Apresentadora revela que se sentiu “atropelada” pelos sintomas e confessa medo de perder o marido e o emprego por causa do tabu em torno do envelhecimento.
SÃO PAULO – Conhecida por sua energia inabalável, Adriane Galisteu abriu o coração sobre a transição para a menopausa, descrevendo o processo como uma experiência “horrorosa” e “solitária” no início. Aos 53 anos, a apresentadora lançou o livro “Menopausa sem Mistérios” e intensificou sua missão de desmistificar o tema, revelando que o desequilíbrio hormonal a fez duvidar de sua própria identidade.
O “Atropelamento” do Climatério
Galisteu relatou que os primeiros sinais surgiram de forma sutil, mas logo se transformaram em um “trem a 200 km/h”.
- Sintomas Físicos: Queda de cabelo, flacidez repentina, insônia severa e os temidos “fogachos” (ondas de calor) que ocorriam até mesmo ao vivo na TV.
- Confusão Mental: Ela descreveu um quadro de irritabilidade e esquecimento que a fazia se sentir “rude e ridícula” com as pessoas ao seu redor.
- Ganho de Peso: A apresentadora mencionou a frustração de ver o corpo mudar — ficando “quadrada”, como ela mesma definiu — mesmo mantendo a mesma rotina de treinos e dieta.
O Medo da “Carta Fora do Baralho”
O relato mais impactante foi sobre o impacto emocional e a insegurança gerada pelo preconceito social:
“Bateu um desespero. Eu pensei: ‘Agora acabou, vou perder o marido, vou perder o meu trabalho’. Fiquei com vergonha. A menopausa sempre representou que você não presta para mais nada, que é uma carta fora do baralho”, desabafou Galisteu.
A apresentadora confessou que, inicialmente, tentou esconder os sintomas de todos, inclusive do marido, Alexandre Iódice, e que chegava a colocar sal debaixo da língua nos bastidores da TV, achando que sua pressão estava baixando, quando na verdade eram crises de calor.
A Virada: Informação e Tratamento
A mudança de perspectiva veio quando Galisteu buscou auxílio médico especializado e entendeu que a menopausa não é uma doença, mas uma fase que exige reposição hormonal assistida e ajustes no estilo de vida.
- Educação: Ela agora defende que “a informação é mais importante que o tratamento”.
- Rede de Apoio: Galisteu destacou que o apoio do marido foi fundamental após ela finalmente conseguir verbalizar o que estava sentindo.
- Livro e Ativismo: Em parceria com o ginecologista Dr. André Vinícius, seu livro busca oferecer o guia que ela não teve quando os sintomas começaram.
Destaques da Entrevista (17/04/2026)
- Vergonha: Adriane admitiu que o maior obstáculo foi vencer a própria ignorância e o preconceito de achar que a idade “não a pegaria”.
- Dica da Galisteu: “Não empurre com a barriga. Se você não se reconhece mais no espelho ou no humor, procure um médico. Existe solução e você não está estragada.”
O desabafo de Galisteu ressoa com milhões de mulheres que sofrem em silêncio.
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