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Aracaju, Quinta-feira, 17 de setembro de 2026
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Política

Ultimato da PF: Eduardo Bolsonaro deve retornar imediatamente ao cargo de policial sob pena de processo disciplinar

 Ex-deputado, que teve mandato cassado em dezembro por faltas excessivas, está nos EUA há quase um ano. Ato foi publicado no Diário Oficial desta sexta (2). Leia também Valmir de Francisquinho garante passagem a R$ 3 na Grande Aracaju e defende legado em Itabaiana A Polícia Federal publicou, nesta sexta-feira (2), um ato declaratório no Diário Oficial […]

02/01/2026 · 10h34 · Atualizado às 18h26
Ultimato da PF: Eduardo Bolsonaro deve retornar imediatamente ao cargo de policial sob pena de processo disciplinar

 Ex-deputado, que teve mandato cassado em dezembro por faltas excessivas, está nos EUA há quase um ano. Ato foi publicado no Diário Oficial desta sexta (2).

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Polícia Federal publicou, nesta sexta-feira (2), um ato declaratório no Diário Oficial da União (DOU) determinando que Eduardo Bolsonaro (PL-RJ) retorne imediatamente às suas funções no cargo efetivo de policial federal. O filho do ex-presidente, que é escrivão da corporação, está lotado no Rio de Janeiro.

O documento exige a apresentação para fins “exclusivamente declaratórios e de regularização da situação funcional”. A PF alerta que a ausência injustificada “poderá ensejar a adoção das providências administrativas e disciplinares cabíveis”, o que pode culminar em demissão por abandono de cargo.

Perda de Mandato e Estadia nos EUA

A convocação ocorre duas semanas após a Mesa Diretora da Câmara dos Deputados cassar o mandato de Eduardo Bolsonaro, no dia 18 de dezembro. A decisão baseou-se no artigo da Constituição que pune parlamentares que deixam de comparecer à terça parte das sessões deliberativas.

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Eduardo viajou para os Estados Unidos há quase um ano e solicitou licença do mandato. No entanto, a licença expirou em 21 de julho e o parlamentar não retornou ao Brasil, acumulando um número expressivo de faltas não justificadas.

Em setembro, o presidente da Câmara (Motta) já havia rejeitado a indicação de Eduardo para a liderança da minoria, argumentando ser impossível exercer o mandato estando fora do território nacional.

Situação Jurídica

Além da pressão administrativa para retornar ao trabalho na PF, Eduardo Bolsonaro enfrenta um cenário jurídico delicado. Ele é réu no Supremo Tribunal Federal (STF), acusado de promover sanções internacionais contra o Brasil. Segundo a acusação, o objetivo seria pressionar o país a evitar o julgamento de seu pai, Jair Bolsonaro, envolvido nas investigações sobre a trama golpista.

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Com a perda do foro privilegiado após a cassação e a ordem de retorno da PF, a permanência de Eduardo nos Estados Unidos torna-se insustentável do ponto de vista funcional.


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 Ex-deputado, que teve mandato cassado em dezembro por faltas excessivas, está nos EUA há quase um ano. Ato foi publicado no Diário Oficial desta sexta (2).

Polícia Federal publicou, nesta sexta-feira (2), um ato declaratório no Diário Oficial da União (DOU) determinando que Eduardo Bolsonaro (PL-RJ) retorne imediatamente às suas funções no cargo efetivo de policial federal. O filho do ex-presidente, que é escrivão da corporação, está lotado no Rio de Janeiro.

O documento exige a apresentação para fins “exclusivamente declaratórios e de regularização da situação funcional”. A PF alerta que a ausência injustificada “poderá ensejar a adoção das providências administrativas e disciplinares cabíveis”, o que pode culminar em demissão por abandono de cargo.

Perda de Mandato e Estadia nos EUA

A convocação ocorre duas semanas após a Mesa Diretora da Câmara dos Deputados cassar o mandato de Eduardo Bolsonaro, no dia 18 de dezembro. A decisão baseou-se no artigo da Constituição que pune parlamentares que deixam de comparecer à terça parte das sessões deliberativas.

Eduardo viajou para os Estados Unidos há quase um ano e solicitou licença do mandato. No entanto, a licença expirou em 21 de julho e o parlamentar não retornou ao Brasil, acumulando um número expressivo de faltas não justificadas.

Em setembro, o presidente da Câmara (Motta) já havia rejeitado a indicação de Eduardo para a liderança da minoria, argumentando ser impossível exercer o mandato estando fora do território nacional.

Situação Jurídica

Além da pressão administrativa para retornar ao trabalho na PF, Eduardo Bolsonaro enfrenta um cenário jurídico delicado. Ele é réu no Supremo Tribunal Federal (STF), acusado de promover sanções internacionais contra o Brasil. Segundo a acusação, o objetivo seria pressionar o país a evitar o julgamento de seu pai, Jair Bolsonaro, envolvido nas investigações sobre a trama golpista.

Com a perda do foro privilegiado após a cassação e a ordem de retorno da PF, a permanência de Eduardo nos Estados Unidos torna-se insustentável do ponto de vista funcional.


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