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Policial

Vorcaro busca novo advogado para avançar em delação premiada

Daniel Vorcaro busca novo advogado para avançar em delação premiada após recusa da PF.

27/06/2026 · 00h00 · Atualizado às 08h27
Vorcaro busca novo advogado para avançar em delação premiada

O ex-banqueiro Daniel Vorcaro está em busca da contratação de uma nova equipe de advogados com o objetivo de destravar as negociações para um novo acordo de delação premiada. Até o momento, as duas primeiras propostas apresentadas foram recusadas pela Polícia Federal (PF) e pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

A movimentação em relação à nova equipe de advogados ocorre em meio a uma mudança na situação do empresário. Na última quinta-feira (25), Vorcaro foi transferido para uma cela especial no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como “Papudinha”.

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Fontes próximas ao ex-banqueiro informaram que a busca por novos advogados envolve a disputa entre pelo menos três escritórios de advocacia de Brasília. O intuito é contratar criminalistas de renome para facilitar as negociações com as autoridades competentes.

Atualmente, a defesa de Vorcaro é realizada pelo advogado Sérgio Leonardo, que assumiu a representação após a saída de outro defensor. Sobre o impasse nas negociações para a delação, há uma divergência de avaliações entre o ex-banqueiro e as autoridades. Vorcaro teria declarado a aliados que percebe uma “má vontade” da PF em relação aos documentos apresentados até o momento, além de afirmar que pretende reunir provas “mais robustas” para uma nova tentativa de acordo.

Por outro lado, investigadores e delegados da PF demonstraram ceticismo quanto à capacidade do ex-banqueiro de trazer novidades ao caso, reiterando que um acordo só seria aceito se fossem apresentadas informações comprovadas que envolvessem autoridades nos esquemas investigados.

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A PF já havia manifestado desconforto quanto à custódia prolongada de Vorcaro em sua superintendência no Distrito Federal. Segundo relatos, a unidade não possui infraestrutura adequada para detenções de longo prazo, o que levou a adaptações improvisadas nas celas e ao auxílio de policiais penais federais para reforçar a segurança. Além disso, há limitações no fornecimento de refeições e lavanderia, e a ausência de um espaço apropriado para o banho de sol do ex-banqueiro.

A transferência para a “Papudinha” foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que justificou a decisão com o argumento de que a permanência nas instalações da PF não era mais considerada adequada. O ministro ressaltou que essa medida é “absolutamente dissociada” de qualquer debate sobre a existência de tratativas para um acordo de colaboração premiada.

Na nova unidade prisional, Vorcaro ocupa uma cela especial destinada a autoridades ou presos que, por questões de segurança, não podem ser mantidos com detentos comuns. A Polícia Militar deve adotar medidas para impedir que ele tenha contato com outros investigados do “Caso Master” que também estão no batalhão.

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O ex-banqueiro Daniel Vorcaro está em busca da contratação de uma nova equipe de advogados com o objetivo de destravar as negociações para um novo acordo de delação premiada. Até o momento, as duas primeiras propostas apresentadas foram recusadas pela Polícia Federal (PF) e pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

A movimentação em relação à nova equipe de advogados ocorre em meio a uma mudança na situação do empresário. Na última quinta-feira (25), Vorcaro foi transferido para uma cela especial no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como “Papudinha”.

Fontes próximas ao ex-banqueiro informaram que a busca por novos advogados envolve a disputa entre pelo menos três escritórios de advocacia de Brasília. O intuito é contratar criminalistas de renome para facilitar as negociações com as autoridades competentes.

Atualmente, a defesa de Vorcaro é realizada pelo advogado Sérgio Leonardo, que assumiu a representação após a saída de outro defensor. Sobre o impasse nas negociações para a delação, há uma divergência de avaliações entre o ex-banqueiro e as autoridades. Vorcaro teria declarado a aliados que percebe uma “má vontade” da PF em relação aos documentos apresentados até o momento, além de afirmar que pretende reunir provas “mais robustas” para uma nova tentativa de acordo.

Por outro lado, investigadores e delegados da PF demonstraram ceticismo quanto à capacidade do ex-banqueiro de trazer novidades ao caso, reiterando que um acordo só seria aceito se fossem apresentadas informações comprovadas que envolvessem autoridades nos esquemas investigados.

A PF já havia manifestado desconforto quanto à custódia prolongada de Vorcaro em sua superintendência no Distrito Federal. Segundo relatos, a unidade não possui infraestrutura adequada para detenções de longo prazo, o que levou a adaptações improvisadas nas celas e ao auxílio de policiais penais federais para reforçar a segurança. Além disso, há limitações no fornecimento de refeições e lavanderia, e a ausência de um espaço apropriado para o banho de sol do ex-banqueiro.

A transferência para a “Papudinha” foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que justificou a decisão com o argumento de que a permanência nas instalações da PF não era mais considerada adequada. O ministro ressaltou que essa medida é “absolutamente dissociada” de qualquer debate sobre a existência de tratativas para um acordo de colaboração premiada.

Na nova unidade prisional, Vorcaro ocupa uma cela especial destinada a autoridades ou presos que, por questões de segurança, não podem ser mantidos com detentos comuns. A Polícia Militar deve adotar medidas para impedir que ele tenha contato com outros investigados do “Caso Master” que também estão no batalhão.

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