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Aracaju, Domingo, 21 de junho de 2026
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STF decide futuro da prisão domiciliar de Bolsonaro após apreensão de arma

Política

STF decide futuro da prisão domiciliar de Bolsonaro após apreensão de arma

Bolsonaro enfrenta análise do STF sobre sua prisão domiciliar após apreensão de arma.

21/06/2026 · 00h00 · Atualizado às 16h13
STF decide futuro da prisão domiciliar de Bolsonaro após apreensão de arma

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Prazo de 90 dias chega ao fim na quarta-feira (24) e descoberta de arma registrada no nome do ex-presidente complica renovação da medida. STF analisa continuidade do regime humanitário.

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A prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) está sob análise do Supremo Tribunal Federal (STF) a poucos dias do término do prazo inicial de 90 dias, que se encerra na quarta-feira, 24. A apreensão de uma arma registrada em seu nome levantou questionamentos sobre a continuidade do regime que foi concedido em março.

O recolhimento domiciliar humanitário foi autorizado após Bolsonaro ter sido internado para tratamento de broncopneumonia. Até então, a prorrogação da medida era considerada provável, uma vez que não havia indícios de descumprimento das condições impostas pelo STF.

No entanto, a situação mudou com a apreensão de uma pistola Glock, calibre 9 milímetros, que estava sob a posse de um militar que faz parte da segurança do ex-presidente. O militar alegou que transportava a arma para manutenção.

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Na última sexta-feira, 19, o ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no STF, autorizou a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) a tomar o depoimento de Jair Bolsonaro sobre a arma. A audiência foi marcada para a próxima terça-feira, 23, às 15h, e ocorrerá de forma presencial no local onde o ex-presidente cumpre sua prisão domiciliar, em Brasília. O ministro determinou que a oitiva não seja realizada por videoconferência, devido a restrições legais ao uso de comunicações eletrônicas por Bolsonaro.

Além de agendar o depoimento, Moraes também estipulou um prazo de 48 horas para que os advogados de Bolsonaro apresentem esclarecimentos sobre as condições do cumprimento da prisão humanitária, concedida após a internação por broncopneumonia. A defesa deverá comprovar se um profissional de saúde foi contratado para o acompanhamento noturno do ex-presidente e confirmar se os agentes de segurança cedidos a ele são dispensados durante a noite.

Na mesma data, o vice-líder do governo na Câmara, deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), protocolou uma nova petição no STF solicitando a revogação da prisão domiciliar e o retorno de Bolsonaro ao sistema prisional.

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A defesa do ex-presidente confirmou, em manifestação enviada ao STF, que a pistola apreendida está registrada em seu nome, mas argumentou que havia sido entregue a um membro da segurança para reparo, devido a um problema de funcionamento. Os advogados também relataram que assessores, por iniciativa própria, removeram o percussor da arma, essencial para seu disparo, em razão do uso de medicamentos psiquiátricos que poderiam afetar a cognição de Bolsonaro, aumentando o risco de acidentes.

Aliados do ex-presidente expressaram, em conversas reservadas, a preocupação com a possível revogação da prisão domiciliar. No entanto, em público, afirmam não haver motivos que justifiquem uma alteração na decisão do STF.

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Prazo de 90 dias chega ao fim na quarta-feira (24) e descoberta de arma registrada no nome do ex-presidente complica renovação da medida. STF analisa continuidade do regime humanitário.

A prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) está sob análise do Supremo Tribunal Federal (STF) a poucos dias do término do prazo inicial de 90 dias, que se encerra na quarta-feira, 24. A apreensão de uma arma registrada em seu nome levantou questionamentos sobre a continuidade do regime que foi concedido em março.

O recolhimento domiciliar humanitário foi autorizado após Bolsonaro ter sido internado para tratamento de broncopneumonia. Até então, a prorrogação da medida era considerada provável, uma vez que não havia indícios de descumprimento das condições impostas pelo STF.

No entanto, a situação mudou com a apreensão de uma pistola Glock, calibre 9 milímetros, que estava sob a posse de um militar que faz parte da segurança do ex-presidente. O militar alegou que transportava a arma para manutenção.

Na última sexta-feira, 19, o ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no STF, autorizou a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) a tomar o depoimento de Jair Bolsonaro sobre a arma. A audiência foi marcada para a próxima terça-feira, 23, às 15h, e ocorrerá de forma presencial no local onde o ex-presidente cumpre sua prisão domiciliar, em Brasília. O ministro determinou que a oitiva não seja realizada por videoconferência, devido a restrições legais ao uso de comunicações eletrônicas por Bolsonaro.

Além de agendar o depoimento, Moraes também estipulou um prazo de 48 horas para que os advogados de Bolsonaro apresentem esclarecimentos sobre as condições do cumprimento da prisão humanitária, concedida após a internação por broncopneumonia. A defesa deverá comprovar se um profissional de saúde foi contratado para o acompanhamento noturno do ex-presidente e confirmar se os agentes de segurança cedidos a ele são dispensados durante a noite.

Na mesma data, o vice-líder do governo na Câmara, deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), protocolou uma nova petição no STF solicitando a revogação da prisão domiciliar e o retorno de Bolsonaro ao sistema prisional.

A defesa do ex-presidente confirmou, em manifestação enviada ao STF, que a pistola apreendida está registrada em seu nome, mas argumentou que havia sido entregue a um membro da segurança para reparo, devido a um problema de funcionamento. Os advogados também relataram que assessores, por iniciativa própria, removeram o percussor da arma, essencial para seu disparo, em razão do uso de medicamentos psiquiátricos que poderiam afetar a cognição de Bolsonaro, aumentando o risco de acidentes.

Aliados do ex-presidente expressaram, em conversas reservadas, a preocupação com a possível revogação da prisão domiciliar. No entanto, em público, afirmam não haver motivos que justifiquem uma alteração na decisão do STF.

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