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Economia

Ruralistas pressionam Motta por votação de renegociação de dívidas rurais

FPA se reunirá com Hugo Motta para discutir a renegociação de dívidas rurais.

23/06/2026 · 00h00 · Atualizado às 15h32
Ruralistas pressionam Motta por votação de renegociação de dívidas rurais

A bancada ruralista quer acelerar o projeto antes do Plano Safra 2026/27. Encontro com o presidente da Câmara pode definir o ritmo da votação.

Integrantes da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) devem se reunir hoje com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), para discutir a tramitação do projeto que cria mecanismos de renegociação de dívidas rurais. A informação foi confirmada por fontes da bancada ruralista, embora o encontro ainda não figure na agenda oficial da presidência da Câmara.

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A reunião ocorre em um momento em que a FPA busca acelerar a análise da proposta, considerada uma das prioridades do setor agropecuário antes do anúncio do Plano Safra 2026/27. Os parlamentares avaliam que os produtores endividados precisam de uma definição sobre o alongamento das dívidas para acessar o crédito da próxima safra.

“A expectativa é que a conversa com Hugo Motta ajude a definir ao menos um calendário para a tramitação da proposta”, afirmaram membros da FPA.

Nos bastidores, a reunião também visa reverter a sinalização de Hugo Motta de que a proposta não deve ser votada antes do recesso parlamentar. O presidente da Câmara expressou preocupação com os impactos fiscais do projeto e defende limites para as medidas de socorro ao setor agropecuário.

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Um dos principais impasses diz respeito ao custo da renegociação. O Ministério da Fazenda estima que o impacto pode chegar a R$ 140 bilhões ao longo de 13 anos, enquanto a FPA calcula um valor aproximado de R$ 65 bilhões no mesmo período. Essa divergência tem dificultado as negociações entre o governo e o Congresso desde que o texto foi aprovado pelo Senado Federal no último dia 10.

Parlamentares da bancada ruralista argumentam que o projeto tem caráter autorizativo e não cria uma obrigação imediata de execução orçamentária. Essa tese ganhou força após declarações do ministro da Fazenda, Dario Durigan, que indicou a disponibilidade de avançar com uma solução negociada que não comprometa o orçamento.

A FPA espera que a reunião de hoje com Hugo Motta contribua para que a tramitação da proposta possa ocorrer antes do início do recesso legislativo, previsto para o dia 18 de julho.

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A bancada ruralista quer acelerar o projeto antes do Plano Safra 2026/27. Encontro com o presidente da Câmara pode definir o ritmo da votação.

Integrantes da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) devem se reunir hoje com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), para discutir a tramitação do projeto que cria mecanismos de renegociação de dívidas rurais. A informação foi confirmada por fontes da bancada ruralista, embora o encontro ainda não figure na agenda oficial da presidência da Câmara.

A reunião ocorre em um momento em que a FPA busca acelerar a análise da proposta, considerada uma das prioridades do setor agropecuário antes do anúncio do Plano Safra 2026/27. Os parlamentares avaliam que os produtores endividados precisam de uma definição sobre o alongamento das dívidas para acessar o crédito da próxima safra.

“A expectativa é que a conversa com Hugo Motta ajude a definir ao menos um calendário para a tramitação da proposta”, afirmaram membros da FPA.

Nos bastidores, a reunião também visa reverter a sinalização de Hugo Motta de que a proposta não deve ser votada antes do recesso parlamentar. O presidente da Câmara expressou preocupação com os impactos fiscais do projeto e defende limites para as medidas de socorro ao setor agropecuário.

Um dos principais impasses diz respeito ao custo da renegociação. O Ministério da Fazenda estima que o impacto pode chegar a R$ 140 bilhões ao longo de 13 anos, enquanto a FPA calcula um valor aproximado de R$ 65 bilhões no mesmo período. Essa divergência tem dificultado as negociações entre o governo e o Congresso desde que o texto foi aprovado pelo Senado Federal no último dia 10.

Parlamentares da bancada ruralista argumentam que o projeto tem caráter autorizativo e não cria uma obrigação imediata de execução orçamentária. Essa tese ganhou força após declarações do ministro da Fazenda, Dario Durigan, que indicou a disponibilidade de avançar com uma solução negociada que não comprometa o orçamento.

A FPA espera que a reunião de hoje com Hugo Motta contribua para que a tramitação da proposta possa ocorrer antes do início do recesso legislativo, previsto para o dia 18 de julho.

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