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Política

Sob pressão da PF, Wagner discute permanência no Senado com Lula

Lula se reunirá com Jaques Wagner nesta semana para discutir sua permanência como líder no Senado.

22/06/2026 · 00h00 · Atualizado às 04h43
Sob pressão da PF, Wagner discute permanência no Senado com Lula

A investigação da Polícia Federal colocou em xeque o futuro de Jaques Wagner na liderança do governo no Senado. Reunião com Lula esta semana pode definir seu destino no cargo.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve se reunir nesta semana com o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), para definir a permanência do senador em seu cargo. A reunião se torna ainda mais relevante após a investigação da Polícia Federal (PF) que atingiu Jaques na última quinta-feira (18), colocando sua posição em risco.

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A possibilidade de uma mudança na liderança do governo no Senado ganhou força, mas Wagner resiste, principalmente com foco nas eleições deste ano, onde busca a reeleição. A conversa entre Lula e Wagner depende dos compromissos do presidente, que nesta segunda-feira (22) estará no Rio de Janeiro e, em seguida, deve se dirigir a São Paulo.

A expectativa é que Jaques se encontre com lideranças do PT antes do encontro com o presidente. O senador estava na Bahia durante as operações da PF, mas Lula solicitou seu retorno a Brasília para discutir os próximos passos. Inicialmente, a ideia era que Wagner estivesse no Distrito Federal na última sexta-feira (19), mas o encontro foi adiado em razão dos desdobramentos da operação.

“Não acho que o Lula vai fazer isso, mas se ele fizer, é um direito dele. O cargo de líder do governo é do presidente da República, mas eu falei com ele hoje e ele sequer tocou nesse tema”, afirmou Jaques Wagner.

A pressão interna para que o governo apresente uma resposta às investigações da PF que envolvem o senador cresce. Há um consenso de que o caso pode impactar a campanha de Lula e reequilibrar o cenário eleitoral. A permanência de Jaques Wagner no cargo é defendida por dois principais argumentos.

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Primeiro, a situação eleitoral na Bahia é crucial. Jaques é popular no estado e as pesquisas mostram que ele está competindo com o ex-ministro Rui Costa pela liderança na corrida senatorial. Neste ano, dois senadores serão eleitos por estado, o que torna a posição de Wagner bastante competitiva.

Em segundo lugar, a proximidade histórica entre Lula e Wagner é um fator importante. O senador já ocupou cargos relevantes no governo, como o Ministério do Trabalho e a Casa Civil, e mantém uma relação de amizade e confiança com o presidente, o que pode favorecer sua permanência.

Sobre a situação atual, Jaques Wagner já declarou que não pedirá para deixar o cargo. Durante um evento em Belo Horizonte, Lula foi questionado sobre a permanência de Wagner, mas respondeu de forma ambígua, acenando com um “joia”.

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A investigação da PF, que é a 9ª fase da Operação Compliance Zero, teve como alvo o senador e investiga possíveis vínculos entre seus familiares e empresas ligadas ao liquidado Banco Master. A PF identificou indícios de recebimento de benefícios indevidos pelo parlamentar, e entre os itens apreendidos estão cerca de 55 mil dólares e 33 mil euros em endereços relacionados a Jaques em Brasília e Salvador.

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A investigação da Polícia Federal colocou em xeque o futuro de Jaques Wagner na liderança do governo no Senado. Reunião com Lula esta semana pode definir seu destino no cargo.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve se reunir nesta semana com o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), para definir a permanência do senador em seu cargo. A reunião se torna ainda mais relevante após a investigação da Polícia Federal (PF) que atingiu Jaques na última quinta-feira (18), colocando sua posição em risco.

A possibilidade de uma mudança na liderança do governo no Senado ganhou força, mas Wagner resiste, principalmente com foco nas eleições deste ano, onde busca a reeleição. A conversa entre Lula e Wagner depende dos compromissos do presidente, que nesta segunda-feira (22) estará no Rio de Janeiro e, em seguida, deve se dirigir a São Paulo.

A expectativa é que Jaques se encontre com lideranças do PT antes do encontro com o presidente. O senador estava na Bahia durante as operações da PF, mas Lula solicitou seu retorno a Brasília para discutir os próximos passos. Inicialmente, a ideia era que Wagner estivesse no Distrito Federal na última sexta-feira (19), mas o encontro foi adiado em razão dos desdobramentos da operação.

“Não acho que o Lula vai fazer isso, mas se ele fizer, é um direito dele. O cargo de líder do governo é do presidente da República, mas eu falei com ele hoje e ele sequer tocou nesse tema”, afirmou Jaques Wagner.

A pressão interna para que o governo apresente uma resposta às investigações da PF que envolvem o senador cresce. Há um consenso de que o caso pode impactar a campanha de Lula e reequilibrar o cenário eleitoral. A permanência de Jaques Wagner no cargo é defendida por dois principais argumentos.

Primeiro, a situação eleitoral na Bahia é crucial. Jaques é popular no estado e as pesquisas mostram que ele está competindo com o ex-ministro Rui Costa pela liderança na corrida senatorial. Neste ano, dois senadores serão eleitos por estado, o que torna a posição de Wagner bastante competitiva.

Em segundo lugar, a proximidade histórica entre Lula e Wagner é um fator importante. O senador já ocupou cargos relevantes no governo, como o Ministério do Trabalho e a Casa Civil, e mantém uma relação de amizade e confiança com o presidente, o que pode favorecer sua permanência.

Sobre a situação atual, Jaques Wagner já declarou que não pedirá para deixar o cargo. Durante um evento em Belo Horizonte, Lula foi questionado sobre a permanência de Wagner, mas respondeu de forma ambígua, acenando com um “joia”.

A investigação da PF, que é a 9ª fase da Operação Compliance Zero, teve como alvo o senador e investiga possíveis vínculos entre seus familiares e empresas ligadas ao liquidado Banco Master. A PF identificou indícios de recebimento de benefícios indevidos pelo parlamentar, e entre os itens apreendidos estão cerca de 55 mil dólares e 33 mil euros em endereços relacionados a Jaques em Brasília e Salvador.

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