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Trânsito

Transporte e mobilidade urbana na região metropolitana de Aracaju atingem a melhor avaliação popular dos últimos 15 anos

Uma pesquisa qualiquantitativa realizada entre os dias 27 de outubro e 14 de novembro deste ano indica que 93% dos aracajuanos, usuários do transporte público, identificam melhorias no sistema operacional responsável por conduzir mais de 140 mil pessoas nos dias úteis. Com o propósito de identificar o nível de aprovação ou reprovação das políticas públicas […]

24/11/2025 · 17h25 · Atualizado às 18h23
Transporte e mobilidade urbana na região metropolitana de Aracaju atingem a melhor avaliação popular dos últimos 15 anos

Uma pesquisa qualiquantitativa realizada entre os dias 27 de outubro e 14 de novembro deste ano indica que 93% dos aracajuanos, usuários do transporte público, identificam melhorias no sistema operacional responsável por conduzir mais de 140 mil pessoas nos dias úteis. Com o propósito de identificar o nível de aprovação ou reprovação das políticas públicas direcionadas para a mobilidade urbana, bem como para o serviço de transporte ofertado à população, o método científico da pesquisa que contempla a etapa quantitativa ouviu 126 pessoas que residem na capital sergipana, sobretudo nas zonas: Norte, Sul ou Oeste.

A busca pela qualidade das informações esteve atrelada a quatro seguimentos: a) rotina de uso do transporte; b) avaliação sobre o tempo de viagem; c) conforto e segurança; d) conexão com os demais municípios da região metropolitana. Diante da opinião popular, observa-se com nitidez aprovação para o conjunto de políticas públicas destinado à mobilidade urbana – sobretudo entre janeiro de 2023 e outubro deste ano. Faixas exclusivas para o transporte público nos horários de pico, oferta de patinetes e bicicletas elétricas, além de campanhas de respeito ao ciclista, têm contribuído para este cenário positivo.

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Em contraponto, entre os 7% que desaprovam o modelo disponível, há pleito de reforma e expansão das ciclovias, criação de faixas exclusivas para motociclistas e abertura imediata de novas vias expressas. Este sentimento está atrelado ao aumento representativo da população e da frota de automóveis em circulação. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que no ano de 2010 a frota total de veículos na capital era de aproximadamente 183.056 unidades; já no último dia 31 de outubro, o Departamento Estadual de Trânsito de Sergipe (Detran/SE), revelou que Aracaju possui 344.628 automóveis. Um aumento real de 90% em 15 anos.

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Trabalhador da construção civil, Emerson Pereira cita as avenidas Augusto Franco, e Dr. Francisco Moreira como exemplos. “Moro no bairro Siqueira Campos e todo dia uso o transporte público seja para ir trabalhar ou acompanhar minha esposa em consultas e exames. Aracaju tem crescido bastante e a nossa mobilidade precisa evoluir nesse fluxo também. Imaginem se transformassem a área dos trilhos na antiga Avenida Rio de Janeiro em um corredor exclusivo para ônibus, seria ótimo. Da mesma forma se cobrissem a canal da [Avenida] Francisco Moreira, melhoraria bastante. Evoluímos bastante, mas é preciso pensar mais no futuro”, avaliou.

O resultado das entrevistas evidencia que entre os indicativos positivos, a ampliação na frota de ônibus – em especial a aquisição de veículos modernos e com acessibilidade, permitiram que a opinião pública contextualizasse o sentimento de melhoria. Em maio deste ano a administração pública municipal adquiriu 45 ônibus novos com sistema de climatização; já em outubro 15 ônibus 100% elétricos foram colocados em definitivo à disposição dos passageiros. Com esta medida, Aracaju se tornou a primeira capital do Nordeste a ofertar uma frota elétrica operando direta e diariamente no transporte urbano.

Contempla este processo de aprovação coletiva, as sucessivas reduções no índice de atos criminosos e/ou violentos no interior dos veículos e nas plataformas de embarque e desembarque. Um levantamento realizado pelo Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Município de Aracaju (SETRANSP), mostra que entre os meses de janeiro e agosto deste ano, não houve registro de boletins de ocorrência por roubo a ônibus na capital — um contraste expressivo em relação aos 1.021 casos contabilizados em 2016. A sensação de segurança e conforto permite que os passageiros verbalizem a aprovação do sistema integrado.

“A minha vida está dentro dos ônibus. Com ele eu vou para o posto de saúde, levo minha neta na escola, vou trabalhar e também uso para os dias de lazer. Eu já testemunhei muito assalto, arrastão e ações violentas que deixavam todo mundo com medo, mas hoje a situação é outra”, avaliou a diarista, Maria Judite, de 64 anos. Apesar dos números expressivos neste ano, a usuária do transporte coletivo avaliou o momento como fruto de ações unificadas postas em prática nos últimos 10 anos: “o cartão [bilhetagem eletrônica] trouxe tecnologia e praticidade, além do fim de dinheiro com os cobradores; a instalação de câmeras e a presença mais intensa de policiais e agentes da Guarda [Municipal] também foi outro avanço importante.”

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No âmbito da mobilidade urbana e acessibilidade, o volume de ações operacionais e administrativas entre gestores públicos e empresas responsáveis por fazer acontecer o serviço, tem contribuído para que o índice de aprovação se aproxime da totalidade. Os tópicos mais citados pelos entrevistados foram: os ônibus com elevador destinado a cadeirantes; ônibus com ar-condicionado circulando com a finalidade de oferecer mais conforto aos passageiros; bicicletas e patinetes elétricos; passe livre e emissão de credenciais de estacionamento para idosos, gestantes e pessoas com deficiência; melhoria das faixas destinadas a ciclistas; pavimentação e sinalização das ruas; e facilidade em dialogar com vereadores e prefeitos da região metropolitana sobre melhorias a serem adotadas.

Estes avanços – sobretudo na mobilidade e no serviço de transporte público urbano, contribuiu para que Aracaju fosse escolhida pela segunda vez consecutiva como a capital, entre os oito estados do Nordeste, a oferecer melhor qualidade de vida aos habitantes e turistas. A constatação é resultante de uma análise realizada com base no Índice de Progresso Social (IPS), e publicada pelo jornal O Globo. Sobre acessibilidade, Ivonete Alves disse que o sistema vivencia um momento de expansão no quantitativo de ônibus com elevador destinado às pessoas com mobilidade física limitada ou prejudicada.

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“Mães, avós ou responsáveis por pessoas atípicas sabem muito bem a luta que era pra entrar e sair de ônibus. Não digo que hoje é perfeito, mas se comparado há alguns anos, posso garantir que vivemos dias menos sofríveis. A gente encontra mais funcionários preparados para nos ajudar e ônibus com esse sistema verdadeiramente funcionando no dia a dia, e não apenas nas campanhas de publicidade”, avaliou. No cenário nacional, ao atingir 67,89%, Aracaju é a décima capital melhor avaliada. Motoristas e fiscais também identificam esse processo gradativo de avanços

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Com mais de 15 anos de atuação nesta área, o motorista Wagner Santos fez uma breve retrospectiva sobre os cenários entre 2010 e 2025. “Antes vivíamos com medo de assaltos, dividindo espaço com motoristas e motoqueiros, além do estresse dos passageiros. Como temos faixas melhor pavimentadas e exclusivas nas grandes avenidas, essa impaciência diminuiu; sem esquecer de citar que os ônibus são melhores, novos e com ar-condicionado, e da violência que diminuiu bastante”, destacou. A pesquisa qualiquantitativa realizada pelo Portal 93 Notícias foi registrada no Cartório Pierete – 8º Ofício de Aracaju, sob o protocolo e selo TJSE de nº: 202529527171264.

Texto: Milton Alves Júnior

Fotos: Monique Costa

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Uma pesquisa qualiquantitativa realizada entre os dias 27 de outubro e 14 de novembro deste ano indica que 93% dos aracajuanos, usuários do transporte público, identificam melhorias no sistema operacional responsável por conduzir mais de 140 mil pessoas nos dias úteis. Com o propósito de identificar o nível de aprovação ou reprovação das políticas públicas direcionadas para a mobilidade urbana, bem como para o serviço de transporte ofertado à população, o método científico da pesquisa que contempla a etapa quantitativa ouviu 126 pessoas que residem na capital sergipana, sobretudo nas zonas: Norte, Sul ou Oeste.

A busca pela qualidade das informações esteve atrelada a quatro seguimentos: a) rotina de uso do transporte; b) avaliação sobre o tempo de viagem; c) conforto e segurança; d) conexão com os demais municípios da região metropolitana. Diante da opinião popular, observa-se com nitidez aprovação para o conjunto de políticas públicas destinado à mobilidade urbana – sobretudo entre janeiro de 2023 e outubro deste ano. Faixas exclusivas para o transporte público nos horários de pico, oferta de patinetes e bicicletas elétricas, além de campanhas de respeito ao ciclista, têm contribuído para este cenário positivo.

Em contraponto, entre os 7% que desaprovam o modelo disponível, há pleito de reforma e expansão das ciclovias, criação de faixas exclusivas para motociclistas e abertura imediata de novas vias expressas. Este sentimento está atrelado ao aumento representativo da população e da frota de automóveis em circulação. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) indicam que no ano de 2010 a frota total de veículos na capital era de aproximadamente 183.056 unidades; já no último dia 31 de outubro, o Departamento Estadual de Trânsito de Sergipe (Detran/SE), revelou que Aracaju possui 344.628 automóveis. Um aumento real de 90% em 15 anos.

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Trabalhador da construção civil, Emerson Pereira cita as avenidas Augusto Franco, e Dr. Francisco Moreira como exemplos. “Moro no bairro Siqueira Campos e todo dia uso o transporte público seja para ir trabalhar ou acompanhar minha esposa em consultas e exames. Aracaju tem crescido bastante e a nossa mobilidade precisa evoluir nesse fluxo também. Imaginem se transformassem a área dos trilhos na antiga Avenida Rio de Janeiro em um corredor exclusivo para ônibus, seria ótimo. Da mesma forma se cobrissem a canal da [Avenida] Francisco Moreira, melhoraria bastante. Evoluímos bastante, mas é preciso pensar mais no futuro”, avaliou.

O resultado das entrevistas evidencia que entre os indicativos positivos, a ampliação na frota de ônibus – em especial a aquisição de veículos modernos e com acessibilidade, permitiram que a opinião pública contextualizasse o sentimento de melhoria. Em maio deste ano a administração pública municipal adquiriu 45 ônibus novos com sistema de climatização; já em outubro 15 ônibus 100% elétricos foram colocados em definitivo à disposição dos passageiros. Com esta medida, Aracaju se tornou a primeira capital do Nordeste a ofertar uma frota elétrica operando direta e diariamente no transporte urbano.

Contempla este processo de aprovação coletiva, as sucessivas reduções no índice de atos criminosos e/ou violentos no interior dos veículos e nas plataformas de embarque e desembarque. Um levantamento realizado pelo Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Município de Aracaju (SETRANSP), mostra que entre os meses de janeiro e agosto deste ano, não houve registro de boletins de ocorrência por roubo a ônibus na capital — um contraste expressivo em relação aos 1.021 casos contabilizados em 2016. A sensação de segurança e conforto permite que os passageiros verbalizem a aprovação do sistema integrado.

“A minha vida está dentro dos ônibus. Com ele eu vou para o posto de saúde, levo minha neta na escola, vou trabalhar e também uso para os dias de lazer. Eu já testemunhei muito assalto, arrastão e ações violentas que deixavam todo mundo com medo, mas hoje a situação é outra”, avaliou a diarista, Maria Judite, de 64 anos. Apesar dos números expressivos neste ano, a usuária do transporte coletivo avaliou o momento como fruto de ações unificadas postas em prática nos últimos 10 anos: “o cartão [bilhetagem eletrônica] trouxe tecnologia e praticidade, além do fim de dinheiro com os cobradores; a instalação de câmeras e a presença mais intensa de policiais e agentes da Guarda [Municipal] também foi outro avanço importante.”

No âmbito da mobilidade urbana e acessibilidade, o volume de ações operacionais e administrativas entre gestores públicos e empresas responsáveis por fazer acontecer o serviço, tem contribuído para que o índice de aprovação se aproxime da totalidade. Os tópicos mais citados pelos entrevistados foram: os ônibus com elevador destinado a cadeirantes; ônibus com ar-condicionado circulando com a finalidade de oferecer mais conforto aos passageiros; bicicletas e patinetes elétricos; passe livre e emissão de credenciais de estacionamento para idosos, gestantes e pessoas com deficiência; melhoria das faixas destinadas a ciclistas; pavimentação e sinalização das ruas; e facilidade em dialogar com vereadores e prefeitos da região metropolitana sobre melhorias a serem adotadas.

Estes avanços – sobretudo na mobilidade e no serviço de transporte público urbano, contribuiu para que Aracaju fosse escolhida pela segunda vez consecutiva como a capital, entre os oito estados do Nordeste, a oferecer melhor qualidade de vida aos habitantes e turistas. A constatação é resultante de uma análise realizada com base no Índice de Progresso Social (IPS), e publicada pelo jornal O Globo. Sobre acessibilidade, Ivonete Alves disse que o sistema vivencia um momento de expansão no quantitativo de ônibus com elevador destinado às pessoas com mobilidade física limitada ou prejudicada.

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“Mães, avós ou responsáveis por pessoas atípicas sabem muito bem a luta que era pra entrar e sair de ônibus. Não digo que hoje é perfeito, mas se comparado há alguns anos, posso garantir que vivemos dias menos sofríveis. A gente encontra mais funcionários preparados para nos ajudar e ônibus com esse sistema verdadeiramente funcionando no dia a dia, e não apenas nas campanhas de publicidade”, avaliou. No cenário nacional, ao atingir 67,89%, Aracaju é a décima capital melhor avaliada. Motoristas e fiscais também identificam esse processo gradativo de avanços

Com mais de 15 anos de atuação nesta área, o motorista Wagner Santos fez uma breve retrospectiva sobre os cenários entre 2010 e 2025. “Antes vivíamos com medo de assaltos, dividindo espaço com motoristas e motoqueiros, além do estresse dos passageiros. Como temos faixas melhor pavimentadas e exclusivas nas grandes avenidas, essa impaciência diminuiu; sem esquecer de citar que os ônibus são melhores, novos e com ar-condicionado, e da violência que diminuiu bastante”, destacou. A pesquisa qualiquantitativa realizada pelo Portal 93 Notícias foi registrada no Cartório Pierete – 8º Ofício de Aracaju, sob o protocolo e selo TJSE de nº: 202529527171264.

Texto: Milton Alves Júnior

Fotos: Monique Costa

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