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Policial

TSE antecipa recursos contra vídeo de IA de Bolsonaro exibido na convenção do PL

TSE se prepara para questionamentos sobre vídeo de IA de Bolsonaro na convenção do PL.

25/07/2026 · 00h00 · Atualizado às 18h20
TSE antecipa recursos contra vídeo de IA de Bolsonaro exibido na convenção do PL

Ministros do TSE se preparam para questionamentos sobre o vídeo de IA que simula Bolsonaro apoiando Flávio, exibido na convenção do PL. O material foi identificado como gerado por inteligência artificial.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já se prepara para possíveis questionamentos sobre o vídeo produzido com inteligência artificial que simula um pronunciamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, exibido durante a convenção nacional do PL, realizada neste sábado (25). A gravação foi apresentada para oficializar a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República. No material, que é claramente identificado como conteúdo gerado por inteligência artificial, o ex-presidente se manifesta em apoio ao filho.

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A expectativa é que o episódio gere discussões sobre a aplicação das regras eleitorais relacionadas ao uso de inteligência artificial e sobre as restrições impostas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, ao ex-presidente. O advogado Luiz Eduardo Peccinin, especialista em Direito Eleitoral, ressalta que as normas do TSE devem ser observadas durante o período pré-eleitoral e nos atos realizados em convenções partidárias.

Peccinin explica que, mesmo que o vídeo tenha sido identificado como produzido por inteligência artificial, o caso pode ser levado à Justiça Eleitoral, que avaliará se houve uso irregular da imagem e da voz de uma pessoa real em um contexto eleitoral. Conforme a resolução do TSE, conteúdos criados ou alterados significativamente por inteligência artificial devem informar de maneira explícita e acessível que foram fabricados ou manipulados, além de indicar a tecnologia utilizada.

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Além disso, a norma proíbe a publicação de novos conteúdos sintéticos que utilizem imagem, voz ou manifestações de candidatos ou pessoas públicas no período de 72 horas antes e 24 horas após a votação. Peccinin observa que o episódio também pode ser analisado sob as determinações que Moraes impôs a Bolsonaro, que incluem a proibição de divulgação de manifestos político-eleitorais, mesmo por terceiros e em qualquer meio.

De acordo com o especialista, não há uma proibição clara ao uso da imagem ou da voz de Bolsonaro, o que impede, a princípio, a afirmação de que o vídeo representou descumprimento da decisão judicial. Ele afirma que “claramente eles estão testando os limites impostos pela sentença condenatória criminal”.

Por outro lado, Guilherme de Salles Gonçalves, advogado eleitoral e membro da Academia Brasileira de Direito Eleitoral e Político, destaca que a responsabilização de Bolsonaro dependeria da produção de provas que comprovem que o ex-presidente, atualmente em prisão domiciliar, tinha conhecimento, participou ou concordou com a elaboração do vídeo. “É preciso não aplicar a um terceiro que não participou pessoalmente algo que decorre da utilização da sua imagem, ainda que com uma simulação de realidade”, aponta.

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Ministros do TSE se preparam para questionamentos sobre o vídeo de IA que simula Bolsonaro apoiando Flávio, exibido na convenção do PL. O material foi identificado como gerado por inteligência artificial.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já se prepara para possíveis questionamentos sobre o vídeo produzido com inteligência artificial que simula um pronunciamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, exibido durante a convenção nacional do PL, realizada neste sábado (25). A gravação foi apresentada para oficializar a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República. No material, que é claramente identificado como conteúdo gerado por inteligência artificial, o ex-presidente se manifesta em apoio ao filho.

A expectativa é que o episódio gere discussões sobre a aplicação das regras eleitorais relacionadas ao uso de inteligência artificial e sobre as restrições impostas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, ao ex-presidente. O advogado Luiz Eduardo Peccinin, especialista em Direito Eleitoral, ressalta que as normas do TSE devem ser observadas durante o período pré-eleitoral e nos atos realizados em convenções partidárias.

Peccinin explica que, mesmo que o vídeo tenha sido identificado como produzido por inteligência artificial, o caso pode ser levado à Justiça Eleitoral, que avaliará se houve uso irregular da imagem e da voz de uma pessoa real em um contexto eleitoral. Conforme a resolução do TSE, conteúdos criados ou alterados significativamente por inteligência artificial devem informar de maneira explícita e acessível que foram fabricados ou manipulados, além de indicar a tecnologia utilizada.

Além disso, a norma proíbe a publicação de novos conteúdos sintéticos que utilizem imagem, voz ou manifestações de candidatos ou pessoas públicas no período de 72 horas antes e 24 horas após a votação. Peccinin observa que o episódio também pode ser analisado sob as determinações que Moraes impôs a Bolsonaro, que incluem a proibição de divulgação de manifestos político-eleitorais, mesmo por terceiros e em qualquer meio.

De acordo com o especialista, não há uma proibição clara ao uso da imagem ou da voz de Bolsonaro, o que impede, a princípio, a afirmação de que o vídeo representou descumprimento da decisão judicial. Ele afirma que “claramente eles estão testando os limites impostos pela sentença condenatória criminal”.

Por outro lado, Guilherme de Salles Gonçalves, advogado eleitoral e membro da Academia Brasileira de Direito Eleitoral e Político, destaca que a responsabilização de Bolsonaro dependeria da produção de provas que comprovem que o ex-presidente, atualmente em prisão domiciliar, tinha conhecimento, participou ou concordou com a elaboração do vídeo. “É preciso não aplicar a um terceiro que não participou pessoalmente algo que decorre da utilização da sua imagem, ainda que com uma simulação de realidade”, aponta.

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