A deputada estadual Linda Brasil (Psol) levou à tribuna da Assembleia Legislativa de Sergipe (Alese), na terça-feira, 19, um apelo por políticas públicas que promovam respeito e dignidade à população LGBTQIAPN+. Em seu discurso, a parlamentar destacou a persistência de altos índices de violência contra esse segmento e convidou a sociedade a acompanhar a Sessão Especial marcada para a próxima quarta-feira, 20, em alusão ao Dia de Combate à LGBTfobia.
Ao relembrar marcos históricos, Linda Brasil citou a retirada da homossexualidade da lista de doenças mentais pela Organização Mundial da Saúde em 1990, para reforçar que orientação sexual e identidade de gênero não são enfermidades e, portanto, não se pode falar em “cura”.
Ela ressaltou que a data de 17 de maio passou a ser referência tanto nacional quanto internacional para enfrentamento da LGBTfobia. Em Sergipe e na capital Aracaju existem dispositivos legais que oficializam a data como momento para discutir pautas relevantes dirigidas à população LGBTQIA+.
Segundo a deputada, a quebra de estigmas é condição necessária para reduzir atos de violência. Linda Brasil apontou que o Brasil registra números elevados de homicídios dessa população e que a situação é ainda mais crítica para mulheres trans e travestis, cenário que, na avaliação dela, é alimentado por falta de informação e pela circulação de discursos de ódio.
Como primeira mulher trans a ocupar cadeira na Alese e que também foi vereadora em Aracaju, Linda reforçou a importância da presença em espaços institucionais e da formulação de ações públicas efetivas. Ela criticou o comportamento de agentes políticos que, em vez de defender medidas protetivas, acabam estimulando posturas contrárias aos direitos e à segurança dessas pessoas.

O evento na Alese, organizado pela deputada em parceria com movimentos sociais, será um ato simbólico para enaltecer a luta por direitos humanos e pelo respeito à diversidade. A sessão pretende discutir avanços e desafios, além de chamar atenção para a necessidade permanente de garantir a vida, a dignidade e a plena ocupação dos espaços sociais e institucionais pela população LGBTQIAPN+.
“Será um espaço para dialogar sobre avanços e desafios, para que possamos cada vez mais ocupar espaços na sociedade e diminuir a violência”, afirmou a parlamentar ao concluir sua fala.
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