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Preço do leite se mantém estável, mas varia entre regiões produtoras do Brasil

Preço do leite se mantém estável em maio, mas varia entre as regiões do Brasil.

04/07/2026 · 17h49
Preço do leite se mantém estável, mas varia entre regiões produtoras do Brasil

O preço do leite pago ao produtor permaneceu praticamente estável em maio, conforme levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP). A chamada “Média Brasil” fechou o mês em R$ 2,6617 por litro, apresentando uma leve queda de 0,45% em relação ao mês anterior.

Na comparação com maio de 2025, o recuo foi de 3,8%, considerando os valores corrigidos pela inflação. O comportamento dos preços, no entanto, variou entre as regiões produtoras. Enquanto Sudeste e Centro-Oeste registraram novas altas, a Região Sul apresentou queda nas cotações.

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Segundo o Cepea, a oferta de leite segue mais restrita no Sudeste e Centro-Oeste devido à sazonalidade da produção e à redução dos investimentos realizados por muitos pecuaristas após as margens apertadas registradas em 2025. Esse cenário mantém elevada a concorrência entre os laticínios pela compra de matéria-prima.

“As condições climáticas favoráveis e a boa qualidade das pastagens de inverno na Região Sul aumentaram a oferta de leite, pressionando os preços pagos aos produtores”, afirmou o Cepea.

Apesar da estabilidade nos preços, a captação nacional de leite continua abaixo do registrado no ano anterior. O Índice de Captação de Leite (ICAP-L) teve alta de apenas 0,07% entre abril e maio, mas acumula uma retração de 13,7% em 2026.

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Pela primeira vez neste ano, o Custo Operacional Efetivo (COE) da atividade leiteira apresentou queda. Em maio, o indicador recuou 1,39% na média nacional, embora os custos de produção ainda acumulassem alta de 1,8% no ano, impulsionados principalmente pelas despesas com alimentação do rebanho, sanidade animal e operações mecanizadas.

No mercado de derivados, a demanda mais fraca pressionou principalmente o leite longa vida, com o preço do leite UHT caindo 7,56% em maio na comparação com abril. Os preços da muçarela e do leite em pó permaneceram praticamente estáveis, com leves altas de 0,12% e 0,13%, respectivamente.

O Brasil importou 226,2 milhões de litros equivalentes de leite em maio, volume 3,58% superior ao de abril e 28% acima do registrado no mesmo mês do ano passado. As exportações também cresceram, avançando 45,3% e totalizando 5,81 milhões de litros equivalentes de leite, embora o volume embarcado tenha ficado 21,4% abaixo do observado em maio de 2025.

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Na avaliação do Cepea, o mercado de leite continua marcado por uma oferta restrita em parte das principais bacias produtoras, enquanto a demanda enfraquecida por derivados e o aumento das importações limitam uma recuperação mais consistente dos preços ao produtor.

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O preço do leite pago ao produtor permaneceu praticamente estável em maio, conforme levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP). A chamada “Média Brasil” fechou o mês em R$ 2,6617 por litro, apresentando uma leve queda de 0,45% em relação ao mês anterior.

Na comparação com maio de 2025, o recuo foi de 3,8%, considerando os valores corrigidos pela inflação. O comportamento dos preços, no entanto, variou entre as regiões produtoras. Enquanto Sudeste e Centro-Oeste registraram novas altas, a Região Sul apresentou queda nas cotações.

Segundo o Cepea, a oferta de leite segue mais restrita no Sudeste e Centro-Oeste devido à sazonalidade da produção e à redução dos investimentos realizados por muitos pecuaristas após as margens apertadas registradas em 2025. Esse cenário mantém elevada a concorrência entre os laticínios pela compra de matéria-prima.

“As condições climáticas favoráveis e a boa qualidade das pastagens de inverno na Região Sul aumentaram a oferta de leite, pressionando os preços pagos aos produtores”, afirmou o Cepea.

Apesar da estabilidade nos preços, a captação nacional de leite continua abaixo do registrado no ano anterior. O Índice de Captação de Leite (ICAP-L) teve alta de apenas 0,07% entre abril e maio, mas acumula uma retração de 13,7% em 2026.

Pela primeira vez neste ano, o Custo Operacional Efetivo (COE) da atividade leiteira apresentou queda. Em maio, o indicador recuou 1,39% na média nacional, embora os custos de produção ainda acumulassem alta de 1,8% no ano, impulsionados principalmente pelas despesas com alimentação do rebanho, sanidade animal e operações mecanizadas.

No mercado de derivados, a demanda mais fraca pressionou principalmente o leite longa vida, com o preço do leite UHT caindo 7,56% em maio na comparação com abril. Os preços da muçarela e do leite em pó permaneceram praticamente estáveis, com leves altas de 0,12% e 0,13%, respectivamente.

O Brasil importou 226,2 milhões de litros equivalentes de leite em maio, volume 3,58% superior ao de abril e 28% acima do registrado no mesmo mês do ano passado. As exportações também cresceram, avançando 45,3% e totalizando 5,81 milhões de litros equivalentes de leite, embora o volume embarcado tenha ficado 21,4% abaixo do observado em maio de 2025.

Na avaliação do Cepea, o mercado de leite continua marcado por uma oferta restrita em parte das principais bacias produtoras, enquanto a demanda enfraquecida por derivados e o aumento das importações limitam uma recuperação mais consistente dos preços ao produtor.

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