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Brasil

Startups brasileiras miram bilhões em contratos com o setor público

Governo brasileiro pode se tornar um dos maiores clientes de startups, impulsionando inovação.

19/06/2026 · 00h00 · Atualizado às 09h46
Startups brasileiras miram bilhões em contratos com o setor público

O governo movimenta 12% do PIB, mas ainda contrata pouco de startups. Sebrae aponta que o gargalo está nos órgãos públicos, não nas empresas de inovação.

As compras públicas de inovação ainda representam uma pequena parcela do mercado acessado por startups brasileiras, mas o tema começa a ganhar espaço na agenda dos governos e do ecossistema de empreendedorismo. Atualmente, o setor público responde por cerca de 12% do PIB brasileiro. No entanto, a participação de startups nesse mercado ainda é limitada em relação ao potencial existente.

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Segundo o Sebrae, o principal desafio não reside na capacidade das startups de desenvolver soluções, mas sim na dificuldade dos órgãos públicos em estruturar e operacionalizar mecanismos voltados à inovação.

“O Sebrae entende que as startups brasileiras já possuem maturidade e capacidade para comercializar soluções inovadoras ao setor público. O desafio está em ampliar o conhecimento e a utilização dos instrumentos de compras públicas de inovação por parte das organizações públicas”, explica Dario Joffily, gestor nacional do CatalisaGov, programa do Sebrae voltado à conexão entre startups e governos.

A avaliação da entidade aponta que os entraves passam tanto pela burocracia inerente aos processos públicos quanto pela baixa familiaridade de gestores e empreendedores com os instrumentos disponíveis. A cultura organizacional do setor público também é considerada um fator relevante, especialmente em iniciativas que envolvem risco tecnológico, testes e inovação aberta.

Desde 2021, foi criado o Contrato Público para Solução Inovadora (CPSI), previsto no Marco Legal das Startups. Esse instrumento permite que órgãos públicos realizem contratações voltadas ao teste e desenvolvimento de soluções inovadoras, inclusive em cenários que envolvem risco tecnológico. Desde então, iniciativas voltadas ao tema começaram a ganhar mais escala em governos municipais, estaduais e federais, acompanhadas por programas de capacitação, articulações institucionais e aproximação com startups.

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O Sebrae destaca que, se uma pequena parcela das compras governamentais fosse direcionada à contratação de soluções inovadoras, o volume de recursos mobilizado poderia alcançar patamares comparáveis — ou até superiores — aos dos principais fundos nacionais de fomento à inovação. Além do impacto econômico para as startups, a lógica das compras públicas de inovação também é vista como uma ferramenta de modernização do próprio Estado. A proposta se aproxima do conceito de inovação aberta, já adotado por grandes empresas privadas, onde organizações apresentam desafios ao mercado em busca de soluções externas.

“No setor privado, a inovação aberta já está consolidada como estratégia de transformação. No setor público, a lógica é semelhante, mas exige processos regulados e instrumentos jurídicos que garantam segurança para testar soluções inovadoras”, afirma Joffily.

Apesar do potencial de mercado, acessar o setor público ainda exige das startups um grau de preparação diferente daquele normalmente necessário para atuar com clientes privados. Além da qualidade técnica da solução, fatores como governança, capacidade operacional e adaptação ao ambiente regulatório tornam-se decisivos.

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Um dos pontos centrais é a capacidade de validar soluções em ambiente real por meio do CPSI. Nesse modelo, startups precisam demonstrar não apenas inovação tecnológica, mas também capacidade de execução em um contexto mais complexo e regulado. A maturidade operacional também pesa, pois o setor público pode operar com prazos mais longos e exigências formais que impactam diretamente a dinâmica das startups. Na avaliação do Sebrae, muitos empreendedores ainda subestimam esse cenário ao tentar acessar o mercado público pela primeira vez.

Um dos erros mais comuns é não compreender a complexidade contratual do setor público. Além disso, muitas startups enfrentam dificuldades em adaptar seus produtos à realidade da administração pública, que exige cuidados específicos em áreas como integração, segurança, transparência e prestação de contas.

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O governo movimenta 12% do PIB, mas ainda contrata pouco de startups. Sebrae aponta que o gargalo está nos órgãos públicos, não nas empresas de inovação.

As compras públicas de inovação ainda representam uma pequena parcela do mercado acessado por startups brasileiras, mas o tema começa a ganhar espaço na agenda dos governos e do ecossistema de empreendedorismo. Atualmente, o setor público responde por cerca de 12% do PIB brasileiro. No entanto, a participação de startups nesse mercado ainda é limitada em relação ao potencial existente.

Segundo o Sebrae, o principal desafio não reside na capacidade das startups de desenvolver soluções, mas sim na dificuldade dos órgãos públicos em estruturar e operacionalizar mecanismos voltados à inovação.

“O Sebrae entende que as startups brasileiras já possuem maturidade e capacidade para comercializar soluções inovadoras ao setor público. O desafio está em ampliar o conhecimento e a utilização dos instrumentos de compras públicas de inovação por parte das organizações públicas”, explica Dario Joffily, gestor nacional do CatalisaGov, programa do Sebrae voltado à conexão entre startups e governos.

A avaliação da entidade aponta que os entraves passam tanto pela burocracia inerente aos processos públicos quanto pela baixa familiaridade de gestores e empreendedores com os instrumentos disponíveis. A cultura organizacional do setor público também é considerada um fator relevante, especialmente em iniciativas que envolvem risco tecnológico, testes e inovação aberta.

Desde 2021, foi criado o Contrato Público para Solução Inovadora (CPSI), previsto no Marco Legal das Startups. Esse instrumento permite que órgãos públicos realizem contratações voltadas ao teste e desenvolvimento de soluções inovadoras, inclusive em cenários que envolvem risco tecnológico. Desde então, iniciativas voltadas ao tema começaram a ganhar mais escala em governos municipais, estaduais e federais, acompanhadas por programas de capacitação, articulações institucionais e aproximação com startups.

O Sebrae destaca que, se uma pequena parcela das compras governamentais fosse direcionada à contratação de soluções inovadoras, o volume de recursos mobilizado poderia alcançar patamares comparáveis — ou até superiores — aos dos principais fundos nacionais de fomento à inovação. Além do impacto econômico para as startups, a lógica das compras públicas de inovação também é vista como uma ferramenta de modernização do próprio Estado. A proposta se aproxima do conceito de inovação aberta, já adotado por grandes empresas privadas, onde organizações apresentam desafios ao mercado em busca de soluções externas.

“No setor privado, a inovação aberta já está consolidada como estratégia de transformação. No setor público, a lógica é semelhante, mas exige processos regulados e instrumentos jurídicos que garantam segurança para testar soluções inovadoras”, afirma Joffily.

Apesar do potencial de mercado, acessar o setor público ainda exige das startups um grau de preparação diferente daquele normalmente necessário para atuar com clientes privados. Além da qualidade técnica da solução, fatores como governança, capacidade operacional e adaptação ao ambiente regulatório tornam-se decisivos.

Um dos pontos centrais é a capacidade de validar soluções em ambiente real por meio do CPSI. Nesse modelo, startups precisam demonstrar não apenas inovação tecnológica, mas também capacidade de execução em um contexto mais complexo e regulado. A maturidade operacional também pesa, pois o setor público pode operar com prazos mais longos e exigências formais que impactam diretamente a dinâmica das startups. Na avaliação do Sebrae, muitos empreendedores ainda subestimam esse cenário ao tentar acessar o mercado público pela primeira vez.

Um dos erros mais comuns é não compreender a complexidade contratual do setor público. Além disso, muitas startups enfrentam dificuldades em adaptar seus produtos à realidade da administração pública, que exige cuidados específicos em áreas como integração, segurança, transparência e prestação de contas.

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