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Colesterol alto em cães e gatos indica doenças subjacentes e exige investigação veterinária

O aumento do colesterol em cães e gatos, condição conhecida como hipercolesterolemia, costuma ser um sinal de enfermidades associadas e não, na...

13/05/2026 · 21h19
Colesterol alto em cães e gatos indica doenças subjacentes e exige investigação veterinária

O aumento do colesterol em cães e gatos, condição conhecida como hipercolesterolemia, costuma ser um sinal de enfermidades associadas e não, na maioria dos casos, a causa primária do problema, alertam especialistas. Diferentemente dos humanos, eventos cardiovasculares ligados a placas de ateroma são raros nesses animais, mas níveis elevados de colesterol exigem investigação clínica para identificar doenças de base.

O que é e como age

O colesterol é uma gordura indispensável ao organismo, presente nas células e envolvida na produção de hormônios, na síntese de vitamina D e na composição das membranas celulares. No sangue, é transportado por lipoproteínas, entre elas LDL e HDL, classificadas na medicina humana como “colesterol ruim” e “colesterol bom”. Em cães e gatos a bioquímica é semelhante, porém a predisposição à aterosclerose é menor, em parte por predominância de HDL e diferenças no metabolismo lipídico.

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Causas mais comuns e sinais

Na prática veterinária, a hipercolesterolemia costuma ser secundária a outras patologias. As causas frequentes incluem hipotireoidismo (principalmente em cães), diabetes mellitus, hipercortisolismo (síndrome de Cushing), doenças hepatobiliares como colestase, pancreatite, obesidade e alimentação inadequada. Em felinos, níveis altos de colesterol aparecem com menor frequência de forma isolada e são frequentemente relacionados a diabetes mellitus, lipidose hepática e colestase.

Em muitos animais, a alteração não gera sinais clínicos evidentes, o que dificulta o diagnóstico. Quando surgem manifestações, podem envolver alterações oculares como lipemia retiniana ou, raramente, xantomas cutâneos. A hiperlipidemia também pode predispor à pancreatite, sobretudo em cães. Por isso, o colesterol elevado é tratado como um indicativo de possíveis distúrbios subjacentes que precisam ser investigados.

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico é feito por meio da dosagem sérica de colesterol, preferencialmente após jejum de 8 a 12 horas, e pode ser complementado pela medição de triglicerídeos. A interpretação considera histórico, espécie e estado geral do animal. Quando a alteração é secundária, a estratégia terapêutica prioriza o controle da doença de base, mudanças na dieta e manejo do peso.

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Em casos persistentes ou com risco clínico associado, medicamentos podem ser indicados. A ezetimiba reduz a absorção intestinal de colesterol, enquanto o bezafibrato, da classe dos fibratos, atua no metabolismo hepático, diminuindo triglicerídeos e ajudando a equilibrar o perfil lipídico. A manipulação farmacêutica permite ajustar doses e formas, facilitando a administração em preparações atraentes, como biscoitos ou molhos com sabores apreciados pelos animais.

Prevenção e acompanhamento

Exames veterinários regulares são recomendados para identificar alterações precocemente, especialmente em pacientes com fatores de risco metabólicos ou doenças endócrinas. Alimentação equilibrada, controle de peso e hábitos saudáveis são medidas importantes para preservar o metabolismo lipídico. Assim, o colesterol passa a ser visto como um marcador relevante da saúde metabólica dos pets e uma pista para diagnosticar precocemente condições que afetam sua qualidade de vida.

 

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O aumento do colesterol em cães e gatos, condição conhecida como hipercolesterolemia, costuma ser um sinal de enfermidades associadas e não, na maioria dos casos, a causa primária do problema, alertam especialistas. Diferentemente dos humanos, eventos cardiovasculares ligados a placas de ateroma são raros nesses animais, mas níveis elevados de colesterol exigem investigação clínica para identificar doenças de base.

O que é e como age

O colesterol é uma gordura indispensável ao organismo, presente nas células e envolvida na produção de hormônios, na síntese de vitamina D e na composição das membranas celulares. No sangue, é transportado por lipoproteínas, entre elas LDL e HDL, classificadas na medicina humana como “colesterol ruim” e “colesterol bom”. Em cães e gatos a bioquímica é semelhante, porém a predisposição à aterosclerose é menor, em parte por predominância de HDL e diferenças no metabolismo lipídico.

Causas mais comuns e sinais

Na prática veterinária, a hipercolesterolemia costuma ser secundária a outras patologias. As causas frequentes incluem hipotireoidismo (principalmente em cães), diabetes mellitus, hipercortisolismo (síndrome de Cushing), doenças hepatobiliares como colestase, pancreatite, obesidade e alimentação inadequada. Em felinos, níveis altos de colesterol aparecem com menor frequência de forma isolada e são frequentemente relacionados a diabetes mellitus, lipidose hepática e colestase.

Em muitos animais, a alteração não gera sinais clínicos evidentes, o que dificulta o diagnóstico. Quando surgem manifestações, podem envolver alterações oculares como lipemia retiniana ou, raramente, xantomas cutâneos. A hiperlipidemia também pode predispor à pancreatite, sobretudo em cães. Por isso, o colesterol elevado é tratado como um indicativo de possíveis distúrbios subjacentes que precisam ser investigados.

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico é feito por meio da dosagem sérica de colesterol, preferencialmente após jejum de 8 a 12 horas, e pode ser complementado pela medição de triglicerídeos. A interpretação considera histórico, espécie e estado geral do animal. Quando a alteração é secundária, a estratégia terapêutica prioriza o controle da doença de base, mudanças na dieta e manejo do peso.

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Em casos persistentes ou com risco clínico associado, medicamentos podem ser indicados. A ezetimiba reduz a absorção intestinal de colesterol, enquanto o bezafibrato, da classe dos fibratos, atua no metabolismo hepático, diminuindo triglicerídeos e ajudando a equilibrar o perfil lipídico. A manipulação farmacêutica permite ajustar doses e formas, facilitando a administração em preparações atraentes, como biscoitos ou molhos com sabores apreciados pelos animais.

Prevenção e acompanhamento

Exames veterinários regulares são recomendados para identificar alterações precocemente, especialmente em pacientes com fatores de risco metabólicos ou doenças endócrinas. Alimentação equilibrada, controle de peso e hábitos saudáveis são medidas importantes para preservar o metabolismo lipídico. Assim, o colesterol passa a ser visto como um marcador relevante da saúde metabólica dos pets e uma pista para diagnosticar precocemente condições que afetam sua qualidade de vida.

 

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