No primeiro trimestre de 2026, 58% das mulheres empreendedoras estavam inseridas no segmento de serviços. Os dados, coletados pelo Sebrae, revelaram que 23,1% atuavam no comércio, enquanto 11,6% estavam na indústria e 6,3% na agropecuária. A participação das mulheres na construção civil foi de apenas 0,9%, contrastando com os 18,9% dos homens que trabalhavam nesse setor.
A remuneração média mensal das mulheres empreendedoras no mesmo período foi de R$ 3.148,88, um valor que representa 22% a menos em comparação à média dos homens empreendedores, que alcançaram R$ 4.037,71. Apesar disso, o rendimento das mulheres apresentou um crescimento significativo de 40% em relação ao primeiro trimestre de 2021, quando a média era de R$ 2.238,53. Considerando a inflação acumulada de 35% nesse período, o aumento real foi de apenas 5% ao longo de cinco anos.
Os homens empreendedores, por sua vez, também experimentaram um aumento no salário médio, que subiu de R$ 3.158,82 para R$ 4.037,71, o que representa uma alta de 28%. Ao analisar a carga horária, as mulheres trabalhavam em média 35 horas por semana, ou seja, 14% a menos do que os homens, que registraram uma média de 40 horas.
Em termos de educação, 37,2% das mulheres donas de negócios tinham pelo menos um curso superior incompleto. Em comparação, apenas 21,9% dos homens apresentavam esse nível de escolaridade. Além disso, o percentual de empreendedoras sem instrução foi de 1,3%, enquanto para os homens esse número subiu para 2,8%.



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