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Meio Ambiente

4,6 milhões vivem em áreas de risco geológico no Brasil; aumento de 7%

Brasil tem 4,6 milhões de pessoas em áreas de risco geológico, alta de 7% em 2026.

12/08/2026 · 00h00 · Atualizado às 12h55
4,6 milhões vivem em áreas de risco geológico no Brasil; aumento de 7%

Relatório do Observatório Brasileiro das Desigualdades aponta 4.679.655 pessoas em alto risco geológico em 2026, 7% mais que em 2025. O estudo atribui o avanço à fragilidade das políticas públicas de mitigação.

O Brasil alcançou um número alarmante de 4.679.655 pessoas vivendo em áreas de alto risco geológico em 2026. Este dado, que representa um aumento de 7% em relação a 2025, foi divulgado no relatório do Observatório Brasileiro das Desigualdades, produzido pelo DIEESE e divulgado pelo Pacto Nacional pelo Combate às Desigualdades.

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O levantamento, que tem como base informações do Serviço Geológico do Brasil, mostra que a situação é preocupante e reflete uma fragilidade nas políticas públicas voltadas para a mitigação desse tipo de risco. O relatório destaca que o aumento no número de pessoas em áreas de risco não é resultado do adensamento em regiões já mapeadas, mas sim da expansão de novas áreas vulneráveis.

O estudo, que abrange 48 indicadores sociais, econômicos, ambientais e políticos, revelou que a exposição ao risco geológico foi um dos seis indicadores que pioraram. Enquanto 71% dos indicadores apresentaram melhora, seis registraram queda e cinco permaneceram estáveis.

A alta no número de pessoas em áreas de risco geológico contrasta com o desempenho de outros indicadores ambientais. Em 2024, as emissões de gases de efeito estufa caíram 16,7%, e a área desmatada recuou para 984,8 mil hectares em 2025, uma redução de 53,4% em relação ao pico de 2022.

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Atualmente, o Brasil possui cerca de 17 mil áreas de risco geológico, que são, em sua maioria, ocupadas por famílias sem acesso a moradia adequada. O relatório associa a exposição a esse tipo de risco à vulnerabilidade da população em relação às mudanças climáticas.

A região Sudeste é a que concentra o maior número de pessoas expostas a riscos geológicos, totalizando 1.456.735, o que representa cerca de 31% do total nacional. Em seguida, está a região Sul, com 1.225.741 pessoas. O Nordeste apresenta 1.027.594 indivíduos em áreas de risco, enquanto o Norte contabiliza 920.020. O Centro-Oeste é a região com o menor número, com apenas 49.565 pessoas afetadas.

O relatório do Observatório Brasileiro das Desigualdades está em sua quarta edição, tendo sido lançado pela primeira vez em agosto de 2023, juntamente com a criação do Pacto Nacional pelo Combate às Desigualdades, com o objetivo de monitorar a evolução das desigualdades no Brasil.

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Relatório do Observatório Brasileiro das Desigualdades aponta 4.679.655 pessoas em alto risco geológico em 2026, 7% mais que em 2025. O estudo atribui o avanço à fragilidade das políticas públicas de mitigação.

O Brasil alcançou um número alarmante de 4.679.655 pessoas vivendo em áreas de alto risco geológico em 2026. Este dado, que representa um aumento de 7% em relação a 2025, foi divulgado no relatório do Observatório Brasileiro das Desigualdades, produzido pelo DIEESE e divulgado pelo Pacto Nacional pelo Combate às Desigualdades.

O levantamento, que tem como base informações do Serviço Geológico do Brasil, mostra que a situação é preocupante e reflete uma fragilidade nas políticas públicas voltadas para a mitigação desse tipo de risco. O relatório destaca que o aumento no número de pessoas em áreas de risco não é resultado do adensamento em regiões já mapeadas, mas sim da expansão de novas áreas vulneráveis.

O estudo, que abrange 48 indicadores sociais, econômicos, ambientais e políticos, revelou que a exposição ao risco geológico foi um dos seis indicadores que pioraram. Enquanto 71% dos indicadores apresentaram melhora, seis registraram queda e cinco permaneceram estáveis.

A alta no número de pessoas em áreas de risco geológico contrasta com o desempenho de outros indicadores ambientais. Em 2024, as emissões de gases de efeito estufa caíram 16,7%, e a área desmatada recuou para 984,8 mil hectares em 2025, uma redução de 53,4% em relação ao pico de 2022.

Atualmente, o Brasil possui cerca de 17 mil áreas de risco geológico, que são, em sua maioria, ocupadas por famílias sem acesso a moradia adequada. O relatório associa a exposição a esse tipo de risco à vulnerabilidade da população em relação às mudanças climáticas.

A região Sudeste é a que concentra o maior número de pessoas expostas a riscos geológicos, totalizando 1.456.735, o que representa cerca de 31% do total nacional. Em seguida, está a região Sul, com 1.225.741 pessoas. O Nordeste apresenta 1.027.594 indivíduos em áreas de risco, enquanto o Norte contabiliza 920.020. O Centro-Oeste é a região com o menor número, com apenas 49.565 pessoas afetadas.

O relatório do Observatório Brasileiro das Desigualdades está em sua quarta edição, tendo sido lançado pela primeira vez em agosto de 2023, juntamente com a criação do Pacto Nacional pelo Combate às Desigualdades, com o objetivo de monitorar a evolução das desigualdades no Brasil.

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