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Ciência e Espaço

USP usa LiDAR para mapear saúde de árvores e reduzir quedas urbanas

Tecnologia LiDAR desenvolvida na USP pode reduzir riscos de quedas de árvores em cidades.

31/07/2026 · 00h00 · Atualizado às 09h00
USP usa LiDAR para mapear saúde de árvores e reduzir quedas urbanas

Pesquisadores da USP aplicaram LiDAR para criar nuvens de pontos 3D que avaliam a saúde de árvores urbanas. A ferramenta ajuda a identificar riscos de queda, prevenir apagões e acidentes nas cidades.

Uma nova ferramenta desenvolvida por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) pode contribuir para a redução do risco de queda de árvores urbanas. A pesquisa visa evitar apagões, danos em ruas e possíveis acidentes fatais. A tecnologia, chamada LiDAR (Light Detection and Ranging), foi aplicada pela primeira vez para avaliar a saúde das árvores nas cidades, conforme divulgado por uma fundação de amparo à pesquisa.

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A técnica de sensoriamento a laser gera uma “nuvem de pontos”, que é uma representação digital 3D construída com milhões de coordenadas. Essa imagem virtual permite que os pesquisadores utilizem um algoritmo para realizar podas baseadas em “otimização topológica”. Com isso, é possível simular a força dos ventos e identificar as áreas mais frágeis das árvores, orientando quais galhos devem ser cortados para que a planta se torne mais forte e equilibrada.

O objetivo final da equipe é desenvolver um aplicativo que utilize a tecnologia LiDAR, juntamente com outras ferramentas, para orientar as podas de forma a aumentar a resistência das árvores aos ventos, reduzindo assim os riscos de quedas. O coordenador do Laboratório de Fisiologia Ecológica de Plantas da USP enfatiza que podas mal feitas podem tornar as árvores vulneráveis a ventos fortes.

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“O problema é potencializado pelos túneis de vento, os chamados cânions urbanos. Rajadas de vento, chuva e alta temperatura durante a estação chuvosa aumentam o risco de queda, especialmente em árvores mal manejadas ou doentes”, explica o especialista.

Os pesquisadores montam o scanner em um tripé próximo à base da árvore, que deve estar bem iluminada, e em condições climáticas favoráveis. O objetivo é capturar perspectivas suficientes para gerar uma nuvem de 30 milhões de pontos que representa a forma da árvore. Após essa captura, ocorre a simulação da “exposição aos ventos” em um computador, prevendo como as árvores respondem a estresses como vento e temperatura.

Atualmente, a técnica LiDAR está sendo utilizada apenas para monitorar e catalogar as árvores da capital, e ainda não para orientar as podas. A expectativa é que, com o avanço da tecnologia, seja possível implementar um sistema mais eficaz para a gestão da vegetação urbana.

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Pesquisadores da USP aplicaram LiDAR para criar nuvens de pontos 3D que avaliam a saúde de árvores urbanas. A ferramenta ajuda a identificar riscos de queda, prevenir apagões e acidentes nas cidades.

Uma nova ferramenta desenvolvida por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) pode contribuir para a redução do risco de queda de árvores urbanas. A pesquisa visa evitar apagões, danos em ruas e possíveis acidentes fatais. A tecnologia, chamada LiDAR (Light Detection and Ranging), foi aplicada pela primeira vez para avaliar a saúde das árvores nas cidades, conforme divulgado por uma fundação de amparo à pesquisa.

A técnica de sensoriamento a laser gera uma “nuvem de pontos”, que é uma representação digital 3D construída com milhões de coordenadas. Essa imagem virtual permite que os pesquisadores utilizem um algoritmo para realizar podas baseadas em “otimização topológica”. Com isso, é possível simular a força dos ventos e identificar as áreas mais frágeis das árvores, orientando quais galhos devem ser cortados para que a planta se torne mais forte e equilibrada.

O objetivo final da equipe é desenvolver um aplicativo que utilize a tecnologia LiDAR, juntamente com outras ferramentas, para orientar as podas de forma a aumentar a resistência das árvores aos ventos, reduzindo assim os riscos de quedas. O coordenador do Laboratório de Fisiologia Ecológica de Plantas da USP enfatiza que podas mal feitas podem tornar as árvores vulneráveis a ventos fortes.

“O problema é potencializado pelos túneis de vento, os chamados cânions urbanos. Rajadas de vento, chuva e alta temperatura durante a estação chuvosa aumentam o risco de queda, especialmente em árvores mal manejadas ou doentes”, explica o especialista.

Os pesquisadores montam o scanner em um tripé próximo à base da árvore, que deve estar bem iluminada, e em condições climáticas favoráveis. O objetivo é capturar perspectivas suficientes para gerar uma nuvem de 30 milhões de pontos que representa a forma da árvore. Após essa captura, ocorre a simulação da “exposição aos ventos” em um computador, prevendo como as árvores respondem a estresses como vento e temperatura.

Atualmente, a técnica LiDAR está sendo utilizada apenas para monitorar e catalogar as árvores da capital, e ainda não para orientar as podas. A expectativa é que, com o avanço da tecnologia, seja possível implementar um sistema mais eficaz para a gestão da vegetação urbana.

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