Mais de 2.000 trabalhadores ocuparam as ruas de Aracaju na manhã do protesto que saiu do Bairro 18 do Forte em direção ao Bairro Industrial para cobrar medidas sobre jornada de trabalho, abastecimento de água e outras pautas centrais ao movimento sindical.
Os organizadores concentraram reivindicações em torno do fim da escala 6×1 sem redução salarial, redução da jornada de trabalho, oposição à privatização do abastecimento hídrico no estado, combate ao feminicídio, enfrentamento à pejotização e fortalecimento das negociações coletivas, além da regulamentação do trabalho por aplicativos.
Durante o ato, manifestantes vaiaram os nomes dos senadores Alessandro Vieira (MDB) e Laércio Oliveira (PP), e dos deputados federais Fábio Reis (PSD), Gustinho Ribeiro (PP), Rodrigo Valadares (PL), Ícaro de Valmir (Republicanos) e Thiago de Joaldo (Republicanos), pela votação a favor da redução de penas dos condenados pela tentativa de golpe de Estado e invasão da sede dos três Poderes em Brasília, no dia 08/01/2023. Cartazes com as frases “Sem anistia pra Golpistas!” e “Congresso Inimigo do Povo” foram exibidos pelos participantes.
Na pauta do abastecimento, a CUT destacou a crise causada pela privatização da água, que deixou cerca de 900.000 pessoas sem água em várias regiões do estado, segundo os organizadores. Em faixas e cartazes, trabalhadores criticaram a atuação da empresa responsável pela nova concessão, comparando-a ao episódio envolvendo a Braskem em Alagoas e alertando para o aumento das tarifas.
O presidente da Central Única dos Trabalhadores de Sergipe (CUT-SE) e do SINTESE, professor Roberto Silva, afirmou que a privatização trouxe impactos severos à população e citou a necessidade de resistência e diálogo com a sociedade para enfrentar os efeitos da medida. Ele também pediu solidariedade ao SINDISCOSE, cujo presidente foi intimado a depor na 1ª Delegacia Metropolitana de Aracaju em razão da atuação sindical cobrando transparência no uso de recursos públicos.
Sobre a jornada de trabalho, os manifestantes repetiram palavras de ordem contra a escala 6×1, criticando os efeitos na saúde física e mental dos trabalhadores e a limitação do convívio familiar por permitir apenas um dia de descanso.

O ato foi organizado por centrais e frentes como CUT, CTB, UGT, CSP-Conlutas, Frente Brasil Popular, Frente Povo Sem Medo e Frente Povo na Rua. Entre as entidades presentes estavam SINDOMÉSTICA, SINDISAN, SINDIPREV/SE, SINTESE, SINDIJUS, FETAM, SINDIPEMA, SINDISCOSE, SINTECT/SE, SINERGIA, SEPUMM, SINDACSEI, Sindserv Poço Verde, SINDSF, SINDASSE, SACEMA, SINDSEMB, UGT, CTB, CSP-Conlutas, MST, MTST e MOTU.
Segundo os organizadores, o ato buscou unir diversas categorias e setores da sociedade em torno das reivindicações trabalhistas e sociais, mantendo mobilizações conjuntas para as próximas etapas de luta.
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