A Secretaria de Estado da Segurança Pública de Sergipe (SSP) intensificou a integração entre delegacias especializadas, forças policiais e rede de assistência social para ampliar a prevenção, a repressão qualificada e a proteção às mulheres vítimas de violência doméstica e familiar em todo o estado.
Segundo a delegada Lorena Rocha, titular da Delegacia de Atendimento à Mulher e demais Grupos Vulneráveis (DAGV) de Nossa Senhora do Socorro, esse tipo de crime representa hoje a maior demanda da Polícia Civil. “Há um esforço concentrado com delegacias especializadas e reforço de efetivo para atender o volume de ocorrências”, destacou.
Atuação do DAGV
O Departamento de Atendimento a Grupos Vulneráveis (DAGV) acolhe e investiga crimes contra mulheres, idosos, crianças, adolescentes e pessoas LGBTQIA+. Além da unidade em Aracaju, o serviço possui delegacias em Estância, Itabaiana, Lagarto e Nossa Senhora do Socorro, descentralizando o atendimento especializado e garantindo proteção imediata às vítimas.
Os agentes recebem denúncias pelo Disque-Denúncia 181, por entidades de direitos humanos ou diretamente na delegacia. A equipe instaura inquéritos, termos circunstanciados e acompanha medidas de proteção.
Medidas protetivas
Previstas na Lei Maria da Penha, as medidas protetivas de urgência são solicitadas por mais de 90% das vítimas que procuram as delegacias em Sergipe. Conforme Lorena Rocha, na maioria dos casos a escalada de violência é interrompida depois que a Justiça defere o pedido. O descumprimento da ordem judicial leva à prisão do agressor, respondendo pela maior parte das prisões efetuadas pelas delegacias da mulher.
Ciclo da violência
A delegada alerta que o feminicídio costuma ser o estágio final de um processo gradual, iniciado com controle, manipulação e isolamento. Ciúmes excessivos, controle financeiro e vigilância do celular são citados como “bandeiras vermelhas” que devem ser observadas por vítimas, familiares e amigos.
Rede de apoio
Após o registro da ocorrência, a Polícia Civil encaminha a mulher a serviços como Centros de Referência de Atendimento à Mulher (Cram) e Centros de Referência de Assistência Social (Cras). A rede oferece atendimento psicológico, apoio social e orientações para romper o ciclo de violência, especialmente em casos de dependência financeira ou emocional.
Conscientização e educação
A SSP também investe em campanhas e palestras, a exemplo do Agosto Lilás, para sensibilizar adolescentes e combater a cultura machista. “O enfrentamento é responsabilidade compartilhada; a população precisa denunciar e colaborar”, reforçou Lorena Rocha.
Canais de denúncia em Sergipe
190 – Polícia Militar (emergências)
181 – Disque-Denúncia da Polícia Civil (anônimo)
180 – Central Nacional de Atendimento à Mulher
Delegacia Virtual – Registro de boletim de ocorrência e pedido de medida protetiva
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