O senador Jaques Wagner (PT-BA) foi alvo de medidas cautelares e buscas e apreensões nesta quinta (18). A 9ª fase da operação Compliance Zero foi deflagrada pelo ministro André Mendonça, do STF.
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, impôs medidas cautelares ao senador Jaques Wagner (PT-BA) ao deflagrar a 9ª fase da operação Compliance Zero nesta quinta-feira (18.jun.2026). Durante a operação, foram cumpridos mandados de busca e apreensão nos endereços do congressista e de outros investigados.
As medidas cautelares determinadas incluem:
- Proibição de contato com demais investigados, exceto Eduardo Sodré e Bonnie Bonilha, que são familiares;
- Proibição de contato com qualquer pessoa relacionada às negociações e reforma de um apartamento em Salvador (BA);
- Proibição de exercer qualquer atividade econômica junto com os demais investigados.
As investigações estão apurando se o senador Jaques Wagner atuou em benefício do Banco Master no Congresso, recebendo vantagens indevidas, incluindo um apartamento avaliado em R$ 2,5 milhões. Segundo as informações, o imóvel está localizado no edifício Poème Horto, em Salvador (BA).
“Em 26 de novembro de 2024, Jaques Wagner encaminhou a Augusto Ferreira Lima o contato do gerente da Construtora Moura Dubeux em Salvador (BA), acrescentando: ‘a unidade é a 1702 e o preço é 2,45 mi’”, destaca a decisão de Mendonça.
A Polícia Federal também investiga pagamentos realizados a Bonnie Bonilha, esposa do enteado do senador, por meio de uma consultoria.
A defesa de Augusto Lima, um dos citados, afirmou em nota que o cliente sempre atuou dentro dos limites da lei, com transparência e responsabilidade. “As diligências realizadas pela Polícia Federal nesta data eram desnecessárias, uma vez que Augusto Lima está há 6 meses à disposição das autoridades para esclarecer os fatos em apuração”, diz o comunicado.
O senador Jaques Wagner foi contatado para se manifestar sobre a operação da Polícia Federal, mas não respondeu até a publicação desta reportagem. O conteúdo será atualizado caso uma manifestação seja enviada. O portal também tentou contato com os demais citados, mas não obteve retorno.
“De todo modo, as medidas contribuirão para demonstrar que os fatos apurados nesta fase da investigação são rigorosamente lícitos”, conclui a defesa de Augusto Lima.
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