Durante uma transmissão ao vivo no canal do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, na segunda-feira (20.jul.2026), Daniella Marques, integrante do núcleo de economia da pré-campanha à presidência do senador Flávio Bolsonaro, destacou a importância do programa Brasil por Elas. Segundo ela, essa iniciativa foi criada a partir de indicadores sociais e econômicos que refletem a realidade das mulheres brasileiras.
Daniella explicou que a proposta visa ampliar a autonomia feminina por meio da inclusão digital, da qualificação profissional e da inserção no mercado de trabalho. Em sua defesa do programa, ela rejeitou a noção de que as mulheres devem ser tratadas como vítimas.
“Mulheres não são vítimas da sociedade. As mulheres são fortes. Quem tem força para parir um filho tem força para qualquer coisa”,
afirmou.
A declaração já havia sido feita em uma entrevista gravada em 23 de junho, onde Daniella ressaltou que as políticas públicas direcionadas às mulheres deveriam priorizar a liberdade econômica, o empreendedorismo e a segurança, em contrapartida ao que chamou de discurso de vitimização. Na ocasião, a ex-presidente da Caixa Econômica Federal reiterou:
“As mulheres não são vítimas da sociedade. As mulheres são fortes. Eu brinco que quem tem força para parir um filho tem força para qualquer coisa. É um dom divino. As mulheres, ao longo do tempo, tornaram-se instrumento de um discurso político com poucas soluções práticas para a vida real delas. A vida real é econômica.”
Daniella também enfatizou a necessidade de que a pauta feminina ocupe um espaço central na pré-campanha de Flávio Bolsonaro, com foco na geração de renda, autonomia financeira e no combate à violência contra as mulheres. Ela destacou que mais da metade dos lares brasileiros é chefiada por mulheres ou tem nelas a principal fonte de renda.
Além disso, segundo dados do IBGE, as mulheres dedicam cerca de 10 horas semanais a mais do que os homens aos afazeres domésticos e ao cuidado de crianças e idosos. Daniella argumentou que essa sobrecarga limita as oportunidades de qualificação e inserção no mercado de trabalho. Ela se referiu a esse trabalho não remunerado como “economia do cuidado”, que representa cerca de 8,5% do PIB brasileiro.
Na avaliação da ex-presidente da Caixa, as políticas públicas devem considerar essa realidade e utilizar ferramentas tecnológicas para facilitar o acesso das mulheres a serviços públicos, oportunidades de emprego e capacitação. Daniella também criticou o Partido dos Trabalhadores, afirmando que a legenda utiliza um discurso de proteção às mulheres para se posicionar como seu principal representante político. De acordo com ela, essa narrativa sugere que mulheres identificadas com a direita seriam “submissas”, enquanto a esquerda monopolizaria a defesa das pautas femininas.
“O PT rotula a direita como se a mulher de direita fosse submissa”,
concluiu.
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