Padilha informou que a pasta está monitorando o cenário decorrente da intensificação da guerra entre Estados Unidos e Israel, de um lado, e o Irã, de outro, e avaliando eventuais efeitos sobre o abastecimento de insumos e medicamentos. Segundo ele, até o momento não houve registro de aumento nos custos logísticos relacionados à distribuição.
Durante a visita ao HUB, o ministro acompanhou um mutirão de exames e cirurgias voltado a mulheres atendidas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e ressaltou a vigilância do ministério sobre as rotas de suprimento de medicamentos.
Padilha explicou que o conflito já tem impacto mais evidente no mercado de petróleo desde o início da guerra, no fim de fevereiro, quando os EUA e Israel atacaram o Irã. O preço do barril alcançou picos próximos a US$ 120 e tem apresentado momentos de forte volatilidade.

Especialistas de mercado citam que a dificuldade de transporte de petróleo no Estreito de Ormuz — região sob controle do Irã por onde circula cerca de 25% do volume mundial do produto — pode pressionar aumentos adicionais nos preços internacionais, com reflexos em setores que utilizam derivados do petróleo como matéria-prima.
O ministro também relatou ter tratado do tema com autoridades da China e da Índia em viagens recentes, discutindo como as alterações nas rotas de entrada e saída de insumos farmacêuticos podem afetar o fornecimento. Ele alertou que a base inicial de muitos medicamentos inclui produtos derivados do petróleo e que, se houver elevação nos preços internacionais ou dificuldades logísticas nos países fornecedores, isso pode repercutir na cadeia de produção.
O Ministério da Saúde mantém a monitorização do fluxo de insumos e da logística de entrega, acompanhando indicadores que possam sinalizar impacto no abastecimento nacional.
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