Cerca de 2,5 milhões de pessoas registradas no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico) tornaram-se microempreendedoras individuais (MEI) após o ingresso na base de dados federal. O dado consta de estudo elaborado pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) em parceria com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS).
O número corresponde a 55% dos MEI que constam atualmente no CadÚnico. No total, a plataforma reúne 95,3 milhões de brasileiros, dos quais 4,6 milhões estão formalizados como microempreendedores.
Desempenho e setores de atuação
Segundo o levantamento, 78,9% das empresas abertas por beneficiários que receberam atendimento do Sebrae permanecem ativas. Entre os que não contaram com esse suporte, a taxa de atividade é de 61,5%.
A maior parte dos MEI vinculados ao CadÚnico trabalha no setor de serviços (53,1%), seguida por comércio (26,5%), indústria (10,1%), construção (9,7%) e agropecuária (0,5%). Entre os microempreendedores cadastrados, 41,7% são beneficiários do Bolsa Família e 6,4% recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC).
Os estados com maior proporção de microempreendedores inscritos no CadÚnico são Amazonas (56,3%), Acre (54,8%) e Piauí (54,6%).
Parceria para inclusão produtiva
O estudo integra as ações do Acordo de Cooperação Técnica firmado em 2023 entre Sebrae e MDS, que prevê o compartilhamento de informações do CadÚnico e do Programa Bolsa Família. O objetivo é aprimorar políticas públicas de inclusão produtiva e geração de renda para famílias em situação de vulnerabilidade.
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