Passei por um exame de saliva com a Biotec que avalia variantes genéticas ligadas ao envelhecimento, perda de colágeno e sensibilidade cutânea. O laudo apontou predisposição à menor produção de colágeno e guiou minha rotina.
Passei pela experiência de fazer um teste genético de pele, um exame feito a partir de uma coleta de saliva que analisa o DNA para mapear predisposições ao envelhecimento precoce, perda de colágeno, sensibilidade e outros fatores. O procedimento foi realizado em parceria com a Biotec, empresa de pesquisa, desenvolvimento e distribuição de ativos de alta tecnologia, e o objetivo foi desenvolver uma rotina de skincare mais individualizada com base nas variantes genéticas identificadas no meu material genético.
Entre os achados do exame, a predisposição à menor produção de colágeno foi o que mais chamou atenção. A proteína é a principal responsável pela firmeza e sustentação do rosto, e essa informação orientou a escolha de ativos para as fórmulas manipuladas indicadas para o meu dia e para a noite. O resultado do teste serviu como ponto de partida para a prescrição personalizada de cosméticos.
“Encontrar uma variante associada a uma determinada característica significa que aquela pessoa pode ter uma probabilidade ou suscetibilidade diferente da média, mas isso não significa que aquela característica obrigatoriamente irá se manifestar”, explica Annette Marum, nutricionista e doutora em genética pela Unifesp.
O exame também reforçou a importância de fatores não genéticos no comportamento da pele. Exposição solar, alimentação, qualidade do sono e estresse foram destacados como determinantes que pesam tanto quanto a carga genética na manifestação de manchas, sensibilidade ou sinais de idade.
“Duas pessoas podem apresentar a mesma queixa, como manchas ou sinais de idade, mas terem causas genéticas completamente diferentes”, explica Maria Eugênia Ayres, farmacêutica e gestora da Biotec.
Com os resultados em mãos, a etapa seguinte foi transformar os dados em cosméticos manipulados. Na prática, as mudanças na rotina foram percebidas de forma concreta: após semanas usando os produtos formulados com base no perfil genético, notei a pele mais uniforme, menos sensível e com um viço saudável. Esses efeitos são descritos como melhorias observadas durante o uso contínuo dos manipulados recomendados.
Quanto à avaliação sobre a utilidade do teste, o exame tende a atrair quem busca prevenção e alto nível de personalização no cuidado da pele. Ainda assim, há limite nas evidências científicas: faltam estudos clínicos robustos que comprovem, de forma ampla e definitiva, que produtos baseados no DNA sejam superiores a um tratamento dermatológico convencional bem orientado.
O custo aparece como fator relevante na decisão. O exame genético e as formulações personalizadas são cobrados separadamente, com valores que variam conforme a prescrição. Como ferramenta complementar, a análise genética oferece insights que podem enriquecer um plano de cuidados. No entanto, a recomendação final mantém a necessidade de avaliação individualizada por um dermatologista como etapa indispensável antes de adotar intervenções ou tratamentos baseados em resultados genéticos.

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