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Policial

Zanin manda PF investigar ministro do STJ por venda de sentenças

Ministro do STF autoriza investigação contra colega do STJ por venda de sentenças.

24/07/2026 · 00h00 · Atualizado às 12h01
Zanin manda PF investigar ministro do STJ por venda de sentenças

O relator Cristiano Zanin autorizou a Polícia Federal a investigar Marco Buzzi por suspeita de venda de sentenças e antecipação de minutas a lobistas e empresários. A apuração integra a operação Sisamnes.

O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, autorizou a Polícia Federal a investigar o ministro Marco Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça. A apuração está relacionada a suspeitas sobre a venda de sentenças. Essa decisão ocorre após o ministro Zanin já ter autorizado, em 29 de maio, a investigação do ministro Mauro Ribeiro no contexto da operação Sisamnes.

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Zanin é o relator do inquérito que apura um suposto esquema de antecipação de minutas de decisões de ministros do STJ para lobistas e empresários, especialmente do setor do agronegócio.

Na mesma linha de apurações, a Procuradoria Geral da República (PGR) denunciou, em 27 de maio, nove investigados, dentre os quais se destaca o empresário Anderson de Oliveira Gonçalves e assessores de gabinetes de ministros do tribunal.

Relatórios da Polícia Federal, com data de outubro, mencionam repasses financeiros à advogada Catarina Buzzi, que é filha do ministro. Mensagens encontradas no celular do lobista Anderson de Oliveira Gonçalves indicam que ele estaria cobrando R$ 1,12 milhão por um serviço que, segundo as investigações, não teria sido realizado.

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Após a troca do delegado responsável pelo caso, um novo relatório foi elaborado e concluiu que não havia indícios de irregularidades na atuação da advogada. No entanto, novos elementos coletados pela Polícia Federal levaram à reabertura do inquérito.

Em nota, Marco Buzzi declarou que não possui relação com atividades de nenhum de seus familiares, afirmando que é impedido de atuar como juiz em situações em que familiares estejam envolvidos. Ele também ressaltou que não tem conhecimento sobre os desdobramentos do caso e não figura como investigado.

Marco Buzzi está afastado do STJ desde 10 de fevereiro, respondendo a um processo administrativo em decorrência de uma acusação de importunação sexual envolvendo uma ex-assessora de 18 anos. O julgamento dessa questão está previsto para ocorrer no dia 6 de agosto.

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O relator Cristiano Zanin autorizou a Polícia Federal a investigar Marco Buzzi por suspeita de venda de sentenças e antecipação de minutas a lobistas e empresários. A apuração integra a operação Sisamnes.

O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, autorizou a Polícia Federal a investigar o ministro Marco Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça. A apuração está relacionada a suspeitas sobre a venda de sentenças. Essa decisão ocorre após o ministro Zanin já ter autorizado, em 29 de maio, a investigação do ministro Mauro Ribeiro no contexto da operação Sisamnes.

Zanin é o relator do inquérito que apura um suposto esquema de antecipação de minutas de decisões de ministros do STJ para lobistas e empresários, especialmente do setor do agronegócio.

Na mesma linha de apurações, a Procuradoria Geral da República (PGR) denunciou, em 27 de maio, nove investigados, dentre os quais se destaca o empresário Anderson de Oliveira Gonçalves e assessores de gabinetes de ministros do tribunal.

Relatórios da Polícia Federal, com data de outubro, mencionam repasses financeiros à advogada Catarina Buzzi, que é filha do ministro. Mensagens encontradas no celular do lobista Anderson de Oliveira Gonçalves indicam que ele estaria cobrando R$ 1,12 milhão por um serviço que, segundo as investigações, não teria sido realizado.

Após a troca do delegado responsável pelo caso, um novo relatório foi elaborado e concluiu que não havia indícios de irregularidades na atuação da advogada. No entanto, novos elementos coletados pela Polícia Federal levaram à reabertura do inquérito.

Em nota, Marco Buzzi declarou que não possui relação com atividades de nenhum de seus familiares, afirmando que é impedido de atuar como juiz em situações em que familiares estejam envolvidos. Ele também ressaltou que não tem conhecimento sobre os desdobramentos do caso e não figura como investigado.

Marco Buzzi está afastado do STJ desde 10 de fevereiro, respondendo a um processo administrativo em decorrência de uma acusação de importunação sexual envolvendo uma ex-assessora de 18 anos. O julgamento dessa questão está previsto para ocorrer no dia 6 de agosto.

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