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Economia

Dólar recua a R$ 5,24 e bolsa reage após fala de Trump sobre Irã

O dólar comercial fechou em queda e a bolsa de valores teve recuperação nesta segunda-feira (23), em reação a declarações do presidente dos Estados...

24/03/2026 · 09h32
Dólar recua a R$ 5,24 e bolsa reage após fala de Trump sobre Irã

O dólar comercial fechou em queda e a bolsa de valores teve recuperação nesta segunda-feira (23), em reação a declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que indicaram um recuo nas intenções de atacar a infraestrutura energética do Irã. A redução da tensão no Oriente Médio favoreceu ativos de maior risco e beneficiou o real e ações brasileiras.

Com o apetite por risco renovado, a moeda norte-americana terminou o dia vendida a R$ 5,24, com retração de R$ 0,068, equivalente a -1,29%. Na mínima do dia, por volta das 12h, o dólar chegou a R$ 5,21. Apesar da queda desta segunda, a moeda acumula alta de 2,08% em março e recuo de 4,52% no ano.

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Bolsa em alta

O índice Ibovespa, da B3, registrou forte recuperação após a sessão de sexta-feira (20), quando caiu 2,25%. Nesta segunda, o índice subiu 2,25% e fechou em 181.931 pontos. No melhor momento do pregão, às 15h38 (Brasília UTC-3), o Ibovespa aproximou-se dos 183 mil pontos.

O avanço foi puxado por ações de bancos e de empresas ligadas ao consumo interno. Papéis da Petrobras tiveram valorização mais moderada, influenciados pela forte queda do preço do petróleo nos mercados internacionais.

Petróleo despenca

Os contratos do petróleo Brent, referência internacional, recuaram 10,9% e fecharam a US$ 99,94 o barril, voltando a ficar abaixo de US$ 100 pela primeira vez desde o dia 16. A descompressão nos preços ocorreu após declarações de Trump sobre haver “boa chance” de acordo entre os países e a indicação de que um acordo nuclear poderia estar próximo de ser assinado. Além disso, dois petroleiros indianos conseguiram atravessar o Estreito de Ormuz, contribuindo para a redução das tensões.

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Representantes iranianos, no entanto, negaram a existência de negociações, o que limitou parte do otimismo observado ao longo do dia.

dolar 16

Riscos persistem

Apesar do alívio momentâneo nos mercados, analistas ressaltam que o ambiente segue incerto. Israel mantém restrições operacionais em aeroportos e há relatos de movimentações militares dos Estados Unidos na região, elementos que mantêm a probabilidade de volatilidade elevada.

 

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O dólar comercial fechou em queda e a bolsa de valores teve recuperação nesta segunda-feira (23), em reação a declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que indicaram um recuo nas intenções de atacar a infraestrutura energética do Irã. A redução da tensão no Oriente Médio favoreceu ativos de maior risco e beneficiou o real e ações brasileiras.

Com o apetite por risco renovado, a moeda norte-americana terminou o dia vendida a R$ 5,24, com retração de R$ 0,068, equivalente a -1,29%. Na mínima do dia, por volta das 12h, o dólar chegou a R$ 5,21. Apesar da queda desta segunda, a moeda acumula alta de 2,08% em março e recuo de 4,52% no ano.

Bolsa em alta

O índice Ibovespa, da B3, registrou forte recuperação após a sessão de sexta-feira (20), quando caiu 2,25%. Nesta segunda, o índice subiu 2,25% e fechou em 181.931 pontos. No melhor momento do pregão, às 15h38 (Brasília UTC-3), o Ibovespa aproximou-se dos 183 mil pontos.

O avanço foi puxado por ações de bancos e de empresas ligadas ao consumo interno. Papéis da Petrobras tiveram valorização mais moderada, influenciados pela forte queda do preço do petróleo nos mercados internacionais.

Petróleo despenca

Os contratos do petróleo Brent, referência internacional, recuaram 10,9% e fecharam a US$ 99,94 o barril, voltando a ficar abaixo de US$ 100 pela primeira vez desde o dia 16. A descompressão nos preços ocorreu após declarações de Trump sobre haver “boa chance” de acordo entre os países e a indicação de que um acordo nuclear poderia estar próximo de ser assinado. Além disso, dois petroleiros indianos conseguiram atravessar o Estreito de Ormuz, contribuindo para a redução das tensões.

Representantes iranianos, no entanto, negaram a existência de negociações, o que limitou parte do otimismo observado ao longo do dia.

dolar 16

Riscos persistem

Apesar do alívio momentâneo nos mercados, analistas ressaltam que o ambiente segue incerto. Israel mantém restrições operacionais em aeroportos e há relatos de movimentações militares dos Estados Unidos na região, elementos que mantêm a probabilidade de volatilidade elevada.

 

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