A terceira noite do Festival de Artes de São Cristóvão (Fasc) levou, no sábado (22), uma multidão ao Centro Histórico da Cidade Mãe de Sergipe. Os palcos João Bebe Água, na Praça São Francisco, e Frei Santa Cecília, na Praça do Carmo, receberam artistas de destaque nacional e regional, garantindo programação diversa e público recorde na 40ª edição do evento.
Rock abre a programação na Praça do Carmo
No Palco Frei Santa Cecília, a noite começou com o hardcore da banda Dead Fish. O vocalista Rodrigo Lima destacou a trajetória política do grupo e a longevidade do festival, criado há 52 anos. Em seguida, o Mundo Livre S/A subiu ao palco. O cantor Fred Zero Quatro celebrou a estreia no Fasc e elogiou o encontro entre diferentes gerações de artistas.
A sequência roqueira foi encerrada por Getúlio Abelha, que retornou a Sergipe para seu primeiro show completo no estado. “Da outra vez vim só com um pendrive e um sonho”, comentou o artista.
MPB, samba e ciranda animam a Praça São Francisco
Simultaneamente, o Palco João Bebe Água abriu as apresentações com a sergipana Héloa e participação especial da cirandeira pernambucana Lia de Itamaracá. Héloa ressaltou a relevância do festival para a valorização da cultura afro-indígena e a movimentação da economia local.
O segundo show da noite foi comandado por Seu Jorge, seguido pelo pernambucano João Gomes, vencedor do Grammy Latino 2023. Antes de subir ao palco, o cantor afirmou que Sergipe fez parte da conquista do prêmio e elogiou o espaço para diferentes linguagens artísticas no Fasc.
O encerramento ficou por conta do sambista sergipano Nona, que manteve o público dançando até o fim da programação.
Festival reforça pertencimento cultural
Moradores e visitantes destacaram a importância do evento para a identidade local. O biomédico Yuri Guilherme, 25 anos, afirmou que passou a valorizar ainda mais São Cristóvão após conhecer o festival. A cantora Patrícia Polayne definiu o Fasc como “lar” e celebrou a reunião de história, memória e música.
Sobre o Fasc
Criado na década de 1970, o Festival de Artes de São Cristóvão é considerado um dos principais eventos culturais do Nordeste. Suspenso em 2005, voltou a ser realizado em 2017 e desde então ocupa ruas, praças e bairros com música, teatro, dança, literatura, artes visuais e cinema.
A edição atual é apresentada pelo Ministério da Cultura, com realização da Prefeitura de São Cristóvão, Fundação Municipal do Patrimônio e da Cultura João Bebe Água (Fumpac), Encontro Sancristovense de Cultura Popular e Outras Artes (ESCOA), Governo de Sergipe e Governo Federal, além de patrocínio e apoios de empresas parceiras.
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