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Economia

Setores alertam governo sobre oposição em consulta sobre reciprocidade tarifária

Empresários se opõem à retaliação do Brasil contra tarifas dos EUA, pedindo negociação.

22/07/2026 · 00h00 · Atualizado às 19h08
Setores alertam governo sobre oposição em consulta sobre reciprocidade tarifária

Empresários de setores impactados pelo novo aumento de tarifas dos Estados Unidos informaram ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva que se oporão à retaliação, caso o Brasil decida invocar a Lei de Reciprocidade.

A Lei de Reciprocidade estabelece um rito que inclui a realização de uma consulta pública de 30 dias, destinada às partes interessadas, antes de qualquer ação de retaliação. Neste momento, as empresas afetadas manifestaram a intenção de se posicionar contra tais medidas.

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O setor produtivo busca convencer o governo a não acionar a reciprocidade, destacando o potencial impacto negativo na reputação que críticas de empresas afetadas poderiam trazer ao processo.

Os executivos argumentaram que a reciprocidade poderia resultar em uma escalada de tensões com os Estados Unidos, possivelmente levando a mais sanções sobre a economia brasileira.

Na última terça-feira (21), representantes do setor se reuniram com o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, e com o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Durante o encontro, o presidente-executivo da Abimaq, José Velloso, expressou que acredita que “a reciprocidade não vai ter resultado prático. Se tudo isso começou por uma questão política, não é acirrando a política que resolveremos o problema. Não é com a retaliação que encontraremos uma saída”.

“Coloquei meu ponto: Negociar, negociar, negociar. E não disparar reciprocidade”, afirmou José Ricardo Roriz Coelho, presidente da Abiplast.

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Após as reuniões, Alckmin comentou sobre os pedidos dos setores e afirmou que “a ideia do governo não é a retaliação”. O vice-presidente afirmou que o processo visa mostrar à contraparte que o Brasil possui instrumentos de resposta.

A reciprocidade é: ‘olha, nós estamos sendo injustiçados e nós queremos corrigir isso. Temos instrumentos para fazê-lo, no momento oportuno e da forma adequada’”, declarou Alckmin.

Durante as reuniões, o governo ouviu recomendações do setor produtivo enquanto elabora um novo pacote de ajuda às empresas, denominado “Plano Brasil Soberano 3.0”. As demandas incluem a disponibilização de crédito para capital de giro e investimentos, além da possibilidade de adiar e parcelar impostos. Também foi mencionada a necessidade de manter o Reintegra, mecanismo que visa ressarcir empresas exportadoras por tributos residuais em suas cadeias produtivas.

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Márcio Elias Rosa, após os encontros, mencionou que o governo está em negociação com os EUA, mas que trabalha em medidas para mitigar os impactos, como a abertura de novos mercados para os produtos afetados. “Continuar negociando, essa é a orientação. E, mais do que isso, continuar dialogando internamente com o setor produtivo, de modo a assimilar essa decisão do governo norte-americano, que não deixa de ser injusta, indevida, descabida”, concluiu.

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Empresários de setores impactados pelo novo aumento de tarifas dos Estados Unidos informaram ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva que se oporão à retaliação, caso o Brasil decida invocar a Lei de Reciprocidade.

A Lei de Reciprocidade estabelece um rito que inclui a realização de uma consulta pública de 30 dias, destinada às partes interessadas, antes de qualquer ação de retaliação. Neste momento, as empresas afetadas manifestaram a intenção de se posicionar contra tais medidas.

O setor produtivo busca convencer o governo a não acionar a reciprocidade, destacando o potencial impacto negativo na reputação que críticas de empresas afetadas poderiam trazer ao processo.

Os executivos argumentaram que a reciprocidade poderia resultar em uma escalada de tensões com os Estados Unidos, possivelmente levando a mais sanções sobre a economia brasileira.

Na última terça-feira (21), representantes do setor se reuniram com o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, e com o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços. Durante o encontro, o presidente-executivo da Abimaq, José Velloso, expressou que acredita que “a reciprocidade não vai ter resultado prático. Se tudo isso começou por uma questão política, não é acirrando a política que resolveremos o problema. Não é com a retaliação que encontraremos uma saída”.

“Coloquei meu ponto: Negociar, negociar, negociar. E não disparar reciprocidade”, afirmou José Ricardo Roriz Coelho, presidente da Abiplast.

Após as reuniões, Alckmin comentou sobre os pedidos dos setores e afirmou que “a ideia do governo não é a retaliação”. O vice-presidente afirmou que o processo visa mostrar à contraparte que o Brasil possui instrumentos de resposta.

A reciprocidade é: ‘olha, nós estamos sendo injustiçados e nós queremos corrigir isso. Temos instrumentos para fazê-lo, no momento oportuno e da forma adequada’”, declarou Alckmin.

Durante as reuniões, o governo ouviu recomendações do setor produtivo enquanto elabora um novo pacote de ajuda às empresas, denominado “Plano Brasil Soberano 3.0”. As demandas incluem a disponibilização de crédito para capital de giro e investimentos, além da possibilidade de adiar e parcelar impostos. Também foi mencionada a necessidade de manter o Reintegra, mecanismo que visa ressarcir empresas exportadoras por tributos residuais em suas cadeias produtivas.

Márcio Elias Rosa, após os encontros, mencionou que o governo está em negociação com os EUA, mas que trabalha em medidas para mitigar os impactos, como a abertura de novos mercados para os produtos afetados. “Continuar negociando, essa é a orientação. E, mais do que isso, continuar dialogando internamente com o setor produtivo, de modo a assimilar essa decisão do governo norte-americano, que não deixa de ser injusta, indevida, descabida”, concluiu.

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