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Política Externa

Troca de ataques entre EUA e Irã intensifica conflitos no Oriente Médio

Troca de ataques entre EUA e Irã se intensifica, afetando segurança e economia global.

20/07/2026 · 00h00 · Atualizado às 11h25
Troca de ataques entre EUA e Irã intensifica conflitos no Oriente Médio

A Guarda Revolucionária do Irã afirmou nesta segunda-feira (20) ter atacado a Base Aérea de Al-Sakhir, o Porto de Bin Salman no Bahrein e a Base de Arifjan no Kuwait. As forças armadas do Kuwait informaram que estavam “interceptando alvos hostis” pela segunda vez nesta segunda-feira. O anúncio ocorre após um fim de semana intenso de trocas de ataques, com as Forças dos Estados Unidos atingindo o território iraniano e Teerã bombardeando nações árabes e do Golfo aliadas dos americanos.

No Estreito de Ormuz, um navio-tanque foi “atingido por um projétil desconhecido”, informou a autoridade marítima do Reino Unido nesta segunda-feira (20). A embarcação pegou fogo e ficou à deriva na costa de Omã, enquanto a tripulação “abandonou a embarcação em segurança”.

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Os ataques fazem parte de uma escalada no confronto entre os Estados Unidos e o Irã, após um acordo de cessar-fogo provisório, assinado há um mês, ter fracassado. Isso aprofundou a disputa pelo controle do Estreito de Ormuz, prejudicando o fornecimento de energia e alimentando temores de inflação global.

No final do domingo (19), autoridades governamentais dos dois lados insistiam que a chave para a diplomacia estava além do acordo provisório assinado entre os países, acrescentando que prosseguiriam com ataques de caráter “defensivo”. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, alertou que Teerã não implementaria o acordo de 14 pontos depois que Washington o “violou”.

“Não se pode manter um MOU (memorando) em vigor se os termos estão sendo violados”, declarou Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA.

Na mais recente baixa americana, as Forças Armadas dos EUA informaram que um militar morreu no sábado (18), no norte do Iraque, durante a detonação controlada de munição não detonada pertencente a um drone de ataque iraniano abatido. O número total de militares americanos mortos desde o início da guerra chegou a 17, enquanto mais de 420 ficaram feridos.

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No Irã, mais de 50 pessoas morreram e outras 517 ficaram feridas entre 27 de junho e 19 de julho, de acordo com informações da agência estatal IRNA.

Os Houthis do Iémen, alinhados ao Irã, anunciaram também nesta segunda-feira a imposição de um bloqueio naval à Arábia Saudita. A medida abre uma nova frente na guerra do Oriente Médio, ampliando a ameaça ao abastecimento global de energia e ao comércio.

O fechamento total do Estreito de Bab el-Mandeb reduziria a oferta global de petróleo em 7%, dificultando as exportações de petróleo saudita. Esforços diplomáticos para restaurar o cessar-fogo estão sendo considerados, com uma proposta de mediadores para um cessar-fogo de 10 dias sendo avaliada por Teerã.

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Os preços do petróleo chegaram a superar brevemente os 90 dólares por barril nesta segunda-feira, após novas interrupções na navegação pelo Estreito de Ormuz.

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A Guarda Revolucionária do Irã afirmou nesta segunda-feira (20) ter atacado a Base Aérea de Al-Sakhir, o Porto de Bin Salman no Bahrein e a Base de Arifjan no Kuwait. As forças armadas do Kuwait informaram que estavam “interceptando alvos hostis” pela segunda vez nesta segunda-feira. O anúncio ocorre após um fim de semana intenso de trocas de ataques, com as Forças dos Estados Unidos atingindo o território iraniano e Teerã bombardeando nações árabes e do Golfo aliadas dos americanos.

No Estreito de Ormuz, um navio-tanque foi “atingido por um projétil desconhecido”, informou a autoridade marítima do Reino Unido nesta segunda-feira (20). A embarcação pegou fogo e ficou à deriva na costa de Omã, enquanto a tripulação “abandonou a embarcação em segurança”.

Os ataques fazem parte de uma escalada no confronto entre os Estados Unidos e o Irã, após um acordo de cessar-fogo provisório, assinado há um mês, ter fracassado. Isso aprofundou a disputa pelo controle do Estreito de Ormuz, prejudicando o fornecimento de energia e alimentando temores de inflação global.

No final do domingo (19), autoridades governamentais dos dois lados insistiam que a chave para a diplomacia estava além do acordo provisório assinado entre os países, acrescentando que prosseguiriam com ataques de caráter “defensivo”. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, alertou que Teerã não implementaria o acordo de 14 pontos depois que Washington o “violou”.

“Não se pode manter um MOU (memorando) em vigor se os termos estão sendo violados”, declarou Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA.

Na mais recente baixa americana, as Forças Armadas dos EUA informaram que um militar morreu no sábado (18), no norte do Iraque, durante a detonação controlada de munição não detonada pertencente a um drone de ataque iraniano abatido. O número total de militares americanos mortos desde o início da guerra chegou a 17, enquanto mais de 420 ficaram feridos.

No Irã, mais de 50 pessoas morreram e outras 517 ficaram feridas entre 27 de junho e 19 de julho, de acordo com informações da agência estatal IRNA.

Os Houthis do Iémen, alinhados ao Irã, anunciaram também nesta segunda-feira a imposição de um bloqueio naval à Arábia Saudita. A medida abre uma nova frente na guerra do Oriente Médio, ampliando a ameaça ao abastecimento global de energia e ao comércio.

O fechamento total do Estreito de Bab el-Mandeb reduziria a oferta global de petróleo em 7%, dificultando as exportações de petróleo saudita. Esforços diplomáticos para restaurar o cessar-fogo estão sendo considerados, com uma proposta de mediadores para um cessar-fogo de 10 dias sendo avaliada por Teerã.

Os preços do petróleo chegaram a superar brevemente os 90 dólares por barril nesta segunda-feira, após novas interrupções na navegação pelo Estreito de Ormuz.

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