Decisão do ministro André Mendonça visa evitar a desvalorização de modelos como Lamborghini e Porsche; Polícia Federal também recebe autorização para uso institucional de seis veículos.
BRASÍLIA, DF – A frota que antes desfilava pelas ruas como símbolo de poder econômico agora servirá para ressarcir os cofres públicos ou reforçar o braço armado da lei. A decisão judicial abrange dez veículos de alto padrão e motos esportivas, todos ligados a Antônio Carlos Camilo Antunes e Maurício Camisotti.
O “Cardápio” do Leilão
Os bens, que somam R$ 6,6 milhões, incluem algumas das máquinas mais desejadas do mercado automotivo mundial:
| Veículo | Ano | Valor Avaliado |
| Lamborghini Urus S | 2020 | R$ 2.441.976,30 |
| Porsche 911 Car GTS | 2024 | R$ 1.126.137,60 |
| Porsche Taycan (Elétrico) | 2020 | R$ 763.425,00 |
| Porsche Panamera 4SEHY | 2023 | R$ 682.078,50 |
| BMW M3 Competition | 2022 | R$ 581.732,10 |
| Audi TT RS5 | 2020 | R$ 505.465,00 |
| Moto Suzuki/GSX1300 | 2023 | R$ 102.563,00 |
Por que leiloar antes do fim do processo?
A justiça utiliza o dispositivo da alienação antecipada por dois motivos principais:
- Preservação de Valor: Carros de luxo sofrem depreciação acelerada e alto custo de manutenção em pátios policiais. Leiloar agora garante que o dinheiro arrecadado (que fica depositado em conta judicial) não “derreta” com o tempo.
- Ressarcimento ao Erário: Caso os réus sejam condenados, os bilhões desviados do INSS começam a ser pagos com esse montante. Se forem absolvidos, recebem o valor da venda corrigido.
PF com “Viatura” de Luxo
Além do leilão, seis veículos foram destinados ao uso provisório da Polícia Federal. A ideia é que o Estado utilize o bem em prol da sociedade enquanto o processo tramita. No entanto, a defesa do “Careca do INSS” já recorreu, questionando se modelos superesportivos são compatíveis com a rotina de operações policiais.
A Defesa no Contra-Ataque
Os advogados de Antônio Antunes argumentam que a entrega à PF pode danificar os veículos e que o STF deveria focar em obter o “melhor preço possível” na venda, em vez de autorizar o uso institucional imediato. Eles também solicitam uma reavaliação dos valores de mercado apresentados no inquérito.
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