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Economia

Brasil e Alemanha assinam declaração para ampliar cooperação em minerais críticos e terras raras

Brasil e Alemanha firmaram em 20 de abril de 2026, em Hannover, uma declaração conjunta de intenções para ampliar a cooperação científica e...

21/04/2026 · 13h51 · Atualizado às 13h10
Brasil e Alemanha assinam declaração para ampliar cooperação em minerais críticos e terras raras

Brasil e Alemanha firmaram em 20 de abril de 2026, em Hannover, uma declaração conjunta de intenções para ampliar a cooperação científica e tecnológica voltada a minerais críticos e terras raras, insumos considerados estratégicos para a transição energética e para o desenvolvimento de tecnologias emergentes.

O documento foi assinado durante a visita oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e resultado de um acordo entre o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) do Brasil e o Ministério Federal da Pesquisa, Tecnologia e Espaço da Alemanha. A iniciativa prevê ações conjuntas de pesquisa, desenvolvimento e inovação ao longo de toda a cadeia produtiva desses minerais, incluindo exploração, extração e processamento.

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Os minerais críticos são fundamentais para a produção de baterias, painéis solares e turbinas, entre outras tecnologias, e sua oferta mundial enfrenta riscos de escassez ou de concentração em poucos fornecedores. O Brasil, destacado no acordo, figura entre os maiores detentores dessas reservas no mundo.

Após o encontro bilateral com o chanceler alemão Friedrich Merz, o presidente Lula ressaltou a intenção de que o país não se limite à exportação de matéria-prima, buscando atrair etapas de beneficiamento e cadeias de processamento para o território brasileiro, com objetivo de agregar maior valor industrial ao produto nacional.

Na declaração divulgada com a assinatura do acordo, Merz também enfatizou o compromisso de ampliar investimentos em pesquisa e inovação nas áreas relacionadas a minerais críticos, incluindo terras raras e outros metais essenciais. Ambos os governos apontaram a importância de fortalecer capacidades industriais e a soberania tecnológica por meio de atividades de P&D.

Entre os compromissos previstos pelo acordo estão o apoio à inovação, com atenção especial a pequenas e médias empresas, o início de projetos conjuntos de pesquisa e desenvolvimento para a gestão responsável desses recursos e o intercâmbio de cientistas e pessoal técnico de pós-graduação. O texto prevê ainda a criação, ainda em 2026, de um programa bilateral de financiamento direto a instituições e empresas nacionais de ambos os países.

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Outros atos assinados

Além do acordo sobre minerais críticos, Brasil e Alemanha adotaram outros 14 atos conjuntos durante a visita de Lula. Entre eles estão um acordo para fortalecer o combate a crimes ambientais — como desmatamento, tráfico de fauna e flora, pesca e mineração ilegais — e um pacto de cooperação na área de inteligência artificial, com foco em governo digital e aplicações industriais.

Foi também assinada uma carta de intenções para ampliar recursos ao Fundo de Combate às Mudanças Climáticas, coordenado pelo governo brasileiro e operacionalizado pelo BNDES; o banco de desenvolvimento alemão KfW deverá aportar cerca de 500 milhões de euros nesse fundo. Os países rubricaram ainda documentos em temas como defesa, pesquisa oceânica, apoio a micro e pequenas empresas, pesquisa aeroespacial, tecnologias quânticas e economia circular.

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Em sua segunda visita oficial à Alemanha no atual mandato, Lula foi recebido com honras militares em Hannover e participou da abertura da Hannover Messe, a maior feira industrial do mundo, onde destacou oportunidades no setor de biocombustíveis e se reuniu com empresários brasileiros e alemães.

Com informações de Agência Brasil

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Brasil e Alemanha firmaram em 20 de abril de 2026, em Hannover, uma declaração conjunta de intenções para ampliar a cooperação científica e tecnológica voltada a minerais críticos e terras raras, insumos considerados estratégicos para a transição energética e para o desenvolvimento de tecnologias emergentes.

O documento foi assinado durante a visita oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e resultado de um acordo entre o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) do Brasil e o Ministério Federal da Pesquisa, Tecnologia e Espaço da Alemanha. A iniciativa prevê ações conjuntas de pesquisa, desenvolvimento e inovação ao longo de toda a cadeia produtiva desses minerais, incluindo exploração, extração e processamento.

Os minerais críticos são fundamentais para a produção de baterias, painéis solares e turbinas, entre outras tecnologias, e sua oferta mundial enfrenta riscos de escassez ou de concentração em poucos fornecedores. O Brasil, destacado no acordo, figura entre os maiores detentores dessas reservas no mundo.

Após o encontro bilateral com o chanceler alemão Friedrich Merz, o presidente Lula ressaltou a intenção de que o país não se limite à exportação de matéria-prima, buscando atrair etapas de beneficiamento e cadeias de processamento para o território brasileiro, com objetivo de agregar maior valor industrial ao produto nacional.

Na declaração divulgada com a assinatura do acordo, Merz também enfatizou o compromisso de ampliar investimentos em pesquisa e inovação nas áreas relacionadas a minerais críticos, incluindo terras raras e outros metais essenciais. Ambos os governos apontaram a importância de fortalecer capacidades industriais e a soberania tecnológica por meio de atividades de P&D.

Entre os compromissos previstos pelo acordo estão o apoio à inovação, com atenção especial a pequenas e médias empresas, o início de projetos conjuntos de pesquisa e desenvolvimento para a gestão responsável desses recursos e o intercâmbio de cientistas e pessoal técnico de pós-graduação. O texto prevê ainda a criação, ainda em 2026, de um programa bilateral de financiamento direto a instituições e empresas nacionais de ambos os países.

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Outros atos assinados

Além do acordo sobre minerais críticos, Brasil e Alemanha adotaram outros 14 atos conjuntos durante a visita de Lula. Entre eles estão um acordo para fortalecer o combate a crimes ambientais — como desmatamento, tráfico de fauna e flora, pesca e mineração ilegais — e um pacto de cooperação na área de inteligência artificial, com foco em governo digital e aplicações industriais.

Foi também assinada uma carta de intenções para ampliar recursos ao Fundo de Combate às Mudanças Climáticas, coordenado pelo governo brasileiro e operacionalizado pelo BNDES; o banco de desenvolvimento alemão KfW deverá aportar cerca de 500 milhões de euros nesse fundo. Os países rubricaram ainda documentos em temas como defesa, pesquisa oceânica, apoio a micro e pequenas empresas, pesquisa aeroespacial, tecnologias quânticas e economia circular.

Em sua segunda visita oficial à Alemanha no atual mandato, Lula foi recebido com honras militares em Hannover e participou da abertura da Hannover Messe, a maior feira industrial do mundo, onde destacou oportunidades no setor de biocombustíveis e se reuniu com empresários brasileiros e alemães.

Com informações de Agência Brasil

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