O PP (Partido Progressistas) anunciou que Rogério Lisboa, ex-prefeito de Nova Iguaçu, não irá mais concorrer como vice-governador do Rio de Janeiro na chapa liderada por Douglas Ruas, presidente da Alerj (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro). A informação foi divulgada em nota assinada pelo deputado federal Dr. Luizinho, presidente estadual do PP no Rio de Janeiro, que afirmou que a decisão é “de caráter estritamente pessoal” e visa preservar a “excelente relação construída” entre Lisboa e Ruas.
Lisboa, que em fevereiro deste ano havia aceitado o “desafio” de compor a chapa ao Palácio Guanabara, expressou sua crença na política como um instrumento de transformação. Ele declarou em suas redes sociais que aceitou o convite guiado pelos valores que orientam sua vida pública, caminhando ao lado de Douglas Ruas. “Sempre acreditei na política como instrumento de transformação real na vida das pessoas”, afirmou o ex-prefeito.
“Foi com esse propósito, e guiado pelos valores que orientam minha vida pública, que aceitei o desafio de caminhar ao lado do meu amigo Douglas Ruas como pré-candidato a vice-governador do Rio de Janeiro”, destacou Lisboa.
No comunicado, Dr. Luizinho também ressaltou que Lisboa mantém “profunda admiração, respeito e amizade por Douglas Ruas”, reconhecendo sua trajetória pública, capacidade de liderança e dedicação ao Estado do Rio de Janeiro.
A desistência de Lisboa ocorre em um cenário de indefinições na chapa inicial. A foto que acompanhou o anúncio de fevereiro mostrava, além dos candidatos a governador e vice, o prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella, e o ex-governador Cláudio Castro, ambos então pré-candidatos ao Senado Federal, junto com Flávio Bolsonaro, senador e pré-candidato à Presidência da República.
Em maio, Cláudio Castro anunciou sua desistência da pré-candidatura ao Senado, alegando que precisava focar em sua defesa em investigações da Polícia Federal. Para substituir Castro, o PL (Partido Liberal) escolheu o senador Carlos Portinho. A pré-candidatura de Márcio Canella também foi alvo de questionamentos devido a investigações da PF sobre um suposto esquema de lavagem de dinheiro e sua prisão em flagrante após a apreensão de um fuzil em seu veículo.
Além disso, a federação União Progressista (União Brasil-PP) em São Paulo deverá apoiar Flávio Bolsonaro à presidência, embora a decisão não seja um consenso em âmbito nacional, onde a federação pode optar por permanecer neutra.
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