Uma pesquisa realizada pelo A.C. Camargo Cancer Center e pela Nexus, divulgada nesta segunda-feira, 20 de julho de 2026, revelou que 8 em cada 10 brasileiros conseguem identificar como graves os principais sintomas do câncer colorretal, mesmo sem um histórico familiar próximo da doença. O levantamento completo pode ser acessado em formato PDF.
Entre os entrevistados que reconheceram a gravidade de sinais como sangue nas fezes ou alterações no funcionamento intestinal por mais de um mês, 42% classificaram esses sintomas como “muito graves”. Para aqueles que já tiveram contato com a doença em familiares ou conhecidos, esse percentual sobe para 44%. Isso demonstra uma consciência crescente sobre a seriedade dos sintomas relacionados ao câncer.
O estudo também indicou que 67% dos brasileiros concordam que a presença de sangue nas fezes ou alterações intestinais prolongadas podem ser indicadores da doença, no entanto, apenas 24% expressaram essa concordância de forma intensa. A maioria, 43%, mostrou uma concordância moderada, sugerindo que ainda há espaço para aumentar a conscientização sobre a importância de buscar ajuda médica.
Em relação à reação diante dos sintomas, dos 9% dos entrevistados que relataram já ter notado sangue nas fezes, 59% buscaram atendimento médico imediatamente. Por outro lado, 40% não tiveram essa mesma atitude. Entre aqueles que não procuraram ajuda de imediato, 19% optaram por não fazer nada, enquanto 10% esperaram dias ou semanas antes de consultar um médico. Outros 7% recorreram a remédios caseiros ou ajustes na alimentação, 3% foram à farmácia em busca de medicação sem orientação e 1% pesquisou na internet antes de buscar ajuda profissional.
Adicionalmente, o Instituto Nacional de Câncer (Inca) estimou que, entre 2026 e 2028, serão registrados anualmente cerca de 53.810 novos casos de câncer colorretal no Brasil. Essa estatística reforça a necessidade de conscientização e ações preventivas em relação à saúde da população brasileira.
A pesquisa “A saúde do brasileiro, hábitos de vida e o uso de tecnologia em diagnósticos médicos” foi conduzida pela Nexus por meio de entrevistas presenciais com 2.015 pessoas a partir dos 16 anos em todo o país. A coleta de dados ocorreu entre 25 e 30 de junho de 2026, com uma margem de erro de 2 pontos percentuais e um intervalo de confiança de 95%.
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