Pular para o conteúdo principal
Aracaju, Quarta-feira, 16 de setembro de 2026
Pular para o conteúdo
Economia

Mercado aumenta previsão da inflação para 4,36% em 2026

A projeção do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu de 4,31% para 4,36% em 2026. O dado consta no...

06/04/2026 · 11h22
Mercado aumenta previsão da inflação para 4,36% em 2026
inflacion11

A projeção do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu de 4,31% para 4,36% em 2026. O dado consta no Boletim Focus divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira (6), pesquisa semanal que reúne expectativas de instituições financeiras sobre indicadores econômicos.

Segundo o relatório, a elevação na estimativa da inflação anual ocorre pela quarta semana consecutiva, em meio às tensões provocadas pela guerra no Oriente Médio. Apesar do aumento, a previsão permanece dentro do intervalo de tolerância da meta de inflação estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), cuja meta central é de 3% com margem de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo — ou seja, limite superior de 4,5% e inferior de 1,5%.

Publicidade

Em fevereiro, o IPCA registrou alta de 0,7%, pressionado principalmente por transportes e educação, aceleração em relação a janeiro (0,33%). O acumulado em 12 meses caiu para 3,81%, abaixo de 4% pela primeira vez desde maio de 2024. A inflação de março, que já pode refletir os efeitos do conflito no Oriente Médio, será divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na próxima quinta-feira (9).

Para 2027, a previsão de inflação do mercado subiu de 3,84% para 3,85%. As projeções para 2028 e 2029 permanecem em 3,6% e 3,5%, respectivamente.

Taxa Selic

O Banco Central utiliza a taxa Selic como principal ferramenta para atingir a meta de inflação; atualmente a Selic está em 14,75% ao ano, após corte de 0,25 ponto percentual na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). Antes do conflito no Irã, havia expectativa predominante de redução de 0,5 ponto.

Em julho de 2006 a Selic atingiu 15,25% ao ano — o maior nível desde então — e, entre setembro de 2024 e junho de 2025, foi elevada em sete decisões consecutivas. Em seguida, permaneceu sem alteração por quatro reuniões. Diante das incertezas do conflito no Oriente Médio, o BC não descarta rever o ciclo de redução de juros caso seja necessário. O próximo encontro do Copom está marcado para os dias 28 e 29 de abril.

Você pode se interessarConteúdo patrocinado · MGID
inflacion11

Na pesquisa Focus desta semana, a expectativa dos analistas para a Selic ao fim de 2026 manteve-se em 12,5% ao ano. Para 2027 e 2028, as projeções são de 10,5% e 10%, respectivamente, com 9,75% previsto para 2029.

PIB e câmbio

O Boletim Focus manteve a estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 1,85% para 2026. Para 2027, a previsão é de expansão de 1,8%, e, para 2028 e 2029, as projeções do mercado são de 2% ao ano para cada período. Em 2025, a economia brasileira cresceu 2,3%, segundo o IBGE, com avanço em todos os setores e destaque para a agropecuária.

A projeção para a cotação do dólar é de R$ 5,40 ao final de 2026 e R$ 5,45 ao fim de 2027.

Publicidade

 

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Recomendado para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
Mais conteúdos para vocêConteúdo patrocinado · MGID
Sugeridas pra vocêConteúdo patrocinado · MGID
Publicidade
3 min de leitura

A projeção do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu de 4,31% para 4,36% em 2026. O dado consta no Boletim Focus divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira (6), pesquisa semanal que reúne expectativas de instituições financeiras sobre indicadores econômicos.

Segundo o relatório, a elevação na estimativa da inflação anual ocorre pela quarta semana consecutiva, em meio às tensões provocadas pela guerra no Oriente Médio. Apesar do aumento, a previsão permanece dentro do intervalo de tolerância da meta de inflação estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), cuja meta central é de 3% com margem de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo — ou seja, limite superior de 4,5% e inferior de 1,5%.

Em fevereiro, o IPCA registrou alta de 0,7%, pressionado principalmente por transportes e educação, aceleração em relação a janeiro (0,33%). O acumulado em 12 meses caiu para 3,81%, abaixo de 4% pela primeira vez desde maio de 2024. A inflação de março, que já pode refletir os efeitos do conflito no Oriente Médio, será divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na próxima quinta-feira (9).

Para 2027, a previsão de inflação do mercado subiu de 3,84% para 3,85%. As projeções para 2028 e 2029 permanecem em 3,6% e 3,5%, respectivamente.

Taxa Selic

O Banco Central utiliza a taxa Selic como principal ferramenta para atingir a meta de inflação; atualmente a Selic está em 14,75% ao ano, após corte de 0,25 ponto percentual na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). Antes do conflito no Irã, havia expectativa predominante de redução de 0,5 ponto.

Em julho de 2006 a Selic atingiu 15,25% ao ano — o maior nível desde então — e, entre setembro de 2024 e junho de 2025, foi elevada em sete decisões consecutivas. Em seguida, permaneceu sem alteração por quatro reuniões. Diante das incertezas do conflito no Oriente Médio, o BC não descarta rever o ciclo de redução de juros caso seja necessário. O próximo encontro do Copom está marcado para os dias 28 e 29 de abril.

inflacion11

Na pesquisa Focus desta semana, a expectativa dos analistas para a Selic ao fim de 2026 manteve-se em 12,5% ao ano. Para 2027 e 2028, as projeções são de 10,5% e 10%, respectivamente, com 9,75% previsto para 2029.

PIB e câmbio

O Boletim Focus manteve a estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 1,85% para 2026. Para 2027, a previsão é de expansão de 1,8%, e, para 2028 e 2029, as projeções do mercado são de 2% ao ano para cada período. Em 2025, a economia brasileira cresceu 2,3%, segundo o IBGE, com avanço em todos os setores e destaque para a agropecuária.

A projeção para a cotação do dólar é de R$ 5,40 ao final de 2026 e R$ 5,45 ao fim de 2027.

 

Gostou? Compartilhe com quem precisa saber:

Receba as notícias no seu WhatsApp

Entre no nosso canal oficial e fique por dentro de tudo que acontece em Sergipe

Entrar no canal →

Publicidade

EM ALTA AGORA