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Economia

Petrobras avalia possibilidade de tornar Brasil autossuficiente em diesel em até cinco anos

A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou nesta quarta-feira (1º) que a estatal estuda viabilizar a autossuficiência do Brasil na produção...

02/04/2026 · 09h12 · Atualizado às 18h55
Petrobras avalia possibilidade de tornar Brasil autossuficiente em diesel em até cinco anos
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A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou nesta quarta-feira (1º) que a estatal estuda viabilizar a autossuficiência do Brasil na produção de óleo diesel em um prazo de até cinco anos.

Segundo Chambriard, a decisão surge diante da alta recente dos preços do combustível no mercado internacional, motivada pelo conflito no Irã. Atualmente, o país depende de importações para suprir cerca de 30% do consumo nacional de diesel, usado principalmente em caminhões, ônibus e tratores.

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O plano de negócios em revisão da Petrobras previa originalmente alcançar 80% da demanda doméstica com uma expansão de aproximadamente 300 mil barris de diesel por dia ao longo de cinco anos. Em evento sobre energia promovido pela CNN Brasil, em São Paulo, a presidente da estatal disse que a companhia está reavaliando esse objetivo e considerando a possibilidade de suprir 100% da demanda no mesmo período.

Refinarias

Chambriard detalhou que a ampliação da oferta pode ser obtida por meio de ações já em curso nas refinarias da empresa. Entre as iniciativas mencionadas está a expansão da Refinaria Abreu e Lima (Rnest), em Ipojuca (PE), que foi projetada para entregar 230 mil barris de diesel por dia e, com intervenções, deve chegar a 300 mil barris diários.

Outra frente envolve o aumento da produção na Refinaria Duque de Caxias (Reduc), no Rio de Janeiro, que, em conjunto com o Complexo de Energias Boaventura (antigo Comperj), tem capacidade atual de cerca de 240 mil barris por dia e poderá ser elevada para aproximadamente 350 mil barris.

A presidente informou ainda que todas as refinarias da Petrobras estão sendo avaliadas para ampliar a produção de diesel. Nas quatro unidades localizadas em São Paulo, estão sendo realizadas adaptações nas plantas que visam reduzir a produção de óleo combustível — destinado a fornos, caldeiras e turbinas — e priorizar o diesel.

Preço do diesel

De acordo com dados da ANP, entre o início do confronto no Irã, em 28 de fevereiro, e a semana encerrada em 22 de março, o preço do diesel S10 no Brasil subiu cerca de 23%. Em 14 de março, a Petrobras reajustou o preço do diesel em R$ 0,38 por litro.

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O governo federal adotou medidas para conter a alta, como a zeragem das alíquotas federais de PIS e Cofins sobre o combustível e a concessão de subvenção para produtores e importadores. Há também negociações com os estados para aplicar um subsídio adicional de R$ 1,20 por litro.

Nesta quarta-feira, a Petrobras anunciou reajuste de 55% no preço do querosene de aviação (QAV), que representa cerca de 30% dos custos das companhias aéreas.

Guerra e petróleo

O conflito no Oriente Médio atinge uma região responsável por grande parte da produção mundial de petróleo e por rotas estratégicas, como o Estreito de Ormuz, por onde passam cerca de 20% do petróleo global. Nesta quarta-feira, o barril do tipo Brent era negociado pouco acima de US$ 101 (aproximadamente R$ 520), ante cotação próxima de US$ 70 antes do início da guerra.

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O plano de negócios revisado da Petrobras começará a ser discutido em maio, com divulgação habitual prevista para novembro.

Com informações de Agência Brasil

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A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou nesta quarta-feira (1º) que a estatal estuda viabilizar a autossuficiência do Brasil na produção de óleo diesel em um prazo de até cinco anos.

Segundo Chambriard, a decisão surge diante da alta recente dos preços do combustível no mercado internacional, motivada pelo conflito no Irã. Atualmente, o país depende de importações para suprir cerca de 30% do consumo nacional de diesel, usado principalmente em caminhões, ônibus e tratores.

O plano de negócios em revisão da Petrobras previa originalmente alcançar 80% da demanda doméstica com uma expansão de aproximadamente 300 mil barris de diesel por dia ao longo de cinco anos. Em evento sobre energia promovido pela CNN Brasil, em São Paulo, a presidente da estatal disse que a companhia está reavaliando esse objetivo e considerando a possibilidade de suprir 100% da demanda no mesmo período.

Refinarias

Chambriard detalhou que a ampliação da oferta pode ser obtida por meio de ações já em curso nas refinarias da empresa. Entre as iniciativas mencionadas está a expansão da Refinaria Abreu e Lima (Rnest), em Ipojuca (PE), que foi projetada para entregar 230 mil barris de diesel por dia e, com intervenções, deve chegar a 300 mil barris diários.

Outra frente envolve o aumento da produção na Refinaria Duque de Caxias (Reduc), no Rio de Janeiro, que, em conjunto com o Complexo de Energias Boaventura (antigo Comperj), tem capacidade atual de cerca de 240 mil barris por dia e poderá ser elevada para aproximadamente 350 mil barris.

A presidente informou ainda que todas as refinarias da Petrobras estão sendo avaliadas para ampliar a produção de diesel. Nas quatro unidades localizadas em São Paulo, estão sendo realizadas adaptações nas plantas que visam reduzir a produção de óleo combustível — destinado a fornos, caldeiras e turbinas — e priorizar o diesel.

Preço do diesel

De acordo com dados da ANP, entre o início do confronto no Irã, em 28 de fevereiro, e a semana encerrada em 22 de março, o preço do diesel S10 no Brasil subiu cerca de 23%. Em 14 de março, a Petrobras reajustou o preço do diesel em R$ 0,38 por litro.

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O governo federal adotou medidas para conter a alta, como a zeragem das alíquotas federais de PIS e Cofins sobre o combustível e a concessão de subvenção para produtores e importadores. Há também negociações com os estados para aplicar um subsídio adicional de R$ 1,20 por litro.

Nesta quarta-feira, a Petrobras anunciou reajuste de 55% no preço do querosene de aviação (QAV), que representa cerca de 30% dos custos das companhias aéreas.

Guerra e petróleo

O conflito no Oriente Médio atinge uma região responsável por grande parte da produção mundial de petróleo e por rotas estratégicas, como o Estreito de Ormuz, por onde passam cerca de 20% do petróleo global. Nesta quarta-feira, o barril do tipo Brent era negociado pouco acima de US$ 101 (aproximadamente R$ 520), ante cotação próxima de US$ 70 antes do início da guerra.

O plano de negócios revisado da Petrobras começará a ser discutido em maio, com divulgação habitual prevista para novembro.

Com informações de Agência Brasil

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