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45% das indústrias preveem mais dívidas bancárias nos próximos 3 meses

Brasil

45% das indústrias preveem mais dívidas bancárias nos próximos 3 meses

Empresas industriais brasileiras esperam aumento do endividamento bancário em 3 meses.

17/06/2026 · 00h00 · Atualizado às 18h05
45% das indústrias preveem mais dívidas bancárias nos próximos 3 meses

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Crédito caro e custos operacionais crescentes pressionam empresas brasileiras. Pesquisa da CNI revela que quase metade do setor industrial projeta aumento no endividamento bancário até setembro.

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Quase metade das empresas industriais brasileiras espera um aumento no endividamento bancário nos próximos três meses. Um levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), divulgado nesta quarta-feira, 17 de junho de 2026, revelou que 45% dos empresários projetam um aumento do passivo com os bancos. Essa expectativa surge em um cenário de custo elevado do crédito e uma necessidade maior de financiamento para despesas do dia a dia.

A pesquisa da CNI ouviu 183 empresas de 26 setores industriais entre os dias 25 de maio e 8 de junho. Os dados apontam que o cenário econômico atual é impactado pela política monetária restritiva, refletindo diretamente na atividade das empresas. Maria Virginia Colusso, analista de Políticas e Indústria da CNI, comentou sobre a situação:

A política monetária atual tem afetado as empresas industriais, principalmente, pelo encarecimento do crédito e pelo aumento das despesas financeiras. Com o juro real em torno de 10% ao ano, as empresas enfrentam mais dificuldade para financiar capital de giro, rolar dívidas e sustentar investimentos.

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O estudo também indicou que 51% das empresas esperam um aumento na necessidade de antecipar recebíveis nos próximos três meses, uma modalidade que transforma vendas a prazo em recursos imediatos para financiar operações e capital de giro. Entre as empresas que planejam ampliar esse tipo de financiamento, 56% acreditam que os juros cobrados pelos bancos também subirão. No total, 45% das companhias consultadas esperam uma alta nas taxas de juros.

Além disso, a necessidade de financiamento para estoques deve crescer. Segundo a pesquisa, 48% dos empresários projetam um aumento na demanda por crédito para sustentar estoques de insumos e mercadorias, enquanto apenas 9% esperam uma redução. Dentro desse grupo, 63% das empresas que pretendem obter mais recursos acreditam que os juros aumentarão ainda mais.

O levantamento também mostrou que 59% dos industriais esperam ampliar a procura por crédito para financiar contas a pagar, incluindo compromissos com fornecedores, tributos e despesas operacionais. Mais da metade dos entrevistados (52%) acredita que as taxas dessas operações subirão.

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Por fim, o ambiente financeiro mais restritivo deve impactar a rentabilidade das empresas. Cerca de 64% dos empresários projetam uma redução da margem líquida nos próximos três meses. Como resposta a essa situação, 51% afirmaram que pretendem aumentar os preços de venda, enquanto 43% optaram por mantê-los estáveis. Maria Virginia Colusso também destacou que muitas empresas evitam repassar integralmente os custos para não perder competitividade, especialmente diante da concorrência de produtos importados.

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Crédito caro e custos operacionais crescentes pressionam empresas brasileiras. Pesquisa da CNI revela que quase metade do setor industrial projeta aumento no endividamento bancário até setembro.

Quase metade das empresas industriais brasileiras espera um aumento no endividamento bancário nos próximos três meses. Um levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI), divulgado nesta quarta-feira, 17 de junho de 2026, revelou que 45% dos empresários projetam um aumento do passivo com os bancos. Essa expectativa surge em um cenário de custo elevado do crédito e uma necessidade maior de financiamento para despesas do dia a dia.

A pesquisa da CNI ouviu 183 empresas de 26 setores industriais entre os dias 25 de maio e 8 de junho. Os dados apontam que o cenário econômico atual é impactado pela política monetária restritiva, refletindo diretamente na atividade das empresas. Maria Virginia Colusso, analista de Políticas e Indústria da CNI, comentou sobre a situação:

A política monetária atual tem afetado as empresas industriais, principalmente, pelo encarecimento do crédito e pelo aumento das despesas financeiras. Com o juro real em torno de 10% ao ano, as empresas enfrentam mais dificuldade para financiar capital de giro, rolar dívidas e sustentar investimentos.

O estudo também indicou que 51% das empresas esperam um aumento na necessidade de antecipar recebíveis nos próximos três meses, uma modalidade que transforma vendas a prazo em recursos imediatos para financiar operações e capital de giro. Entre as empresas que planejam ampliar esse tipo de financiamento, 56% acreditam que os juros cobrados pelos bancos também subirão. No total, 45% das companhias consultadas esperam uma alta nas taxas de juros.

Além disso, a necessidade de financiamento para estoques deve crescer. Segundo a pesquisa, 48% dos empresários projetam um aumento na demanda por crédito para sustentar estoques de insumos e mercadorias, enquanto apenas 9% esperam uma redução. Dentro desse grupo, 63% das empresas que pretendem obter mais recursos acreditam que os juros aumentarão ainda mais.

O levantamento também mostrou que 59% dos industriais esperam ampliar a procura por crédito para financiar contas a pagar, incluindo compromissos com fornecedores, tributos e despesas operacionais. Mais da metade dos entrevistados (52%) acredita que as taxas dessas operações subirão.

Por fim, o ambiente financeiro mais restritivo deve impactar a rentabilidade das empresas. Cerca de 64% dos empresários projetam uma redução da margem líquida nos próximos três meses. Como resposta a essa situação, 51% afirmaram que pretendem aumentar os preços de venda, enquanto 43% optaram por mantê-los estáveis. Maria Virginia Colusso também destacou que muitas empresas evitam repassar integralmente os custos para não perder competitividade, especialmente diante da concorrência de produtos importados.

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