Executivos da Weg disseram em teleconferência que a alta do real reduz a conversão dos resultados no exterior e limita o crescimento em reais. Ainda assim, o grupo mantém expectativa positiva para o segundo semestre.
O desempenho da Weg está sendo impactado pela alta do real, mesmo com um crescimento contínuo fora do Brasil. A informação foi compartilhada por executivos do grupo durante uma teleconferência com analistas, realizada na quinta-feira (23), após a divulgação dos resultados do segundo trimestre.
André Salgueiro, diretor de finanças e relações com investidores, destacou:
“A gente infelizmente vai ter que conviver com o câmbio mais apreciado que, para efeito de conversão, pode gerar menos reais e, consequentemente, menos crescimento em relação à expectativa que a gente tinha no começo do ano.”
Apesar dos desafios apresentados no primeiro semestre, Salgueiro afirmou que a demanda continua positiva no exterior, com uma entrada significativa de pedidos de equipamentos de ciclo longo nos segmentos industrial, de negócios, transmissão e distribuição.
O executivo também expressou confiança em um cenário mais favorável para o retorno do crescimento da receita no restante do ano, devido ao bom desempenho dos negócios e à normalização da base de comparação em relação a 2025.
“Seguimos confiantes em um cenário mais favorável para o retorno do crescimento da receita no restante do ano, graças ao bom desempenho dos nossos negócios e também devido à normalização da base de comparação em relação a 2025.”
Por outro lado, André Rodrigues, vice-presidente administrativo-financeiro, mencionou a incerteza sobre o impacto de longo prazo das tarifas aplicadas pelos Estados Unidos. Ele ressaltou que isso pode afetar a margem consolidada da empresa, caso as tarifas sejam mantidas.
A Weg reafirmou sua expectativa de investimentos para o ano, totalizando R$ 3,54 bilhões em ativos imobilizados e R$ 22,4 milhões em ativos intangíveis. Na quarta-feira, a empresa reportou um lucro líquido de R$ 1,56 bilhão no segundo trimestre, representando uma queda de 2,1% em relação ao ano anterior. O resultado operacional, medido pelo Ebitda, foi de R$ 2,21 bilhões, também com uma redução de 2,1% na comparação anual. A receita líquida da companhia foi de R$ 10,14 bilhões, com um recuo de 0,6% em relação ao mesmo período do ano passado.
As ações do grupo apresentaram um recuo de 3,55% às 12h55, sendo negociadas a R$ 45,09, após um fechamento positivo de 10% no pregão anterior.
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