Sergipe alcançou a menor taxa de desemprego de sua série histórica, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na PNAD Contínua e analisados pelo Observatório do Trabalho, vinculado à Secretaria de Estado do Trabalho, Emprego e Empreendedorismo (Seteem). A desocupação chegou a 7,5% no quarto trimestre de 2025, frente a 12% no primeiro trimestre de 2023 — queda de 4,4 pontos percentuais, equivalente a 37,1% de redução.
O movimento de queda também foi observado na comparação trimestral: a taxa de desemprego recuou de 7,7% no terceiro trimestre de 2025 para 7,5% no quarto trimestre de 2025. Paralelamente, a informalidade apresentou redução e atingiu 47,2% no quarto trimestre de 2025, ante 47,5% no trimestre anterior, marcando o menor índice de informalidade desde o início da série, em 2012.
O secretário de Estado do Trabalho, Emprego e Empreendedorismo, Jorge Teles, destacou o avanço nos indicadores de emprego nos últimos três anos, ressaltando a diminuição expressiva do desemprego e da informalidade, além dos recuos recentes medidos em pontos percentuais entre trimestres comparados.
Além do desemprego e da informalidade, outros indicadores do mercado de trabalho em Sergipe também registraram melhora. A taxa de desalento — que mede a parcela da população que desistiu de procurar emprego — caiu de 5,9% no terceiro trimestre de 2025 para 5,4% no quarto trimestre de 2025, com redução superior às médias do Nordeste e do país.
A taxa de subutilização da força de trabalho potencial, que reúne desocupados, subocupados e pessoas na força de trabalho potencial, diminuiu de 26,5% no terceiro trimestre de 2025 para 24,3% no quarto trimestre de 2025.

O governo estadual atribui parte dos resultados às ações de qualificação e intermediação de mão de obra. Entre as iniciativas citadas estão os programas Qualifica Sergipe e Primeiro Emprego, além da plataforma digital GO Sergipe (Geração de Oportunidade), lançada em março de 2025 pelo Núcleo de Apoio ao Trabalho (NAT). A plataforma registrava mais de 41 mil trabalhadores cadastrados, 807 empresas parceiras com vagas e 549 serviços ofertados.
Os números divulgados pelo IBGE e analisados pelo Observatório do Trabalho apontam, portanto, para um cenário de melhora no mercado de trabalho de Sergipe ao longo dos últimos três anos.
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