Uma vereadora do Rio Grande do Sul, Eva Coelho Rosa, conhecida como Simplesmente Eva, se tornou o centro de uma investigação após admitir, em uma transmissão ao vivo nas redes sociais, que agrediu sua cadela. O episódio ocorreu durante uma live realizada no dia 29 de junho, onde a parlamentar relatou que utilizou uma vassoura para bater no animal enquanto tentava separar uma briga entre cães em sua casa.
No vídeo, que ganhou grande repercussão, Eva declarou:
“Eu peguei a vassoura e grudei na cabeça da Maristela, mas grudei sem pena”
e ainda mencionou que a cadela começou a convulsionar em decorrência do golpe. A vereadora disse:
“Vai convulsionar até… porque eu não vou mexer um dedo. Um dedo. Tem água ali, a melhor ração, tem cama. Não presta pra nada”
.
A repercussão de suas declarações levou a Polícia Civil a abrir um inquérito para investigar a suspeita de maus-tratos a animais. Segundo a delegada Giovana Muller, uma equipe foi enviada à residência da vereadora, acompanhada por um médico-veterinário da prefeitura, para avaliar as condições dos cães. De acordo com a polícia, os animais estavam bem cuidados e não apresentavam lesões visíveis.
Entidades de proteção animal também se manifestaram sobre o caso. A Associação Santanense de Proteção aos Animais (Aspa) emitiu uma nota de repúdio e se comprometeu a acompanhar a investigação. O deputado federal Matheus Laiola, por sua vez, afirmou que enviou ofícios à Câmara Municipal de Santana do Livramento, ao Ministério Público e à Polícia Civil, solicitando a apuração do caso. Ele ressaltou que quem ocupa um cargo público deve ser um exemplo e não naturalizar atos de violência contra animais.
A defesa de Eva Coelho, por meio da advogada Mônica Llillielli Rivero Coelho, alegou que as declarações foram feitas em um momento de forte abalo emocional, após uma briga entre cães que, segundo ela, também colocava em risco a integridade do irmão da vereadora, que possui deficiência física. A advogada afirmou que o relato não reflete necessariamente a dinâmica exata dos fatos e que a parlamentar está arrependida pelas palavras proferidas durante a transmissão.
A Câmara Municipal de Santana do Livramento informou que, até o momento, não recebeu qualquer representação formal sobre o caso. Em nota, a Presidência da Casa manifestou repúdio a qualquer forma de maus-tratos a animais e destacou que a responsabilidade sobre a eventual responsabilização cabe às autoridades policiais, administrativas e judiciais competentes.
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