A SpaceX comprou licenças na faixa de 800 MHz e recebeu aval da FCC para lançar 15 mil satélites de nova geração. O objetivo é levar sinal 5G direto ao celular e concorrer às operadoras terrestres.
A SpaceX deu mais um passo para transformar a Starlink em concorrente das operadoras móveis nos Estados Unidos. A empresa anunciou, na última quinta-feira (8), um acordo para adquirir licenças de espectro de baixa frequência na faixa de 800 MHz, movimento que pode ampliar a cobertura do sinal 5G para celulares. Outra novidade foi a autorização da Comissão Federal de Comunicações (FCC) dos EUA para a implantação de 15 mil satélites de nova geração.
A combinação de frequências terrestres com a constelação orbital visa ampliar a cobertura da conexão direta com celulares, incluindo a capacidade de levar sinal para dentro de edifícios e outros ambientes com obstáculos. Segundo a SpaceX, a maioria dos celulares atuais já é compatível com a faixa de 800 MHz, o que pode facilitar a adoção do serviço sem a necessidade de aparelhos específicos.
A autorização da FCC contempla satélites Gen2 otimizados para operar com frequências de 2 GHz. A empresa informou que a próxima geração poderá oferecer mais de 100 vezes a largura de banda dos satélites atuais, com conexão de alta velocidade diretamente a aparelhos sem modificações. A decisão regulatória foi apresentada pela companhia como etapa importante para ampliar o alcance da tecnologia e aproximá-la de diferentes cenários de uso.
Apesar do avanço, a operação ainda depende da aprovação final para a aquisição das frequências de 800 MHz. A construção de uma rede móvel competitiva também exige infraestrutura terrestre, como estações de transmissão e conexões de fibra óptica, elementos essenciais para integrar os satélites ao ecossistema de telecomunicações.
No Brasil, o cenário começou a avançar com a prorrogação, aprovada pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), da autorização temporária para a Vivo testar a conexão direta entre celulares e satélites, com a Starlink como parceira indicada. A permissão vale até 22 de abril de 2029, mas não representa liberação geral do serviço no país.
Persistem questões regulatórias sobre o uso das frequências de rádio e a concorrência entre empresas de satélite e operadoras móveis tradicionais, fatores que podem retardar a disponibilidade comercial desse tipo de conexão no Brasil. Divergências relacionadas ao uso do espectro e às condições operacionais do serviço são apontadas como alguns dos motivos para que a conexão direta ao celular ainda possa demorar a virar opção disponível no mercado nacional.
LEIA TAMBÉM
Receba as notícias no seu WhatsApp
Entre no nosso canal oficial e fique por dentro de tudo que acontece em Sergipe
Entrar no canal →

