Em jantar com repórteres, Trump afirmou que Xi autorizou a venda do TikTok e o chamou de 'amigo'. A declaração surge dias após ele ter dito haver influência chinesa nas urnas dos EUA.
Pouco mais de uma semana após alegar que a China interferiu nas eleições dos Estados Unidos, o presidente norte-americano, Donald Trump, chamou o líder chinês, Xi Jinping, de “amigo”. A declaração ocorreu durante um jantar com jornalistas setoristas da Casa Branca, onde Trump abordou a venda do TikTok pela ByteDance.
“Eu disse ao presidente Xi, com quem me dou muito bem, que ele havia recusado categoricamente a venda do TikTok. Gostaríamos muito que o senhor aprovasse o negócio. E ele disse: ‘tudo bem’. Foi só isso. Estava feito. E vendemos o TikTok. Ele é meu amigo. E ele não causa problemas, como outras pessoas causam”, afirmou Trump.
No mesmo evento, Trump mencionou que Xi elogiou os Estados Unidos durante a visita de Estado do republicano a Pequim. O presidente confirmou que a visita de Xi a Washington está agendada para o dia 24 de setembro.
“Dizem que é um milagre. O presidente Xi me disse isso algumas semanas atrás, na China, e ele virá para cá em setembro — acho que no dia 24, ou no final de setembro. Vai ser empolgante”, declarou.
Em 16 de julho, Trump convocou um pronunciamento à nação para afirmar que a China interferiu nas eleições norte-americanas de 2020, alegando que o país asiático hackeou dados de 220 milhões de eleitores. Essa narrativa foi utilizada para defender o Save America Act, um projeto que exige prova de cidadania para votar nas eleições dos EUA. A China rebatou as acusações, afirmando que mantém uma política de não intervenção nos assuntos internos de outras nações.
O tom descontraído do discurso de Trump, que durou cerca de uma hora, foi notável. Ele mencionou que havia preparado um discurso mais contundente para a edição cancelada do evento, que foi remarcado após um incidente de segurança no qual um homem armado tentou atingir o presidente durante o jantar anterior, realizado em 25 de abril.
O atirador, identificado como Cole Allen, foi contido pelo Serviço Secreto. Em 11 de maio, ele se declarou inocente das acusações de tentativa de assassinato do presidente, enfrentando várias acusações criminais, incluindo agressão a um agente federal.
O jantar, organizado pela Associação dos Jornalistas que fazem a Cobertura da Casa Branca (WHCA), é uma tradição anual que promove a liberdade de expressão e oferece ao presidente a oportunidade de se dirigir de forma mais leve aos jornalistas e convidados. Desde sua fundação, o evento tem se tornado um marco na política americana, reunindo diferentes figuras do governo e da mídia.
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