Na manhã desta terça, Trump e Zelensky se encontraram em Washington às 10h47 para tratar de defesa antimísseis e cooperação estratégica. O encontro sinaliza aproximação enquanto a Ucrânia freia avanços russos.
Na manhã desta terça-feira, 28 de julho de 2026, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se reuniu com o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, na Casa Branca. O encontro teve início às 10h47, no horário de Brasília, com um atraso de cerca de 17 minutos.
As relações entre Zelensky e Trump se tornaram mais amigáveis à medida que a Ucrânia conseguiu conter os avanços russos no conflito. Ao chegar a Washington, o presidente ucraniano ressaltou que a defesa antimísseis e a cooperação estratégica com os EUA eram prioridades em suas reuniões com Trump e sua equipe.
“A paz precisa ser aproximada”,
afirmou Zelensky em uma postagem na rede social X.
O contexto atual das guerras na Ucrânia e no Oriente Médio é crítico. Após o colapso de um cessar-fogo na guerra do Irã, Trump anunciou a suspensão dos ataques aéreos dos EUA, buscando dar mais uma chance à diplomacia. Zelensky, por sua vez, chega a esta reunião impulsionado pelos recentes sucessos militares da Ucrânia.
Durante o encontro, espera-se que Zelensky pressione Trump por capacidades de defesa aérea que são urgentemente necessárias e pela conclusão de um acordo de drones com os Estados Unidos. Os dois líderes também devem discutir a promessa feita por Trump durante a Cúpula da Otan, que concedeu à Ucrânia uma licença para produzir interceptadores Patriot.
Na semana anterior, Zelensky teve conversas com os enviados dos EUA, Steve Witkoff e Jared Kushner, sobre a possibilidade de retomar as negociações de paz com a Rússia. Ele mencionou que autoridades ucranianas e americanas poderiam se reunir nos EUA nos próximos dias. Após a reunião na Casa Branca, Zelensky deve se dirigir ao Capitólio, onde encontrará todos os 100 senadores.
Após o encontro com Zelensky, Trump se reunirá com o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. A relação entre Netanyahu e Trump tem sido marcada por altos e baixos, com momentos em que Trump precisou conter o líder israelense em relação a ataques no Líbano contra o Hezbollah, um grupo apoiado pelo Irã.
Recentemente, um telefonema tenso entre os dois, no qual Trump chamou Netanyahu de “louco pra caramba”, expôs as divergências que existem entre eles. Fontes informaram que Netanyahu busca o apoio de Trump para sua campanha de reeleição, que ocorrerá em 27 de outubro. Um encontro com Trump pode fortalecer sua imagem internamente, onde ele enfrenta dificuldades nas pesquisas de opinião.
Antes da reunião, Trump comentou sobre relatos de que Netanyahu pretendia discutir atividades relacionadas ao programa nuclear do Irã.
“Não preciso que Bibi me diga isso. Bibi me diz isso porque quer que eu continue envolvido”,
declarou Trump em uma entrevista ao programa “Fox and Friends”.
Os dois líderes também devem abordar os Acordos de Abraão, que normalizaram as relações entre Israel e nações árabes. Trump deseja incluir a Arábia Saudita nesses acordos, condicionando um pacto de cooperação nuclear civil à adesão do reino, que até agora se opôs a participar sem um caminho claro para a criação de um Estado palestino.
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