O senador Rodrigo Pacheco descartou assumir a relatoria da PEC do fim da escala 6×1. Ele confirmou ainda ter recebido convite para relatar outra proposta no Senado.
Em coletiva de imprensa realizada nesta quarta-feira (17), o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) afirmou que não deve aceitar a relatoria da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que visa o fim da escala 6×1. Pacheco declarou:
“Há vários senadores com o interesse de relatar essa proposta. Eu não estou nesse rol dos que pediram a relatoria. Eu não serei o relator dessa matéria”
.
Na semana passada, informações indicaram que Pacheco era o nome apoiado pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para assumir a relatoria da proposta. A escolha de Pacheco, conforme interlocutores, seria parte de uma estratégia de Alcolumbre para forçar o governo a abrir um diálogo sobre a matéria, já que o Palácio do Planalto ainda não se manifestou sobre conversas com o presidente do Senado em relação a esta proposta.
Com uma relação próxima ao presidente da República, Pacheco tinha o respaldo para intermediar essa discussão. Entretanto, o senador optou por não aceitar o convite, ressaltando que já relatou diversas matérias importantes e obteve
“vários projetos aprovados”
na Casa. Para ele, é fundamental dar espaço a outro senador para assumir a relatoria e ter um
“domínio da pauta”
.
Pacheco também era o candidato preferido do presidente Lula para a disputa ao governo de Minas Gerais, mas decidiu encerrar sua trajetória política ao fim de seu mandato no Senado neste ano.
Além de não aceitar relatar a PEC do fim da escala 6×1, Pacheco confirmou que recebeu um convite de Alcolumbre para relatar a PEC da Segurança Pública. Ele comentou:
“O que houve, por parte do presidente Alcolumbre, foi uma ponderação a mim sobre a PEC da Segurança. Se pudesse contribuir”
. No entanto, a relatoria ainda não está confirmada, uma vez que outros senadores também demonstraram interesse na pauta.
Em maio, o presidente Lula fez um apelo ao presidente do Senado para que a votação da PEC da Segurança Pública fosse pautada, uma vez que a proposta está parada na Casa Alta há mais de três meses, após aprovação na Câmara. Esta PEC, que é um dos principais objetivos do governo federal no Congresso, busca o combate ao crime organizado e possui forte apelo popular para as eleições de outubro.
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