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Economia

Sindicatos protestam pelo direito ao descanso e pelo fim da escala 6×1 em atos no 1º de maio

TRANSMISSÃO: Band | Record Trabalhadores, aposentados, estudantes e ativistas foram às ruas em diversas cidades do país nesta sexta-feira, 1º de maio,...

02/05/2026 · 15h42 · Atualizado às 18h55
Sindicatos protestam pelo direito ao descanso e pelo fim da escala 6×1 em atos no 1º de maio

Trabalhadores, aposentados, estudantes e ativistas foram às ruas em diversas cidades do país nesta sexta-feira, 1º de maio, Dia Internacional do Trabalhador, para pedir o fim da escala de seis dias de trabalho seguida de um dia de descanso (6×1) sem redução salarial. Em Brasília, a concentração ocorreu no Eixão do Lazer, na Asa Sul, em um ato organizado por sete centrais sindicais do Distrito Federal que contou com atrações culturais e discursos.

Entre os participantes estava a empregada doméstica Cleide Gomes, de 59 anos, que compareceu com o neto de 5 anos, a nora e a mãe, de 80. Cleide lembrou que já trabalhou como feirante autônoma e auxiliar de serviços gerais sem registro formal e afirmou ter conhecimento de irregularidades cometidas contra colegas, citando casos em que empregadores tratam feriado como ponto facultativo, deixando trabalhadores sem horas extras.

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O presidente da CUT-DF, Rodrigo Rodrigues, defendeu a redução da jornada como tema de justiça social e ressaltou que experiências bem-sucedidas de diminuição da jornada têm mostrado aumento de produtividade, contrapondo-se ao que ele classificou como alarmismo de algumas empresas.

Lutas e reivindicações

Trabalhadores informais também participaram. A vendedora Idelfonsa Dantas disse que a mobilização busca melhores condições para a população trabalhadora e que a busca por direitos deve ser contínua. Duas bibliotecárias aprovadas em concurso da Secretaria de Educação do Distrito Federal em 2022, Kelly Lemos e Ellen Rocha, estiveram no ato e relataram que seguem sem nomeação, reivindicando valorização das carreiras da educação.

Cartazes pelo fim da escala 6×1 aproximaram três mulheres que defenderam mais tempo livre para autocuidado, lazer e convívio familiar. A estagiária de psicopedagogia Ana Beatriz Oliveira, de 21 anos, disse que teve jornadas exaustivas em centros logísticos, com turnos prolongados e trabalho noturno; após passar para a escala 5×2, relatou melhora no sono, na alimentação e na disposição. Ela afirmou acreditar ser possível reduzir a jornada semanal de 44 para 40 horas com planejamento adequado das escalas.

A aposentada Ana Campania chamou a escala 6×1 de “escala da escravidão” e cobrou o fim da precarização e a preservação de direitos como a estabilidade dos servidores e garantias da CLT.

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Jornada feminina

O sindicalista Geraldo Estevão Coan aproveitou o ato para destacar a sobrecarga de trabalho das mulheres, muitas vezes submetidas a jornadas duplas ou triplas, e afirmou que é necessário maior participação dos homens nas tarefas de cuidado doméstico.

Confronto durante o protesto

Em Brasília, o protesto registrou um confronto entre manifestantes e apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro depois que simpatizantes levaram ao local um boneco do político vestido com uma capa nas cores da bandeira do Brasil. A situação evoluiu para troca de insultos e agressões físicas, mas a Polícia Militar do Distrito Federal agiu rapidamente e restabeleceu a ordem, sem registro de ocorrências graves, segundo nota da corporação.

O ato unificado do 1º de Maio no Distrito Federal manteve como pauta central a reivindicação pelo direito ao descanso e o fim da escala 6×1, além de demandas por melhores condições de trabalho e valorização das categorias presentes.

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Com informações de Agência Brasil

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Trabalhadores, aposentados, estudantes e ativistas foram às ruas em diversas cidades do país nesta sexta-feira, 1º de maio, Dia Internacional do Trabalhador, para pedir o fim da escala de seis dias de trabalho seguida de um dia de descanso (6×1) sem redução salarial. Em Brasília, a concentração ocorreu no Eixão do Lazer, na Asa Sul, em um ato organizado por sete centrais sindicais do Distrito Federal que contou com atrações culturais e discursos.

Entre os participantes estava a empregada doméstica Cleide Gomes, de 59 anos, que compareceu com o neto de 5 anos, a nora e a mãe, de 80. Cleide lembrou que já trabalhou como feirante autônoma e auxiliar de serviços gerais sem registro formal e afirmou ter conhecimento de irregularidades cometidas contra colegas, citando casos em que empregadores tratam feriado como ponto facultativo, deixando trabalhadores sem horas extras.

O presidente da CUT-DF, Rodrigo Rodrigues, defendeu a redução da jornada como tema de justiça social e ressaltou que experiências bem-sucedidas de diminuição da jornada têm mostrado aumento de produtividade, contrapondo-se ao que ele classificou como alarmismo de algumas empresas.

Lutas e reivindicações

Trabalhadores informais também participaram. A vendedora Idelfonsa Dantas disse que a mobilização busca melhores condições para a população trabalhadora e que a busca por direitos deve ser contínua. Duas bibliotecárias aprovadas em concurso da Secretaria de Educação do Distrito Federal em 2022, Kelly Lemos e Ellen Rocha, estiveram no ato e relataram que seguem sem nomeação, reivindicando valorização das carreiras da educação.

Cartazes pelo fim da escala 6×1 aproximaram três mulheres que defenderam mais tempo livre para autocuidado, lazer e convívio familiar. A estagiária de psicopedagogia Ana Beatriz Oliveira, de 21 anos, disse que teve jornadas exaustivas em centros logísticos, com turnos prolongados e trabalho noturno; após passar para a escala 5×2, relatou melhora no sono, na alimentação e na disposição. Ela afirmou acreditar ser possível reduzir a jornada semanal de 44 para 40 horas com planejamento adequado das escalas.

A aposentada Ana Campania chamou a escala 6×1 de “escala da escravidão” e cobrou o fim da precarização e a preservação de direitos como a estabilidade dos servidores e garantias da CLT.

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Jornada feminina

O sindicalista Geraldo Estevão Coan aproveitou o ato para destacar a sobrecarga de trabalho das mulheres, muitas vezes submetidas a jornadas duplas ou triplas, e afirmou que é necessário maior participação dos homens nas tarefas de cuidado doméstico.

Confronto durante o protesto

Em Brasília, o protesto registrou um confronto entre manifestantes e apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro depois que simpatizantes levaram ao local um boneco do político vestido com uma capa nas cores da bandeira do Brasil. A situação evoluiu para troca de insultos e agressões físicas, mas a Polícia Militar do Distrito Federal agiu rapidamente e restabeleceu a ordem, sem registro de ocorrências graves, segundo nota da corporação.

O ato unificado do 1º de Maio no Distrito Federal manteve como pauta central a reivindicação pelo direito ao descanso e o fim da escala 6×1, além de demandas por melhores condições de trabalho e valorização das categorias presentes.

Com informações de Agência Brasil

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