Moradores das áreas afetadas pelos dois terremotos na Venezuela enfrentam uma segunda noite dormindo nas ruas. Os tremores ocorreram na quarta-feira, dia 24 de junho, e as equipes de resgate trabalham intensamente para localizar as pessoas que ainda estão desaparecidas.
Na cidade portuária de La Guaira, na capital Caracas e nas regiões vizinhas, aqueles cujas casas foram destruídas ou danificadas gravemente não têm para onde ir. Muitas pessoas se reúnem em espaços públicos, sem conseguir retornar para suas residências. A organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) relatou que a situação é crítica, com a população sem abrigo e em necessidade de apoio.
“Não há nenhum tipo de serviço funcionando em algumas partes da cidade, especialmente em La Guaira”, afirmou Halima Husein, coordenadora médica da MSF na Venezuela, em uma mensagem de voz. “As pessoas estão simplesmente nas ruas porque muitos prédios desabaram.”
Para tentar amenizar a situação, as autoridades locais estão trabalhando para disponibilizar abrigos em escolas e estádios de beisebol. No entanto, a ansiedade entre os moradores persiste, já que muitos ainda não têm onde ficar.
O terremoto mais forte atingiu a costa norte da Venezuela com uma magnitude preliminar de 7,5, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS). Este tremor ocorreu apenas 40 segundos após um primeiro tremor precursor de magnitude 7,2 que já havia atingido a região.
O número de mortos devido a esses terremotos já chegou a 235, conforme informado pelo ministro da Saúde do país, Carlos Alvarado, em uma entrevista à televisão estatal. Além disso, os Centros de Alerta de Tsunami dos Estados Unidos emitiram alertas sobre a possibilidade de ondas perigosas em áreas costeiras a menos de 300 quilômetros do epicentro, embora o alerta tenha sido cancelado posteriormente.
O terremoto teve seu epicentro localizado a 23 quilômetros a noroeste de Yumare e a 24 quilômetros da cidade de San Felipe, onde estão algumas das maiores refinarias do país.
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