O Ministério da Saúde incluiu no Sistema Único de Saúde (SUS) o Teste Rápido de Dengue NS1, destinado ao diagnóstico precoce da doença. A incorporação do exame à tabela nacional de procedimentos foi publicada no Diário Oficial da União nesta quinta-feira, 26 de março de 2026, por meio da Portaria SAES/MS nº 3.908, de 11 de março de 2026, e já entrou em vigor.
O teste será oferecido sem custo em ambulatórios de unidades básicas de saúde e em hospitais da rede pública. A solicitação pode ser feita por médicos, enfermeiros, biomédicos e técnicos de enfermagem, e está disponível para pacientes de todas as idades.
Como funciona
O dispositivo utiliza imunocromatografia para identificar o antígeno NS1 do vírus da dengue no sangue, permitindo a detecção da infecção nos primeiros dias após o início dos sintomas. O resultado costuma ficar pronto em poucos minutos. Para a coleta é necessária apenas uma pequena amostra de sangue obtida por punção na ponta do dedo.
Ao contrário dos exames sorológicos que detectam anticorpos e passam a dar positivo somente após a resposta imunológica do paciente — geralmente a partir do sexto dia de infecção —, o teste NS1 identifica a proteína liberada pelo vírus logo no começo da doença.
Limitações e orientações
O teste rápido não distingue os sorotipos do vírus da dengue nem informa se a pessoa já teve a infecção anteriormente. Também não dispensa a busca por atendimento médico; o exame serve como instrumento auxiliar para o acompanhamento clínico. Sem preparo especial, o procedimento não exige jejum.
Com o resultado do teste, o profissional de saúde pode rastrear rapidamente sinais de alerta, como a queda das plaquetas, e avaliar o risco de evolução para formas mais graves, incluindo a dengue hemorrágica. Além disso, o diagnóstico precoce contribui para a precisão da vigilância epidemiológica sobre a circulação do vírus.
Nas farmácias privadas, quando adquirido fora do SUS, o teste tem custo médio aproximado de R$ 40.
Sintomas mais comuns
Entre os sintomas da dengue estão febre alta (39º a 40ºC) de início súbito; dor de cabeça intensa, especialmente atrás dos olhos; dores musculares e articulares; prostração e cansaço extremo; náuseas e vômitos; manchas vermelhas na pele; e dor abdominal.
O exame passa a compor as opções de diagnóstico nas unidades públicas de saúde, com a finalidade de permitir a identificação rápida de casos e apoiar as ações de vigilância e atendimento clínico.
Com informações de Agência Brasil
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