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Saúde

Memorial da Pandemia no Rio homenageia mais de 700 mil vítimas da covid-19

O Ministério da Saúde inaugurou, nesta terça-feira (7), o Memorial da Pandemia no Centro Cultural do Ministério da Saúde (CCMS), no Rio de Janeiro,...

08/04/2026 · 08h55
Memorial da Pandemia no Rio homenageia mais de 700 mil vítimas da covid-19
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O Ministério da Saúde inaugurou, nesta terça-feira (7), o Memorial da Pandemia no Centro Cultural do Ministério da Saúde (CCMS), no Rio de Janeiro, destinado a lembrar as mais de 700 mil pessoas que morreram em decorrência da covid-19 no Brasil.

O CCMS reabriu após quase quatro anos de intervenções e recuperação que demandaram cerca de R$ 15 milhões em investimentos. No espaço de memória foram instaladas duas peças principais: um conjunto de pilastras com letreiros digitais que exibem os nomes das vítimas, acompanhados de informações sobre idade e cidade de residência; e uma escultura em alumínio naval que compõe quatro silhuetas humanas de mãos dadas, simbolizando a união da sociedade no enfrentamento da pandemia.

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Também foi apresentado o Memorial Digital da Pandemia, um portal desenvolvido em parceria com a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e a Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS).

O acervo reunido no memorial servirá de base para uma exposição itinerante que percorrerá seis capitais entre maio e janeiro de 2027, com lançamento em Brasília e encerramento previsto no Rio de Janeiro.

Ao falar do lançamento, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que o país viveu “uma crise sanitária e uma crise de responsabilidade pública” durante a pandemia e atribuiu ao negacionismo parte das vidas perdidas. “A ciência já demonstrou que grande parte das mortes poderia ter sido evitada se tivéssemos seguido as evidências, incentivado a vacinação e protegido a população”, afirmou. Ele acrescentou que preservar essa memória é fundamental para evitar a repetição dos mesmos erros e para que a defesa da ciência e da vida seja um princípio permanente na gestão da saúde pública.

Está prevista para junho, também no CCMS, a exposição “Vida Reinventada”, com curadoria da ex-ministra da Saúde Nísia Trindade. A mostra pretende apresentar as respostas sociais à pandemia por meio de uma articulação entre memória, ciência, arte e justiça.

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Guia de Pós-Covid

Na mesma ocasião, o Ministério da Saúde lançou, em parceria com a Fiocruz, o Guia Nacional de Manejo das Condições Pós-Covid no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). O documento estabelece orientações para identificar, diagnosticar e tratar sequelas persistentes da covid-19, conhecidas como pós-covid, e substitui normativas anteriores, passando a ser a referência única no SUS.

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O guia descreve manifestações clínicas que podem surgir a partir de quatro semanas após a infecção, inclusive em casos leves ou assintomáticos, e traz informações sobre complicações em sistemas como o cardiovascular, respiratório e neurológico, além de aspectos relacionados à saúde mental. Também apresenta protocolos diagnósticos, recomendações terapêuticas e fluxos assistenciais na Rede de Atenção à Saúde, com atenção especial a grupos vulneráveis.

Representantes de associações de familiares de vítimas celebraram as iniciativas. A Associação de Vítimas e Familiares de Vítimas da Covid-19 (Avico) destacou a importância do memorial e do guia. Paola Falceta, assistente social e uma das fundadoras da entidade, relatou ter perdido a mãe, de 81 anos, no início da pandemia, após infecção por covid contraída em hospital após cirurgia cardíaca. Segundo Paola, as medidas defendidas pela associação começaram por ações judiciais contra o governo do ex‑presidente Jair Bolsonaro e foram levadas adiante em diálogo com a atual gestão. Ela ressaltou a necessidade de preservar a memória como uma forma de justiça e de aprendizado, mesmo diante da dor que o tema ainda provoca em muitas pessoas.

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As ações de inauguração do memorial e de lançamento do guia integram esforços oficiais para registrar a memória da pandemia e orientar o atendimento a pacientes com sequelas no SUS.

Com informações de Agência Brasil

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O Ministério da Saúde inaugurou, nesta terça-feira (7), o Memorial da Pandemia no Centro Cultural do Ministério da Saúde (CCMS), no Rio de Janeiro, destinado a lembrar as mais de 700 mil pessoas que morreram em decorrência da covid-19 no Brasil.

O CCMS reabriu após quase quatro anos de intervenções e recuperação que demandaram cerca de R$ 15 milhões em investimentos. No espaço de memória foram instaladas duas peças principais: um conjunto de pilastras com letreiros digitais que exibem os nomes das vítimas, acompanhados de informações sobre idade e cidade de residência; e uma escultura em alumínio naval que compõe quatro silhuetas humanas de mãos dadas, simbolizando a união da sociedade no enfrentamento da pandemia.

Também foi apresentado o Memorial Digital da Pandemia, um portal desenvolvido em parceria com a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e a Organização Pan-Americana da Saúde/Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS).

O acervo reunido no memorial servirá de base para uma exposição itinerante que percorrerá seis capitais entre maio e janeiro de 2027, com lançamento em Brasília e encerramento previsto no Rio de Janeiro.

Ao falar do lançamento, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que o país viveu “uma crise sanitária e uma crise de responsabilidade pública” durante a pandemia e atribuiu ao negacionismo parte das vidas perdidas. “A ciência já demonstrou que grande parte das mortes poderia ter sido evitada se tivéssemos seguido as evidências, incentivado a vacinação e protegido a população”, afirmou. Ele acrescentou que preservar essa memória é fundamental para evitar a repetição dos mesmos erros e para que a defesa da ciência e da vida seja um princípio permanente na gestão da saúde pública.

Está prevista para junho, também no CCMS, a exposição “Vida Reinventada”, com curadoria da ex-ministra da Saúde Nísia Trindade. A mostra pretende apresentar as respostas sociais à pandemia por meio de uma articulação entre memória, ciência, arte e justiça.

Guia de Pós-Covid

Na mesma ocasião, o Ministério da Saúde lançou, em parceria com a Fiocruz, o Guia Nacional de Manejo das Condições Pós-Covid no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). O documento estabelece orientações para identificar, diagnosticar e tratar sequelas persistentes da covid-19, conhecidas como pós-covid, e substitui normativas anteriores, passando a ser a referência única no SUS.

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O guia descreve manifestações clínicas que podem surgir a partir de quatro semanas após a infecção, inclusive em casos leves ou assintomáticos, e traz informações sobre complicações em sistemas como o cardiovascular, respiratório e neurológico, além de aspectos relacionados à saúde mental. Também apresenta protocolos diagnósticos, recomendações terapêuticas e fluxos assistenciais na Rede de Atenção à Saúde, com atenção especial a grupos vulneráveis.

Representantes de associações de familiares de vítimas celebraram as iniciativas. A Associação de Vítimas e Familiares de Vítimas da Covid-19 (Avico) destacou a importância do memorial e do guia. Paola Falceta, assistente social e uma das fundadoras da entidade, relatou ter perdido a mãe, de 81 anos, no início da pandemia, após infecção por covid contraída em hospital após cirurgia cardíaca. Segundo Paola, as medidas defendidas pela associação começaram por ações judiciais contra o governo do ex‑presidente Jair Bolsonaro e foram levadas adiante em diálogo com a atual gestão. Ela ressaltou a necessidade de preservar a memória como uma forma de justiça e de aprendizado, mesmo diante da dor que o tema ainda provoca em muitas pessoas.

As ações de inauguração do memorial e de lançamento do guia integram esforços oficiais para registrar a memória da pandemia e orientar o atendimento a pacientes com sequelas no SUS.

Com informações de Agência Brasil

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