Afrobras e a Universidade Zumbi dos Palmares escolheram Arlindo Cruz como homenageado, reconhecendo seu legado no samba após sua morte em agosto de 2025. A cerimônia será em 20 de novembro, no Espaço Unimed.
Arlindo Cruz foi escolhido pelo Conselho da ONG Afrobras e pela Universidade Zumbi dos Palmares como o grande homenageado do Troféu Raça Negra 2026. A premiação vai dedicar um espaço especial à memória do sambista, que morreu em agosto de 2025, reunindo reconhecimento ao trabalho artístico e à presença de sua obra na cultura brasileira.
O Troféu Raça Negra acontece no dia 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, no Espaço Unimed, em São Paulo. A organização espera reunir cerca de 4 mil pessoas entre artistas, empresários, representantes da sociedade civil e integrantes da comunidade acadêmica da Universidade Zumbi dos Palmares. A escolha do local e a data reforçam a proposta de visibilidade e celebração ligada à data nacional de reflexão sobre a presença negra na sociedade.
A programação deste ano combina homenagens com apresentações musicais. A expectativa é que a celebração reúna nomes de diferentes gerações do samba, em um tributo que percorre a trajetória do homenageado e destaca influências e parcerias. Ainda que a programação completa não tenha sido detalhada no comunicado, a organização antecipou que a noite vai mesclar momentos de reconhecimento institucional e intervenções artísticas.
Antes de seguir carreira solo, Arlindo Cruz fez parte do Fundo de Quintal, grupo que ajudou a moldar boa parte da sonoridade do samba contemporâneo. Ao longo dos anos, ele assinou composições gravadas por artistas de diferentes gerações, consolidando-se como uma das principais referências do gênero no Brasil. Sua obra também é lembrada pela ligação constante com a cultura popular e pela valorização das raízes negras do país.
O tributo no Troféu Raça Negra se insere em uma série de iniciativas que preservam e divulgam a obra do sambista, destacando tanto seu papel como compositor quanto sua atuação junto às tradições do samba. A escolha do homenageado pelo Conselho da ONG Afrobras e pela Universidade Zumbi dos Palmares reafirma o caráter institucional do prêmio, que reconhece trajetórias negras de destaque na cultura, nas artes, na comunicação, no esporte e em outras áreas da sociedade brasileira.
Para o público e para os setores ligados à música popular, a cerimônia de 20 de novembro vai funcionar como um momento de resgate de repertório e memória, além de promover interlocuções entre gerações. A expectativa dos organizadores indica presença ampla de representantes do meio artístico e de setores da sociedade civil, em uma noite dedicada ao reconhecimento da contribuição de Arlindo Cruz ao samba e à cultura brasileira.
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