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Política

Trump condiciona acordo nuclear saudita à adesão aos Acordos de Abraão

Trump condiciona acordo nuclear com Arábia Saudita à adesão aos Acordos de Abraão.

23/07/2026 · 00h00 · Atualizado às 19h05
Trump condiciona acordo nuclear saudita à adesão aos Acordos de Abraão

Um dia após a assinatura, Trump disse nas redes que o pacto só será aprovado se a Arábia Saudita aderir aos Acordos de Abraão. O acordo cria um programa nuclear civil saudita e já provoca críticas.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, impôs uma nova condição a um acordo nuclear com a Arábia Saudita, um dia após a sua aprovação formal. Em uma publicação nas redes sociais, nesta quinta-feira (23), ele afirmou que o acordo assinado “será aprovado”, mas que depende da adesão da Arábia Saudita aos Acordos de Abraão, considerados respeitados e bem-sucedidos.

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Na quarta-feira (22), o secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, e seu homólogo saudita assinaram o acordo que permitirá à Arábia Saudita um programa nuclear para fins civis. Essa situação já gerou críticas de autoridades israelenses e deve atrair a atenção do Congresso americano. O governo havia deixado o acordo estagnado por meses devido a preocupações relacionadas à guerra envolvendo o Irã e à possibilidade de rejeição pelo Congresso.

Trump enfatizou que não haverá “nenhum enriquecimento” de material nuclear.

A Arábia Saudita vinha resistindo a esforços para aderir aos Acordos de Abraão, uma iniciativa iniciada durante o primeiro mandato de Trump para estabelecer laços diplomáticos entre Israel e outros países árabes. O impacto da mensagem de Trump nas redes sociais sobre o acordo assinado ainda é incerto.

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Os Acordos de Abraão foram assinados inicialmente em setembro de 2020, com a missão de formar um bloco de contenção contra o Irã no mundo árabe. O nome Abraão refere-se ao patriarca central na história do judaísmo e do islamismo, simbolizando um elo entre os povos. O pacto foi assinado em uma cerimônia na Casa Branca, com líderes de Israel, Emirados Árabes Unidos e Bahrein, e posteriormente, Sudão e Marrocos também se juntaram ao acordo.

Esses acordos resultaram na normalização das relações entre os países signatários e Israel, mesmo sem garantias de reconhecimento de um Estado palestino. Relações comerciais foram ampliadas, com ênfase em ciência, defesa e segurança, e voos diretos passaram a operar entre alguns dos países envolvidos.

A adesão da Arábia Saudita aos Acordos de Abraão é vista como uma grande conquista para a diplomacia americana, considerando a importância do país no mundo islâmico. No entanto, essa adesão poderia ser interpretada como uma traição à causa palestina, comprometendo a posição da Arábia Saudita na região. Para tal, seriam necessárias grandes recompensas, como um acordo de defesa mútua com os Estados Unidos.

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Um dia após a assinatura, Trump disse nas redes que o pacto só será aprovado se a Arábia Saudita aderir aos Acordos de Abraão. O acordo cria um programa nuclear civil saudita e já provoca críticas.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, impôs uma nova condição a um acordo nuclear com a Arábia Saudita, um dia após a sua aprovação formal. Em uma publicação nas redes sociais, nesta quinta-feira (23), ele afirmou que o acordo assinado “será aprovado”, mas que depende da adesão da Arábia Saudita aos Acordos de Abraão, considerados respeitados e bem-sucedidos.

Na quarta-feira (22), o secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, e seu homólogo saudita assinaram o acordo que permitirá à Arábia Saudita um programa nuclear para fins civis. Essa situação já gerou críticas de autoridades israelenses e deve atrair a atenção do Congresso americano. O governo havia deixado o acordo estagnado por meses devido a preocupações relacionadas à guerra envolvendo o Irã e à possibilidade de rejeição pelo Congresso.

Trump enfatizou que não haverá “nenhum enriquecimento” de material nuclear.

A Arábia Saudita vinha resistindo a esforços para aderir aos Acordos de Abraão, uma iniciativa iniciada durante o primeiro mandato de Trump para estabelecer laços diplomáticos entre Israel e outros países árabes. O impacto da mensagem de Trump nas redes sociais sobre o acordo assinado ainda é incerto.

Os Acordos de Abraão foram assinados inicialmente em setembro de 2020, com a missão de formar um bloco de contenção contra o Irã no mundo árabe. O nome Abraão refere-se ao patriarca central na história do judaísmo e do islamismo, simbolizando um elo entre os povos. O pacto foi assinado em uma cerimônia na Casa Branca, com líderes de Israel, Emirados Árabes Unidos e Bahrein, e posteriormente, Sudão e Marrocos também se juntaram ao acordo.

Esses acordos resultaram na normalização das relações entre os países signatários e Israel, mesmo sem garantias de reconhecimento de um Estado palestino. Relações comerciais foram ampliadas, com ênfase em ciência, defesa e segurança, e voos diretos passaram a operar entre alguns dos países envolvidos.

A adesão da Arábia Saudita aos Acordos de Abraão é vista como uma grande conquista para a diplomacia americana, considerando a importância do país no mundo islâmico. No entanto, essa adesão poderia ser interpretada como uma traição à causa palestina, comprometendo a posição da Arábia Saudita na região. Para tal, seriam necessárias grandes recompensas, como um acordo de defesa mútua com os Estados Unidos.

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