teve a quarta menor taxa de desocupação, ficando atrás de Paraíba (6,0%), Ceará (6,5%) e Maranhão (6,8%). O monitoramento estadual desse indicador pelo IBGE começou em 2012. Além de Sergipe, outros 18 estados e o Distrito Federal registraram, em 2025, as menores taxas anuais de desocupação desde o início das séries.
O analista responsável pela pesquisa, William Kratochwill, apontou que a marca histórica em 2025 decorre do dinamismo do mercado de trabalho e do aumento do rendimento real, mas alertou que a redução na desocupação oculta problemas estruturais. Segundo ele, regiões como Norte e Nordeste mantêm níveis elevados de informalidade e de subutilização da força de trabalho, revelando ocupações de baixa produtividade.
Em 2025, o rendimento médio bruto real de Sergipe alcançou R$ 2.855, o maior valor desde o início da série, e o segundo mais alto entre os estados do Nordeste, atrás apenas do Rio Grande do Norte (R$ 3.003).
No quarto trimestre de 2025, a taxa de desocupação em Sergipe foi de 7,5%, o que corresponde a cerca de 78 mil pessoas que buscavam trabalho e estavam disponíveis para assumir um emprego no período. Esse resultado foi considerado estável em relação ao trimestre imediatamente anterior (julho a setembro de 2025) e ao mesmo trimestre de 2024 (outubro a dezembro).
Informalidade e subutilização
A informalidade no mercado de trabalho de Sergipe, medida em âmbito estadual desde 2016, atingiu 48,2% em 2025 — o menor percentual da série histórica da PNAD Contínua. Esse índice representa aproximadamente 468 mil pessoas sem vínculo formal e coloca o estado com a oitava maior taxa de informalidade entre as unidades da federação. Quando a análise se restringe ao Nordeste, porém, Sergipe aparece com a quarta menor taxa da região.
Entre os estados, o Maranhão registrou a maior taxa de informalidade (58,7%) e Santa Catarina a menor (26,3%). A média nacional ficou em 38,1%. O grupo de trabalhadores informais reúne pessoas sem carteira assinada, trabalhadores por conta própria sem CNPJ e familiares auxiliares.

A taxa composta de subutilização da força de trabalho em Sergipe também atingiu, em 2025, o menor nível da série: 25,1%. Apesar da queda histórica, esse percentual é o quarto mais alto do país, superior apenas aos registrados em Alagoas (26,8%), Bahia (26,8%) e Piauí (31%). A taxa composta inclui desocupados, subocupados por insuficiência de horas e pessoas na força de trabalho potencial.
Sobre a pesquisa
A PNAD Contínua é o principal instrumento de monitoramento da força de trabalho no Brasil. A amostra por trimestre abrange cerca de 211 mil domicílios e conta com aproximadamente dois mil entrevistadores atuando em 26 estados e no Distrito Federal, integrados a uma rede de mais de 500 agências do IBGE.
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