As exportações brasileiras de petróleo em junho de 2026 somaram US$ 6,28 bilhões, marcando um crescimento de 78,9% em relação ao mesmo período do ano anterior. O aumento foi impulsionado pela elevação dos preços internacionais da commodity, conforme dados divulgados pelo governo nesta sexta-feira (3).
O preço médio de exportação do petróleo subiu 67,6%, alcançando US$ 740,53 por tonelada. Esse aumento é resultado da restrição de oferta no Estreito de Ormuz, em meio ao conflito entre Estados Unidos e Israel contra o Irã. Os embarques de petróleo totalizaram 8,48 milhões de toneladas no mês, apresentando um avanço de 6,8% na comparação anual.
Outro destaque nas exportações foi o minério de ferro e seus concentrados, que cresceram 17,7% em junho em relação ao ano anterior, totalizando 42,23 milhões de toneladas. Em valor, as exportações deste produto somaram US$ 2,85 bilhões, o que representa uma alta de 20%. O preço médio também avançou 1,9%, situando-se em US$ 67,42 por tonelada.
No setor agrícola, as exportações de soja atingiram 14,5 milhões de toneladas em junho, com um crescimento de 8% em comparação ao mesmo mês de 2025. Em termos de receita, os embarques chegaram a US$ 6,26 bilhões, um aumento de 17,3%, enquanto o preço médio subiu 8,5%, alcançando US$ 431,62 por tonelada.
As exportações de café não torrado também se destacaram, totalizando 167,9 mil toneladas, um aumento de 25,4% na comparação anual. Contudo, a receita permaneceu praticamente estável, em US$ 935,6 milhões, apresentando uma leve alta de 0,2%, influenciada pela queda de 20,1% no preço médio.
No segmento de proteínas, os embarques de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada chegaram a 279,7 mil toneladas em junho, com um crescimento de 16% em relação ao ano anterior, resultando em uma receita de US$ 1,83 bilhão, alta de 39,2%. As exportações de carne de aves também mostraram desempenho positivo, totalizando 452,5 mil toneladas, um crescimento de 44,6%, e um aumento no valor exportado de 62,4%, alcançando US$ 912,8 milhões.
Por outro lado, as exportações de açúcares e melaços tiveram um recuo de 7,2% em volume, totalizando 3,13 milhões de toneladas. Em valor, esses embarques somaram US$ 1,09 bilhão, o que representa uma queda de 24,3%, influenciada pela retração de 18,4% no preço médio, que ficou em US$ 349,59 por tonelada.
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